quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Das Mulheres, hoje?

Dia internacional das mulheres, ótimo, vejo varias mensagens falando sobre as mulheres, mas a maioria ainda colocando a mulher como mera bunda ou peito, e o mais triste, algumas sentindo-se bem com isso... O que seria se elas fossem apenas bunda, peito, uma barriguinha malhada e gostosa na cama? Nada, alias, nem existiríamos... Atemos-nos ao fato de algumas operarias terem sido presas e queimadas devido ao incêndio, em Nova Iorque, mas pelo visto os que se atem a isso estão sob influência –errônea – Americana e simplesmente – mas não tão simples – perderam o sentido revolucionário da data. Hoje, vemos que o dia em pauta tornou-se festivo, e os chefes, visando não haver greves ou manifestações – como na revolução de 1917 – entregam rosas vermelhas, adornos, ou gratificações no dia, ou seja, passam “mel” na boca das mulheres para que elas se tornem pacatas como sempre são – mas há sempre a ovelha desgarrada do rebanho, e viva la revolucion. Mas vamos pensar que se não fossem as mulheres, não existiria a historia, e vamos para um fato que me apraz bastante e posso falar com categoria... Todos conhecem a historia de Troia -- penso eu--, e o que diríamos se, não houvesse a Helena, o que seria da historia? Simplesmente não haveria, ou seja, graças a uma mulher fez-se historia. Outros casos interessantes, como de Niesztche, Sartre, e outros filósofos e ou intelectuais que foram gênios na vida literária, mas fizeram tudo isso por amor – frustrado -- que os fizeram pensar, filosofar e escrever obras maravilhosas. Há inúmeros casos do tipo, para poder ilustrar mas isso, não seria um texto e sim uma tese de doutorado, mesmo porque não citei Portugal médio, com suas cantigas, e o papel da mulher na sociedade medieval, burguesa e moderna. A mulher por natureza é revolucionaria, é forte, pois fraco é o que a subestima, tendo em vista que força física não vence guerras e sim intelecto superior – e digamos que Hitler, frustrado por natureza, se perdeu, pois não tinha o arrimo necessário, e alguém ou algo em algum lugar sabe o que faz e não deu essa dádiva a ele). Na verdade a sociedade é tão hipócrita, tão mesquinha que “dedica” somente um dia para seres especiais que são as mulheres, não deveria ter um dia, mas sim serem reconhecidas igualmente todos os dias, pois elas fazem o mundo mover, pois sem os incentivos que temos de nossas Atenas, não seriamos quem somos. Exemplos básicos, que somos o que somos por causa das mulheres. Penso eu que, ninguém, leitor ou ouvinte, nasceu de chocadeira, ou seja, todos temos mães, que já seria louvável colocarmos a mulher em patamar superior a de qualquer homem. Cientificamente provado a mulher tem capacidade de desenvolver mais atividades do que o homem – e ainda nos achamos superiores --, apesar de ser provado que a noção espacial do homem seja mais apurada – afinal temos que levar alguma vantagem na natureza, pois cansei de ser enganado, rs – não é isso que nos torna melhores, pois como já disse força física não vence guerras. Não estou dizendo que o homem é totalmente inferior, e nem querendo ser uma mulher, mas vejo que não damos o valor devido às mulheres, somos sim especiais, temos nossas qualidades, mas devemos reconhecer, devemos saber discernir o bom do ruim, criar parâmetros além dos sociais impostos e tirar o estigma que o homem é provedor de tudo. É sim, mas a mulher é tanto ou mais que nós, pois ela gera a vida e nós contribuímos – muitos por longos dois minutos – em uma pequena parte, pois nove meses, por mais que queiramos, não podemos fazer muita coisa. Eu tenho, até hoje, a maioria dos exemplos, sejam acadêmicos, sejam sabedoria de vida, mulheres, desde minha mãe, que é meu exemplo mor, pois foi mãe, pai, irmão, irmã, e toda família, até as professoras que me orientaram na escola e na faculdade – não todas, mas as que fizeram, eu nunca me esquecerei e serei grato enquanto lúcido, enquanto tiver lembranças --, na vida, nas mesas de bares, pois não é sempre que sento na mesa de bar pra conversar com uma mulher que tenho que ter interesse sexual, não é regra, pois algumas que estive e tive o prazer de ter como companhia, me ensinaram muito e ainda me ensinam e serão para a vida. Só tenho a agradecer e reconhecer o valor dessas pessoas fenomenais que conheci, que tive o prazer de ter um pouco delas em mim hoje e por a maioria delas me ajudar a me tornar o homem – exemplar pra uns e não pra outros – que sou hoje. Continuem se amando, sendo vocês, libertas, vencedoras, mães que são hoje e sempre, pois a revolução não será televisionada e começa por vocês.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O que seria autoridade???

O que podemos dizer sobre autoridade, o que seria autoridade???
Talvez eu possa responder de uma forma obvia e dizer que a autoridade é a policia, ou talvez quem nos rege?
O que e quem nos rege, o que consiste na justiça ou no exemplo que temos ou que fazemos, por quais caminhos devemos seguir?
Um policial exercendo seu “trabalho digno”, correndo atrás de bandidos, na rua, parando todo e qualquer “suspeito” que ele decida ser, está coerente com a justiça, está em acordo com as leis, que talvez ele mesmo descumpra, ao abordar um homem tranqüilo que, também, tem o seu serviço subalterno, ou seja, é um soldado do sistema, na guerra urbana em que está envolvido.
Que justiça é essa que persegue os menos abastados, os que não tem perspectiva de melhora nenhuma e ainda tem que passar por algumas humilhações, sem necessidade...
Qual, ou que atitude tem melhor um policial do que um professor que educa – muitas vezes o filho desses policiais – as crianças, que amanhã serão nossos lixeiros, a médicos, passando por toda hierarquia social...
Mas quando estamos nas ruas ninguém é mais valorizado ou tem mais valor do que uma pessoa com uma roupa opressora e um poder bélico maior do que a própria lei proíbe o cidadão comum de tê-la...
Ou seja, perante situações de defesa, o professor tem uma caneta pra defender-se, o que nada se compara a um poder bélico no alto da madrugada, pois aqui no nosso Brasil varonil, não se vale o conhecimento e sim o que o poder, ou seja aqueles que por causa do nosso dever de cumprir um direito obrigatório que nos assiste, colocamos pessoas que agem mais fora da lei do que o cidadão comum, no entanto tem um poder financeiro maior do que a maioria, tendo, com isso, regalias, principalmente perante àquele que está ali para defender a população, ou como diria um aforismo famoso:

“no sumo direito, a suma injuria.”

Nos dizeres de Cícero:

“E então necessário remontar àqueles dois fundamentos da justiça: primeiro, não causar prejuízo a ninguém; depois servir ao bem comum.”

Realmente é isso que vemos durante todo dia com relação a população comum, mediante àqueles que estão para “servir e proteger” (apesar dos dizeres da policia norte americana, a máxima imposta aqui, em suma, é a mesma), e não para a “nata” social....
Afinal somos a margem da sociedade, me refiro àqueles que não tem dinheiro, nem status, nem nada que o “dignifique” socialmente, que o faça ser aceito nas “altas rodas” sociais...
Sendo assim somos, perante os olhos daqueles que estão para nos proteger, para manter a “ordem social” nós, professores, médicos, ou quaisquer estudantes, que por não termos dinheiro – pois quem trabalha de forma licita, ou seja, de acordo com as leis que nos rege, feitas por aqueles que nós somos obrigados a colocar no poder --, não somos bem vistos, pois além de para sermos bem vistos, temos que nos vestir e portar como eles querem, independente do seu intelecto, temos que, para sermos respeitados, somos obrigados a ter dinheiro.
E dizendo mais, conforme Cícero:
“É de máxima relevância que, em nossa Republica, sejam respeitados os direitos bélicos.”

Isso significa que, perante ao cidadão comum, sem dinheiro, independente do papel social que ele tenha, o bélico é mais respeitado do que o intelecto...
Um incapaz social, semi analfabeto, ao se tornar, mediante aos seus olhos se torna inserido, ao pegar uma roupa, aprovada por aqueles que nos oprimem intelectualmente, a ser treinado para servir o sistema e ter um poder bélico – que é o Maximo do cidadão comum – maior que o da maioria, o faz melhor, e na sua própria mente sublaterna, do que a população que ele deveria defender...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Confissões de um docente!!!

Obituário

Vinte e seis anos, dez meses e vinte e nove dias. È a idade que eu tinha quando peguei o vinte e dois que era do meu pai trancado na gaveta do criado mudo, no quarto, fui até o banheiro, sentei sobre o vaso, enfiei o cano dentro da minha boca e segurei com as duas mãos com o dedo polegar sobre o gatilho e puxei.
Me acharam depois de um dia, dia e meio. Dizem que parte do meu cérebro ficou grudada, secando no azulejo. Não lembro.
Por que fiz isso? Tava de saco cheio, entende? Não tava mais querendo brigar com o mundo, ser hipócrita, fingir que eu era importante. Tapar hemorragia com bandeidi. Ter que acordar todo dia, perceber a sua cara amassada no espelho, ver que você só ta envelhecendo, os cabelos caindo, ficando brocha, gordo, papudo, e o que fez da vida? Você olha pra trás e, o que aconteceu? Nada. Nenhum fato, alguma coisa que realmente marcasse, alguém que fizesse a diferença. Nada. Foi por isso.
Naquele dia acordei decidido. Não foi nada de cabeça quente. Já estava pensando sobre o assunto há muito tempo, já tinha feito vários ensaios: faca sobre o pulso, coquetel de remédios, veneno. Mas ficava só na preparação, nunca consumava o fato. Era assim toda vez que acordava as quatro, cinco da madruga, pensando na escola, nas mudanças, no meu trampo e no que eu poderia fazer. A cabeça girando, parecendo um quebra cabeças, um labirinto. Eu entrando na nóia, ficando depressivo. Por nada já chorava. Com medo de pegar nos livros, estudar: medo de ir pra escola. A única vontade era de entrar no carro e sumir. Pegar uma auto-estrada dessas ai e sumir. Deixa tudo pra trás, feito poeira.
Já procurei tratamento, já fui na igreja, psicólogo particular. Já fui até no quinto andar do Servidor. O psiquiatra la, com uma cara de bunda, fingindo que ta me escutando, Depois passa uma bosta duma receita qualquer, me da uns dias de licença e próximo! Tá limpo. Tô fora, meu irmão. Se me chapar de remédio é sanidade eu quero é ficar louco. E limpo.
Se for a coisa certa? Cara, todo dia morre não sei quantas pessoas no mundo: AIDS na África, bomba no Iraque, conflitos no Quênia; adolescente disparando a esmo dento de colégio nos EUA, assalto no jardins, acerto de conta na Perifa, morador queimado no Glicério. Vocês interrogam todo esse pessoal, perguntando se o que aconteceu com eles foi certo? Qual o problema do suicídio? Principalmente agora que eu to morto, pra que vocês querem estudar o meu raciocínio? É tão difícil aceitar que esse mundo ta podre, que tá tudo errado, tudo pelo avesso? Que a vida não é o que se pinta nas novelas da televisão que escola não é o que aparece na Malhação? Que tem gente que não quer mais continuar fazendo esse jogo. E se foi só isso, eu quis decretar o meu fim. Posso? Tenho esse direito?
Errado é essa molecada na rua. Século vinte e um e você encontra pessoas sem um teto pra morar, morrendo por falta de atendimento nos corredores dos hospitais. Todo dia alguém bater na sua porta, tocar sua campainha: Tem isso? Tem aquilo? As pessoas se humilhando. Ver marmanjo ai, de vinte, trinta anos, uma puta disposição, uma puta vontade e não tem emprego. Não tem qualificação, não tem oportunidade. Pai de família chorando, não tendo um tento pra comprá o leite pro filho. Isso é errado. Agora, eu me dar um tiro_ Eu machuquei alguém? Feri alguma pessoa? Não parei o transito, não atrasei o lado de nenhum trabalhador. Nem tiveram que fechar shopping, banco, ninguém decretou luto. Só minha escola. Mas ai a molecada, no fundo, até que gostou, ficou um pouquinho feliz.
Você. Você acha que eu não pensei nos meus alunos?
Lógico que pensei. Alias, só penso neles. Eles são a minha preocupação principal. Mas eu cansei. Cê faz um trampo sério e não é reconhecido; trabalha, trabalha e, no fim do mês, uma merreca de salário. Vê um monte de gente enrolando, falando bobagem abusando do posto, tratando mal a molecada e curtindo uma com a sua cara de otário. Ve o governador na TV mostrar uma escola que não existe e tem que ficar calado. Ver a Secretaria de Educação, que não conhece a realidade, querendo te ensiná o beabá e tem que ficar calado. A Super Nanny, cara, dizendo como você tem que educar o seu filho e tem que, ah, na boa né mermão? Chega. Minha cabeça explodiu só isso.
E não me arrependo não. Não pedi pra nascer, tá ligado?
Me jogaram nesse mundo fudido sem me perguntar o que eu achava disso. Tão acabando com o mundo, aquecimento global, desmatamento, poluição, consumo e ninguém me pergunta o que eu acho disso. Eu me dou um tiro e... por que cê fez isso?
A questão é, por que não faz? Fica ai como um Zé se enganando, se acabando, dando milho. Ah, não me critiquem. Se vocês querem continuar sangrando, devagar, se iludindo, tudo bem. Mas eu desci do barco.
Assumi o meu rumo. Acho melhor vocês fazerem o mesmo.
Uma hora ou outra ele vai afundar mesmo.

Texto extraído do livro: “Te pego lá fora” de Rodrigo Ciríaco
Editora Toró, 2006, São Paulo

terça-feira, 21 de junho de 2011

Verdade existe?

Verdades
O que buscamos hoje me dia?
A verdade, mas como podemos obter a verdade, qual o critério de verdade contido na vida?
Refletiremos um pouco. Sócrates buscava nos seus diálogos sempre a verdade que poderia haver em determinadas posturas e determinados atos, Einstein também procurava a verdade através do átomo.
Isso até hoje é questionado, ou seja, na há verdade no ser humano que seja absoluta, há subversão em tudo que vivemos, há hipocrisia na nossa verdade.
Hoje como ontem temos valores diferentes, pois os que se dizem ser de esquerda na verdade são hipócritas de direita e vice versa, mas como o lado subversivo é mais contundente na sua retórica é de igual conivência sê-lo, e como disse um ilustre político, “o poder é como violino, se toma pela esquerda e se toca na direita”.
O que podemos definir com isso?
Que os diálogos e a filosofia Socrática até hoje é a mais coerente, pois a verdade é sempre contestada, o ponto de vista é sempre contestado, a índole é sempre contestada, ou seja, para tudo há contestação, nada é absoluto, nada é tão contundente que não possa ser contestado em momento algum.
Luis Fernando Veríssimo tem uma frase que na minha opnião é genial que diz:
“O fanático religioso que expõe o seu ponto de vista, nunca esta disposto a ouvir o ponto de vista alheio”.
E outra muito boa para retórica frustrada diz o seguinte:
“Fanatismo consiste em redobrar seus esforços quando você esqueceu seus objetivos.”
George Santayana
Então podemos ver que diante das citações as retóricas e mesma as Greco-romanas, tanto dos sofistas como dos retóricos são questionáveis.
Cícero é questionável, Edison é questionável, ou seja todos nós somos e temos que rever nossas condutas e nossos pensamentos diariamente, pois o verdadeiro sábio não é aquele que mantém um pensamento mas aquele que consegue variá-lo sem perder a sua essência, pois temos que aprender com a água que não briga com o meio ambiente e sim se adapta a ele.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Brasileiro e seus pensamentos

Mentalidades

O que podemos pensar sobre mentalidade no Brasil?
Há vários tipos de mentalidades, mas a mais latente é a mentalidade escrava, essa sim assola nosso país.
Na verdade isso percorre o nosso âmago há mais de 400 anos, pois o brasileiro não se libertou mentalmente do que sofreu nos últimos séculos.
É tão hereditária a coisa que, mesmo os que não conhecem a história, os semi, os funcionais, ou seja todos os anafalfabetos, tem tendências escravas ou escravocratas.
Vejamos da seguinte forma:
Podemos dizer que o chefe dos garis, ou seja, aquele que tem um pouco mais de estudo, ou de competência, portanto o que acredita que se sobressaiu entre os outros. Acredita ele que por estar a um patamar acima dos demais, dentro de sua área, pode se dar ao luxo de menosprezar aqueles que estão no lugar ele onde esteve antes.
A nossa sociedade é tão conivente com essa mentalidade que nem se da conta do que acontece nos que estão inseridos.
O pior de tudo que, o pobre luta contra o pobre, o ignorante menospreza o ignorante.
O fato chega a ser cômico, as pessoas que deveriam unir-se para se tornarem cada vez mais acima do medíocre não o fazem, ou seja, aquiescem a sua condição, se tornam feias ou não belas segundo Aristófanes em o Banquete de Platão.
O triste dentro do que pensa a sociedade é como poderíamos solucionar essa problemática, pois posso aludir ao equivoco de Proudon ao se remeter ao escravagismo e ser contestado por Marx.
Os brasileiros estão equivocados com a sua condição, mas diz um ditado interessante “a ignorância traz a felicidade”, e partindo dessa máxima é isso que o brasileiro é ignorante. Sim, Da sua própria historia, partindo do principio que o escravagismo não foi primeiramente do europeu para o africano e sim de etnias d mesmo continente.
Acreditando ainda que o negro é raça inferior – tem alguns que acreditam nisso – e que o escravagismo é somente porque os negros não tem capacidade.
Hoje em dia está muito além disso, mas para as mentes retrogradas continua sendo dessa forma, ou pior, eles – os pseudo chefes – acreditam que todos que estão abaixo hierarquicamente são inferiores, no entanto, ele abaixa a cabeça aos seus superiores.
Como podemos chamar pessoas assim senão de meros “capatazes”.
Sim, capatazes, pois não mandam em absolutamente nada, porém ao mais fracos querem ter potência, ou melhor, têm vontade de potência e nada mais do que isso.
Fracos psicologicamente que não tem capacidade de se sentirem bem apenas cumprindo o seu dever. Tem de massacrar o outro pobre saciar seu ego efêmero ter o gosto da autoridade esvaindo pelos seus poros, que seja apenas passageiro, mas que os tenha.
Vemos isso não somente no mundo corporativo, podemos ver entre pessoas formadas e atuantes no ramo educacional que maltratam e ferem o ego de crianças que estão sob sua tutela, que são seres que estão em formação cívica e que se deparam com pessoas de ego subestimado por elas mesmas que estragam a vida daqueles que deveriam ajudar.
Vemos isso nas ruas, pois policiais que deveriam proteger, primeiramente, o pobre, o desamparado, são os primeiros que os agridem. O pobre que por estar fardado, estar com o poder da autoridade, acredita que pode massacrar tanto verbalmente como mentalmente e fisicamente aqueles que deveria proteger.
E em prol do que fazem isso?
Em prol do mais forte, reiterando, são capatazes a serviço do senhor de escravo.
E quem será o verdadeiro senhor de escravo que não nos deixa, nos dando pão e circo, evoluirmos???
Ficamos ai com o pensamento.

Ramakrishna

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Casamento!!!

A favor do casamento gay!!!

Como sempre digo, não sou contra gays em geral, mas não gosto de viadinho.
Vejam bem, todos pregamos ser iguais perante a lei e conforme o artigo 5º da constituição, realmente somos? Porém, muitas pessoas pregam a igualdade, ser iguais mas o que cunha em sermos iguais.
Temos aqui no Brasil vários pseudo-s movimentos, por exemplo, no dia 1º de maio temos o dia do trabalho e nossas centrais sindicais, ao invés de lutar por direitos melhores do trabalhador fazem festas e dão prêmios para o pobre, conforme os gregos, é a cultura do pão e circo para ludibriar o néscio, que deixa-se fazer. Temos também muitas outras manifestações que dizem ser de esquerda, mas como disse um ilustre político:
“O poder é como um violino, nós pegamos pela esquerda e tocamos pela direita.”
Sendo assim, há no Brasil, reiterando, muitos pseudo-s movimentos, que mais um citado e que não causa repercussão nenhuma foi o da tarifa de ônibus, que na minha opinião, só causou algazarra e agora, apesar de ser cômico, o do churrascão em frente a quase, não futura estação de metrô da avenida Angélica.
Agora veja bem, na dificuldade em que anda o Brasil, seja financeiramente, seja na área educacional, seja na área no mercado de trabalho temos inúmeras deficiências não divulgadas pela mídia.
Temos aqui além de profissionais, em todas os campos, mal remunerados, mal preparados – graças as uniesquinas espalhadas por ai – e mal empregados, pois as empresas não empregam aqui no Brasil – a maioria delas, principalmente no mundo corporativo – por perfil de imagem e não de capacidade, sobrevivendo no submundo que é o Brasil e isso é o que chamamos de superficialidade que supera a velocidade, pois a necessidade do Brasil em crescer e ver o povo evoluir em diversos campos é utópica.
Então penso que a vida do brasileiro é um tanto quanto fútil, mesmo porque somos o país das chuteiras e vemos que, os inventores do futebol tem muito mais cultura acadêmica e de seu próprio povo e país – isso porque chamam o futebol de tradição nacional e de paixão –, mas que tem a mesma ou mais tradição no esporte que nós – e não considero talento, pois realmente não desprezo o que temos, tanto que exportamos atletas – e nem por isso se matam ou são menos cultos, mesmo porque uma criança do país que inventou a “nossa tradição”, pode até não conhecer toda sua obra mas conhece no mínimo o nome de Shakespeare, e em contra partida, uma mesma criança do nosso pais, nossa pátria de chuteiras não sabe e nunca ouviu falar, e digo como comparação principalmente em neologismos, nosso Guimarães Rosa, e não sabem na verdade nem o que é neologismo, super cultura nossa pátria amada.
A defasagem cultural aqui é tão imensa que estamos dando importância – mesmo os mais radicais – a um projeto de lei que regulariza uma união homo afetiva como se isso fosse influenciar em nossa vida – e digo como hetero --, a mídia coloca isso em pauta a todo momento e o que era uma vergonha ontem, hoje é motivo de orgulho.
Como disse e reitero, não sou contra opção sexual de ninguém mesmo porque não fará diferença na minha vida, mas acho que se eles querem lutar por um direito que é deles, porque não o fazem de outra forma...
Digo mais, quando é em prol das cotas toda a mídia esquece-se da contribuição do negro para esse país, ou melhor, quando se fala em cotas, pseudo negros que vão buscar em sua arvore genealógica um avo escravo da primeira remessa dos que vieram – mesmo tendo cabelo loiro e de lente verde como eu já vi – se auto identificando como negro, nenhuma mídia inibe esse comportamento ou da vazão a esse tipo de informação, muito pelo contrario, colocam um “mulatinho” radical, que não sabe de nada, tampouco de sua própria historia falando que não quer esmola de ninguém e que as cotas são humilhação, ai pergunto:
E a humilhação que passamos durante 500 anos e que passamos até hoje?
O governo está tão empenhado nisso que as ultimas viradas culturais que tiveram menos – e ainda – a desse ano foi e coincidiu com o dia 20 de novembro, interessante, não?
E o pior, ninguém se deu conta disso, muito pelo contrario, na primeira as bandas anteriores ao Racionais Mc´s já deixaram o povo incitado à bagunça, mas todavia o show dos negros paulistanos que, agem como negros e falam como negros e que cantam na suas letras para o negro e falam mal do sistema e não sobre a lua, o mar,o lual, a garota, a praia, que explodiu a briga, trazendo para mídia a imagem deturpada do negro
Mas o bonito e fazer manifestação, parada gay, com milhão de pessoas, que saem de casa para exibir seus corpos, para fazerem “bonito” perante a grande mídia, e quando divulgam alguma briga ou arruaça e de grupos radicais – e nunca tradicionais, podem perceber – que estão agindo como animais e ferindo o direito do cidadão de ir e vir. Mas vejam bem, onde fica o pudor ou será que só pra mim é ofensivo e agressivo dois machos barbados se beijando em pleno jornal nacional ou gogo boys – que dizem ser heteros, HAHAHA – rebolando de sunga no horário nobre. Ah façam-me o favor!!!
Tantas coisas para nos preocuparmos e vamos dar ênfase a casamentos gays, se aprovarem muito bem, senão não elejam quem votou contra, mas ficar dando ênfase a isso quando a educação aqui esta do jeito que esta, o pobre comendo cada vez pior, o rico, aquele que elegemos pra nos representar quadriplicando sua fortuna através do cargo que “democraticamente” demos pra ele, e mesmo assim queremos ficar debatendo casamento gay?
Olha o numero de besteiras que o brasileiro, que se diz culto, fez em menos de um ano:
1- Elegemos o Tiririca, que alem de ter um cargo na educação – piada né --, ainda conseguiu nomear cinco safados que sabemos da corrupção cometida por eles e no entanto elegemos um palhaço, em sinal de protesto – contra quem? – que trouxe com ele todos esses corruptos.
2- Quase elegemos novamente o Maluf.
3- Quase elegemos novamente o Collor.
4- Participamos de maias um primeiro de maio e fizemos festa como se o emprego aqui suprisse nossas necessidades básicas.
5- Participaram da maior parada gay do planeta (como se São Paulo fosse tão liberto de estigmas como Londres ou Nova Yorque)
6- Entramos em crise, graças em partes aos produtos que produzimos mas que são subsidiados por outros países, e então não podíamos exportar e não temos cacife para consumir nosso produto “for export”.

Então, aonde estamos, em que mundo vivemos que valores estão deturpados.
Não que seja a favor do cidadão de bem, mas aonde fica a família brasileira ou será que todos os pais e mães são felizes de verem seus bebes – pois filhos serão sempre bebês pros pais --, aqueles que cuidamos quando crianças, que demos amor, que compreendemos, que ensinamos, ver beijando um ser do mesmo sexo em horário nobre...

Preciamos rever valores...


Ramakrishna

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Retorica de formatura... orador... hehe

Um dia virá em que só se terá um único pensamento: Educação (F. Nietzsche)
O quanto perdemos para estarmos aqui hoje? Noites de sono? Passeio com amigos ou namoradas (os)?
De muitas coisas nos privamos para estarmos aqui hoje, para sermos homenageados, para estarmos em um patamar um pouco mais elevado, para começarmos a próxima etapa do fado que nos apraz, procurando um lugar entre os melhores.
Talvez, para muitos de nós não tenha sido uma perda, mas um ganho, pois nos privamos sim, mas estamos nos dando esse orgulho.
E se nos privamos de muitas coisas, então o que ganhamos?
Conseguimos extrair, dos nossos mestres, aquilo que nunca conseguirão nos tirar: o conhecimento.
Tínhamos um milhão de sonhos, bens quase nada, momentos risonhos, tensos, não sei, quantas madrugadas em desencontros com nosso sono, nosso sagrado descanso.
E agora poderemos realizar esse sonho, aliás, estamos realizando um deles hoje.
Entorpecemos-nos, todas essas madrugadas, de conhecimento, ficamos tresloucados de tantas informações, que nos foram e irão ser sempre úteis.
E como disse Krishna “No mundo mental, pensar é agir.”. Aprendemos a pensar, a refletir, a analisar, então de acordo com essa premissa, mesmo estáticos fisicamente estamos em constante movimento, em constante elevação.
E em prol de que fizemos isso?
Dessa primeira conquista, desse primeiro passo, desse pequeno degrau que conseguimos subir.
O conhecimento que adquirimos graças àqueles que nos conduziram por esse vale infindável, foi, será surpreendente, impagável, o que nos proporcionaram não tem preço, é inestimável.
A partir do momento que escolhemos nossas carreiras, entramos em sala de aula, queremos muito mais que um simples diploma, queremos tomar deles aquilo que não irá fazer-lhes falta, que nos darão com um imenso prazer, àqueles que se propuseram de coração a serem nossos mestres, os condutores do nosso saber.
Agradecemos àqueles que, queridos nossos, suportaram nossa ausência, em momentos em que fizemos falta e àqueles que tentaram nos tirar do nosso caminho agradecemos também, pois sem eles não valorizaríamos e saberíamos que somos melhores do que eles desejaram e agradecemos principalmente a nós mesmos por sermos perpendiculares em nosso caminho em busca do conhecimento.
Nossa vida a partir de hoje tem um rumo diferente, temos a pulcridade do conhecimento, deixamos as trevas dos néscios, adquirimos a sublimidade de seres pensantes.
Agradeço a minha mãe, ou melhor, a todas as mães ou melhor ainda, a todas as mulheres que estiveram em nossas vidas, por serem nosso símbolo vital, a nossa fonte inspiradora, nosso alicerce, a sensibilidade cabível a elas, o ventre que nos concebeu, a vida que representam, a Afrodite Uraniana agregada a cada uma delas.
Agradeço aos homens, pela virilidade, que sem ela, não seriamos corajosos, a ponto de trilharmos com coragem e determinação, superando os obstáculos que apareceram, valorizar o deus Modi que existe em cada um deles, seja pai, seja filho, seja tio ou aquele presente nos momentos em que mais precisamos desse exemplo viril em nossas vidas.
Lamentamos a ausência daqueles que nos deixaram no meio desse caminho, que hoje, fora do plano físico, nos observam, e acredito eu que estão felizes, por verem que tivemos mais uma vitória em nossas vidas, e que como em algum momento de sua vida disse o saudoso Guimarães Rosa “As pessoas não morrem, ficam encantadas.” Agradecemos a todos eles que fazem falta, mas que foram a força que precisávamos para estarmos aqui e iremos sempre precisar da memória deles conosco.
Que sejamos iluminados no caminho que escolhemos e que tenhamos o respaldo daqueles que nos cercam.
Somos privilegiados por estarmos aqui hoje, por ter atravessado todo esse mar de dificuldades e cada um em seu momento já pensou em desistir e não o fez, por acreditar que em um futuro, por acreditar que isso é a melhor fase da vida.
Nunca mais teremos momentos, que na faculdade foram únicos pois, encontramos amigos para a vida, brigamos, discutimos, discordamos uns dos outros, encontramos amores passageiros e muitos eternos, encontramos família, coisa que, não teremos isso nesse ambiente novamente e iremos sentir falta, tanto dos colegas de sala, quanto da perturbação com aqueles montes de perguntas aos mestres e até mesmo as pessoas que tivemos menos afinidade não sairá de nosso pensamento porque o momento universitário é único e também impagável.
Agradecemos a força superior por nos proporcionar esse momento único para nós a cada aula, a cada minuto, a cada segundo que estivemos em companhia dos nossos mestres, dos nossos amigos e dos nossos colegas e que daqui em diante sejamos felizes, de formas diferentes, com experiências diferentes, tanto profissional, como pessoal, mas que sejamos felizes, ontem, amanhã e sempre em nossas vidas.


Ramakrishna