terça-feira, 26 de setembro de 2017

Sobre movimentos...

O que hoje seriam esses movimentos, das ditas minorias, que defendem o povo de uma forma teórica, que nem a teoria notória de cada luta é desconhecida, porque hoje estamos nessa estagnação disfarçada de progressão dentro de uma, dita, esquerda? Uma das verdades possíveis é que, as pessoas oprimidas e que se agregam aos grupelhos, mas na verdade em defesa do que? E, pelo que eu vejo, a defesa do próprio eu, à procura de holofotes transmutados em políticas em detrimento da hegemonia do opressor, entretanto, como Fanon escreveu: “Não há um só dia em que o oprimido não queira estar no lugar do opressor.” Observando as posturas sociais, vejo que, há uma sociedade em extremo carente, com necessidade gritante de atenção, não no bloco que está inserido, não em prol dos grupelhos mas buscando as benesses que hoje as ditas lutas pelas minorias traz, porém, quando e se alcançam as luzes da ribalta na sua dita luta, muitos esquecem de onde vieram, esquecem principalmente a luta e mostram seu verdadeiro eu, como já disse Bakunin: “De o poder a um revolucionário que em menos de um ano ele será pior que o próprio Czar” Então, o que podemos fazer para que as lutas não sejam banalizadas dentro delas mesmas? Toda minoria, e eu digo pelo negro, tem sua historia de rapto, de invasão, entre outros que os tornaram subservientes dentro da época em que se encontrava, entretanto muitos povos se libertaram e ascenderam, entretanto, outros continuam estagnados na sua história e buscando o historicismo alheio, haja vista o negro no Brasil, que mal conhece suas histórias e seus heróis, e se pauta nos heróis norte americanos, que apesar de serem ótimos espelhos, não são tão úteis, de fato, para nossa realidade por haver disparidades gritantes, entre nós e eles, tendo por base que, numericamente não somos minorias, sendo que somos o país com maior número de negros fora de África, logo há outros motivos para nos classificarmos como minorias, uma delas seria no âmbito institucional, educacional, entre outros. Vejo um radicalismo de pessoas que querem se parecer cultas, citam Marx, Fanon, mas ao mesmo tempo não citam, na verdade citam nome das obras, ditos que se tornaram populares, como “mais valia” mas mantém uma postura entre os seus, imposta, o que deveria manter perante o opressor, pois citando Sun Tzu, essa passagem é perfeita, quando vejo os radicais se imporem perante os seus e nunca perante ao opressor: “Não conhece a ti e tampouco o inimigo, e de todas batalhas travadas, todas serão perdidas.” Russeau trata essa forma não do homem natural mas como o homem artificial, de paixões fictícias sem fundamento, de fato, natural, ora que, a desigualdade é criada pelo homem, logo, não é natural, seus discursos montados está em procura do eu perdido, um discurso viciados em busca de reputação e poderio. Estamos em uma sociedade enferma, onde o ego conta mais, a reputação, mesmo falsa, vale mais, e isso é observado nos radicais dentro dos grupelhos, onde um quer ter mais brilho que o outro, o que tristemente acontece dentro de quatro paredes , e as quatro paredes que o opressor deixou-os ter, nunca que esses mesmos radicais adentram os portões do opressor, de forma física,pois vejo que mentalmente há décadas, para não dizer séculos de disparidade, isso no Brasil. Porque acontecem essas coisas? O despreparo intelectual, a submissão, a cultura do medo que o capital impõe pelo poder que o dinheiro exerce, causam um temor mortífero dentro desses radicais, que, eles têm somente a coragem de enfrentar seus pares, nunca o opressor e querem alcançar, reiterando, as luzes da ribalta, entre os seus, mas nunca subvertem quem os domina realmente. Posso citar o tal do empreendedorismo, isso é uma prova que, principalmente o negro, quer alcançar o mesmo dinheiro que possui o opressor (podemos ter como exemplo o Trump), sendo que, intelectualmente eles estão muito à nossa frente. Em suma, não se pauta o intelecto na luta, muitos são aspirantes a lutadores bélicos, que não contém argumentos sólidos para se combater o opressor, e sim, a gritos, ofensas, e o pior, entre os pares, são lobos ferozes, com irá em seus discursos de combate ao racismo, homofobia, feminismo, e outros ismos, que caracterizam as minorias, entretanto, com o opressor nunca se impõe, nunca rosnam bravamente, esses combativos, hoje, são de rede social, de gritos na paulistas, mas no dia a dia, que poderiam exercer sua luta não o fazem, ou seja, de uma forma generalizada o opressor continua com sua bota em suas faces e esses ainda almejam um dia calçar essa bota opressora para pisar naqueles que dizem os oprimir, ou seja, seus próprios pares. Chega a ser vergonhoso a participação desses nos grupelhos organizados, pois, se houver uma vitória, esses pseudos lideres serão os primeiros a trair a causa, como houveram vários na história do Brasil, e nisto, podemos pensar em 1964, em que aqueles que buscavam a democracia, em prol do povo, lutavam e gritavam nas ruas, são os mesmos investigados, são os corruptos de hoje, são os traidores da causa e de seus pares, portanto , prestemos atenção naqueles que dizem ser em prol de quaisquer causas minoritárias socialmente, porque, talvez esses sejam os traidores de amanhã. Parem e reflitam, quem realmente está ao seu lado e em prol do que? Ramakrishna Ramos

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Conhecimento

Hoje há uma defasagem muito com relação à informação, as pessoas adquirem todo seu conteúdo ou pelo menos sua grande maioria por meios digitais, ou midiáticos e tem aquilo como verdade absoluta, no sentido de única mesmo, sendo que verdades únicas podem ser prejudiciais, pois, pensemos, se a historia tivesse sido contada a partir da flecha do índio e não da vinda de Cabral, se a primeira carta a “El” Rei, tivesse sido escrita não por Pero Vaz mas sim em Tupi ou outra língua nacional, ou se a gramática do kimbundo em 1714 tivesse sido escrita pelo povo de origem, qual seria o rumo dessa história? A falta de interesse das pessoas e as verdades midiáticas a que elas se põem chegam a ser absurdas, a exemplo do que vejo agora com relação à manifestações são sugeridas e marcadas via rede social, sendo que, se não há intenções de se ser interceptado pelas forças do Estado, penso que seja uma empreitada falida, um meio muito fácil do Estado se proteger contra o cidadão comum. Se vivemos com reflexo da cultura negra norte americana, aonde ficaram as ideologias dos panteras negras, do conhecer para combater, do hip hop que a chave para revolução é o conhecimento, de Malcolm aprendendo as palavras em um fio de luz, pelo dicionário, na prisão, pelos escritos e ensinamentos do Dr. King, e as lutas pelas conquistas de independência dos países africanos que hoje há uma série de escritos sobre isso. Ou seja, para conseguirmos revolucionar quaisquer coisas precisamos conhecer nossa história, quem somos, o porque estamos aqui e mais, porque nosso povo é dominado e com qual intuito, são perguntas que gerarão perguntas e criarão incômodos existenciais. Podemos pensar na nossa história recente, que tem apenas cinquenta e dois anos agora em 2017, em que o Brasil passou pela ditadura, em que estivemos sob o domínio de militares durante vinte e um anos, e com conspirações, protestos , revoluções pontuais e gerais, greves é que conseguimos nos livrar dos militares e viver numa democracia, mas mais ou menos; e como isso foi conseguido, todas essas manifestações populares, pensemos... Se, não havia internet, computador, ou esses meios tecnologicos “revolucionários” como foram articulados esses levantes populares, como os rebeldes insurgiram e se encontraram aos milhares em praça pública, sem precisar de nenhuma rede social moderna? O Brasil desconhece sua historia para poder com ela aprender, a leitura neste país é fraca ou escassa, levando em consideração o numero em países da ditos hoje como emergentes (antigo 3º mundo). Primordialmente deveríamos conhecer a parte ruim da historia, o que nos degradou ou degrada, como somos vistos e como nos vemos entre nós, pois, a partir deste prisma, com certeza saberíamos quais rumos nos direcionarmos na história. Há, também, uma outra problemática com essas pseudo informações que temos hoje, o degladiar entre nós, ou seja, muitos de nós não se deu conta que ainda está propagando o ódio que o sistema pregou pra que nos separássemos, ou melhor, pra nunca nos unirmos, pois o príncipio que o Marx propôs, “proletários do mundo uni-vos” não faz sentido nenhum na prática, e mais, o axioma que o patrão, o senhor de engenho ou o capitalista mor irá nos proteger ainda perdura. Aonde e quando iremos sair da osmose que nos assola, pois, tudo soa como radicalismo, de uma forma midiática e pejorativa – radical significa raiz ou relativo à origem, fundamental, básico, logo, penso ser radicalmente revolucionário –, e, reiterando, a falta de conhecimento, ainda é peça principal destas lutas que travamos contra o sistema. Portanto, a única solução plausível, seria, a leitura, o auto conhecimento, de fato, não de forma superficial como vejo hoje. Reflexões Ramakrishna Ramos

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Conforto e inocência

Com os dias passando, ando percebendo algumas peculiaridades dos meios que ultimamente frequento, com relações aos brancos, porque, como libertário, anarquista, não tenho problemas com compartimentos de “tribos” ou “turmas”, eu simplesmente ando aonde agrego e sou agregado de alguma forma... Entretanto, sou negro, comecei minha vida intelectual no rap, mas vivi e vivo em um bairro predominantemente branco, o que nunca embranqueceu meu jeito de pensar e de agir. Mas ultimamente, frequento muitos lugares que toca rock branco (nunca é negro), bares da rapaziada “descolada” ou moto clubes, ou seja, ambientes que ando observando, não aceitam muito bem o negro, toleram, mas não aceitam, mas, vejo, que esses mesmos conhecidos que me chamam para esses determinados lugares, rejeitam ir em lugares que os negros predominam, alegando o som, que serão discriminados, coisas que eu passo corriqueiramente, andando nas ruas do meu bairro ou em quaisquer ruas por ai. Vejo certa “compartimentalização” nas atitudes dos brancos que são meus conhecidos, vejo que o racismo não é tão esquecido como parece na cabeça deles, porque, vejo que eles tem a nítida noção e não a nescitude sobre o que eu enfrento ao longo dos meus dias, vejo que, a dor do racismo é compreendida de alguma forma, por isso preferem manter-se em suas zonas de conforto e não enfrentar um mundo negro por mais amistoso que o pareça, ou seja, não são tão inocentes como dizem que são sobre o racismo e muitas atitudes provam que quando dizem que “está na minha cabeça” é porque mesmo racistas passivos, não querem um negro revoltado com o sistema por perto, como se todo assunto em pauta fosse étnico vindo de mim, assim que detecto uma frase ou atitude racista, e, pasmem, muitas eu relevo, senão já teria espancado uma rapaziada. O sistema continua injusto com o negro, mas se levantar, erguer a cabeça, ser um negro politizado como Clovis Moura um dia disse, para eles é uma afronta, nós por nos declararmos contra o racismo, não tolerar as atitudes racistas, deixarmos de ter a síndrome de “poodle de madame” é confrontá-los, é criar inimigos, enquanto a postura destes é de que “preto quando não faz na entrada, faz na saída”, ou seja, quando se é amigo, se fica acolorado, fica-se de “alma branca”, não é visto como negro, e se defende, eles já se colocam na defensiva da ofensa gerada pelo povo deles. Já vi ambientes negros hostis, até mesmo com o negro desconhecido, porque muitos ditos militantes têm a mesma síndrome do opressor de julgar o outro negro como inferior a ele, ou seja, mesma atitude introjetada que o branco propõe para si, mas não é o caso normalmente de ambientes de entretenimento como um samba, um “Black”, muito pelo contrário, vejo os brancos que existem nestes ambientes, mesmo que poucos, muito a vontade, até mais a vontade que muito negro, pois, ainda perdura na cabeça do branco a ideia de senhor de engenho no meio da festa da senzala em que ele é dono de tudo e a negrada tem que respeitá-lo e obedecer, e pior, tem negro que age assim mesmo, e isso é um incomodo para quem defende o povo, como eu, ver, ainda, negros subservientes, mesmo dentro dos seus compartimentos. Por fim, a conclusão que todo branco é racista sim, seja ativo, o que é fácil identificar, pelas suas falas odiosas, pela sua postura mantenedora de hegemonia, temos o racista passivo, o que sabe que é racista mas não admite, e o racista passivo II que, talvez, e bem talvez, não tenha a maldade racista em sua índole, entretanto, propaga o racismo em seus discursos, atitudes corriqueiras, e em todo seu ambiente, assim mantendo sua dominação branca, portanto, sem uma análise profunda, reitero que os brancos não são tão inocentes como dizem com relação ao racismo e o que um negro sofre diariamente com o racismo, mesmo que o discurso disser ao contrário, porque sua zona de conforto é prioridade e transcender a zona de conforto não é para qualquer um, há de haver uma desconstrução diária e doida, e a preparação para isso é demorada... Ramakrishna Ramos

segunda-feira, 21 de março de 2016

Revoluquem???

Um pequeno manifesto â esquerda... Vejo esquerdistas de todas as espécies, plantando a revolução, a anarquia (o que não seria nem direita e nem esquerda), entretanto não vejo nada diferente de uma direita que não tem a hipocrisia de dizer que não gosta de A ou B ou como esses citados da esquerda somente pleiteiam a luta de classes C ou D. Então vejo um discurso em extremo falho e retrógrado que tanto um quanto outro, ou seja, direita e esquerda são brancos lutando pelo capitalismo que pauta o individualismo, logo, cada um intrinsecamente, no seu discurso, busca melhor salário, igualar com o lucro do patrão e tudo mais, ou seja, ter condições de vida comuns, logo um comunismo. E pensando em tudo isto, venho a reflexão, aonde fica o papel do negro nessas classes, ou o negro é uma classe alheia a luta, e porque da reflexão? Muitos ditos ativistas, sejam professores, sejam esquerdistas proletários, sejam anarquistas têm as mesmas posturas diante da voz negra, primeiramente, o negro precisa provar o que e quem é, ato da meritocracia, pois sempre há a pergunta, ” você sabe do que fala?” Ou a afirmação “você não me conhece”, infantilizando o discurso e/ou muitas vezes menosprezando o discurso e mais, quando é alertado sobre isso, usa do axioma, “não sou racista, nunca fui”, pois digo, sim, vocês são racistas e passivos, quando não ativos enrustidos e sem coragem de mostrar o rosto e assumir quem é. Quando acontecem essas coisas, vejo ainda o silenciamento da população negra diante da população branca e dita pobre, ou seja, sua luta libertária, quando suprimi o negro ainda, não é respeitada por mim e não deveria ser por nenhum negro que se assume, se orgulha e se defende, pois a esquerda que se diz oprimida e silencia o negro, nada mais é do que opressora. Se o negro é uma classe alheia, logo tem que se unir contra essa esquerda de discurso, essa esquerda que em seu pragmatismo sliencia, estupra psicologicamente e ainda menospreza o negro, isso incluso o feminismo, que, quando não proporciona nada a mulher negra, é sim, opressora tanto quanto é oprimida pelo homem branco e logo oprime o homem e a mulher negra, pois sua falta de melanina a coloca em vantagem diante qualquer negro. Revejam os conceitos de luta ou deixem de hipocrisia barata, pois, eu não respeito uma luta que silencia, e nunca respeitarei e se puder levar os meus comigo contra essa esquerda opressora os levarei... Poder pro povo negro... Rama Ramos

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Onde estamos?

Estamos à beira de uma revolução, estamos nos organizando como podemos, porém faltam lideres, faltam pessoas que tenham conteúdo ideológico. Precisamos usar de inteligência com eles, precisamos conhecer as leis que eles subsidiam seus roubos e fazer valer contra eles, também. A desorganização foi o fator primordial, porem, chegou a hora de tomarmos uma posição ideológica, pois mostramos que temos força, mostramos que somos unidos, entretanto estamos sem rumo, sem ter pra onde gritar, estamos na fase dos gritos a esmo. A fonte é a leitura, os possíveis lideres devem ter estudado, conhecer das leis, conhecer o que rege o povo, porque infelizmente muito são liberalistas ou colonizados, e talvez não haja muito tempo para isso, portanto devemos procurá-los em nosso meio. Temos também que identificar os possíveis arruaceiros, as pessoas que estão contra a revolução, que são maléficos À causa, devem ser de primeira instancia excluído de qualquer manifestação, temos que excluir os partidos que outrora disseram ser em prol do povo, no entanto, hoje dominam o que ontem hostilizavam. A organização vai alem da passeata ou manifestação, pois como dizia Sun Tzu: “a melhor política e tomar um Estado inato; uma política inferior consiste em arruiná-lo.” Ou seja, precisamos sitiar a cidade sim, porém tomá-la sem maiores consequências, não por que nos importamos com o patrimônio do rico, mas porque o rico terá retaliações posteriores, e deixando o patrimônio intacto no primeiro momento teremos vitorias certas quando a revolução começar de fato. Se não atacarmos a policia, se formos e estivermos realmente organizados, e quando digo isso estaremos a um passo a frente deles, e é esse o intuito, estaremos nós, o povo, monitorando e divulgando os “possíveis excessos”, portanto temos que nos infiltrar aonde eles estão, anônimos, filmando, não somente cartazes, mas a ação de perto, um jornalista, nosso, não inserido na mídia, precisamos ter e dominar a arte da espionagem, contra eles. Precisamos de gente que seja qualificada, em todos os aspectos, para escrever nossos manifestos, nossa legislação, para que eles acatem, de forma pacifica, mas não somente nesse âmbito, precisamos de gente qualificada em todos os setores e que seja conivente com a revolução. Eliminando primeiramente os infiltrados, os arruaceiros, os sem ideal, de forma inteligente já estaríamos um passo a frente. Mas como faríamos isso??? Sun Tzu diz: “Trata bem os prisioneiros, alimenta-os como se fossem seus próprios soldados.” E mais: “Jamais os deixe ociosos.” “Eis o que chamo ganhar uma batalha e torna-se mais forte.” Temos que convencer a policia, o soldado comum que o beneficio é também para ele, para os filhos, esposa e para os “partidários”, deixar eles entender que os lideres de ontem, são os partidários de hoje, que nos oprime, por isso acontece as manifestações. Não temos subsidio financeiro, ainda, porém temos uma guerra ideológica sendo travada, eles são intelectuais, nós ainda estamos caminhando, porém, apesar de ser longa, não será dispersa. Precisamos entender e deixarmos de ser liberalistas nessa hora, precisamos de mais, precisamos entender a realidade do Brasil, não somente carnaval, bunda e futebol, precisamos entender que somos a maioria. E como disse Marx. “Proletários do mundo uni-vos.” Chegou a nossa vez... Ramakrishna Ramos

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Brasil X Cuba

Brasil X Cuba Sinceramente, se tem algo que não entendo no Brasil é qual a real diferença que existe em relação ao regime ditatorial de Cuba, que é tão temido desde a década de 1960 ou até mesmo antes... Será que algum reacionário de plantão conseguiria me explicar, ou até mesmo um dito revolucionário, ou ficaria de falácia da mesma época? Bom, sob meu prisma, a situação é a seguinte: apesar de não embargados pelos E.U.A., (modelo do capitalismo atual), temos um dos maiores impostos do mundo para importação, e mesmo para produtos internos, pagamos muito mais que em diversos países, ditatórios e ditos emergentes, como Angola. Logo, em Cuba, temos uma extorsão do governo em relação à produção local, seja em produtos, seja em serviços, mesmo após o fim do embargo dos E.U.A., o que seria compreensível, haja vista tratar-se de uma ditadura. Mas e no Brasil, qual seria a explicação plausível para isso? Em relação à educação, estamos em um regime democrático de direito e nossas crianças – e uma parte esmagadora dos adultos – são analfabetos funcionais, inclusos muitos estudantes das séries finais ou de ensino superior. A partir de 1964, ou quem sabe antes, nossa criticidade foi embargada por raízes que não se soltam. O governo mina o intelecto do brasileiro para que não haja críticos o suficiente afim de discutir o verdadeiro papel do povo em relação à democracia que vivemos. Hoje vemos em Cuba – ou sempre vimos – um modelo de ensino superior que é valorizado no Brasil, a exemplo da medicina, que o brasileiro, quando tem algum problema grave, a exemplo de patologias relacionadas à visão, sempre iria procurar um médico cubano, que, quase nunca é branco, entretanto, quando esses médicos, com o conhecimento superior ao nosso, vieram para o nosso programa “mais médicos” foram repudiados, diferente dos médicos italianos, argentinos ou quaisquer um com o padrão estético aceito nesse país. Professores cubanos, por sua excelência em formação, são exportados para outros países, como Angola e Moçambique. No entanto, de quantos brasileiros temos notícias de irem a outros países por excelência em ensino? Ou seja, vivemos em uma indústria de venda de diplomas, em que esse professor ou profissional comprou seu diploma, mal conhece a área escolhida e, com isso, vivenciamos uma decadência pública, na qual nada funciona, desde o estudante, até obras faraônicas e superfaturadas, em prol de poucos ditos representantes do povo, que na verdade não ligam para que o povo é ou faz. Reitero a pergunta, qual a diferença entre Cuba, se somos obrigados a eleger quem nos governa ou quem nos dita o que devemos ou não fazer, pagar etc. Têm mais, quais as reais oportunidades capitalistas que temos, sem o governo abocanhar grande parte do capital produzido pelo indivíduo, pois pagamos, tanto o rico quanto o pobre, o mesmo percentual de imposto, entretanto, não temos a mesma margem de lucro, seja de um lado, seja de outro, em mínimas palavras, o primeiro sempre lucra mais enquanto o segundo mantém-se vivo para subsidiar os roubos do governo, ou seja, sobrevive e não vive dignamente. Pensemos na liberdade de expressão que temos aqui, ou será que temos? Vemos muitos jornalistas, populistas, podemos dizer assim, que são censurados por políticos a todo momento, por denunciarem umas das muitas atitudes corruptas que esses inseridos no governo têm, mas as empresas de mídias particulares – escancarando o texto, e citando nomes, temos a Globo, a revista Veja, que são nomes grandes até mídias menores, porém inseridas no sistema –, que se assemelham às estatais, pois, manipulam toda e qualquer informação em prol dos mais abastados ou em prol daqueles que o convir, ou seja, sempre o Estado ou seus subsidiários. Mas lembrando, ninguém subsidia mais o Estado que o próprio povo, que não tem valia nenhuma, a não ser em ser a mais valia. Nossa liberdade de expressão está em ver o sexismo explicito na televisão, uma indústria de racismo, xenofobia e de crimes, com esses programas sensacionalistas do final de tarde, onde o crime da ibope e cria medo na população e estigmas étnicos. Cuba está em um regime ditatorial, o Brasil em um regime democrático representativo de direito – que apesar da redundância, o povo não tem voz, tão pouco direito –, mas qual a real diferença capitalista que o Brasil tem sobre Cuba, que oportunidades temos, que direito temos, sendo que nem do voto temos direito de nos eximir. Qual direito temos de ascender financeiramente, de prosperar dentro desse dito livre mercado, sem o governo engalfinhar grande parte do capital adquirido, ou seja, qual o cunho capitalista que temos no Brasil? Será que alguém conseguira me responder a essa pergunta? Ramakrishna

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Quem tu és afinal?

O que somos e para quem somos? Pergunta bastante pertinente para se começar um discurso, porém, qual o valor que damos e que temos na sociedade, e digo, isso sim é pertinente... Vejo diversas situações cujo indivíduos pretendem se sobressair, sobre os seus próprios em ambientes totalmente dispares à situação. Vejamos, estamos em ambientes a qual queremos nos divertir, porém, em um bate papo com alguém que tem certa influência em certo grupo – seja ele qual, como professor, como escritor, ou qualquer um imaginável --, e se supervaloriza como o maior sabedor ou conhecedor de todo o ambiente, mas entretanto, não sabe quem está ao seu redor, mesmo que o saiba. Essas atitudes, via de regra, está em pessoas que a autoestima está em baixa e precisa ser ou ter reconhecimento nas costas dos que estão ao redor. Pensemos o que leva essas pessoas terem tais atitudes, além de autoestima baixa. Creio que o estudo em quaisquer âmbitos são elevatórios para quaisquer seres humanos, e mais é um critério de liberdade para si, além do mais, se cria uma série de discernimentos e critérios que o fará enxerga-se de igual ao outro e ainda mais, querer elevar todo aquele que está ainda nas trevas do conhecimento. A ignorância traz a prepotência, traz a soberba sobre algo que não se é, citando Simon Bolivar que disse: “Um povo ignorante é instrumento cego da sua própria destruição.” Ou seja, pessoas assim, nada mais fazem do que destruir seu povo, sua sociedade, seu meio ambiente. Serei dessa vez mais especifico, vejo no ambiente de negros, que, um quer ser mais que o outro, em momentos de diversão, ou nos seus ditos momentos intelectuais. Com qual intuito será que esse povo faz esse tipo de coisa, sendo que, se limitam a uma literatura, dita negra, mas muitas vezes escrita por brancos, ou seja, são pela fundamental para os brancos racistas dizerem que o negro é boçal e mesmo para o ativista mais culto, não consegue ver quaisquer defesa me prol do seu povo. E mais, como diria os Panteras negras, devemos vencer o opressor, da forma que ele nos rege, ou seja, nas suas leis e literatura. Dessa forma, quando vejo, negros, querendo se sobressair, depois de bêbados, ou porque são conhecidos de alguma forma, vê-se nitidamente o quão fraco que estamos. Se avaliarmos a postura dos brancos em relação a eles mesmos, temos uma situação primeiramente como teríamos a de gênero e como afirmou o Kabenguele em suas aulas, o negro em relação ao branco seria como o homem em relação à mulher, portanto vemos eles em geral, como protecionistas, ou seja, quando se veem em alguma situação desfavorável, vão em prol um ao outro, isso na maioria das partes do mundo, entretanto, nós, negros, diminuímos um ao outro. Seria isso resquício da cultura escravagista, da cultura do embranquecimento que está mais em voga hoje do que nunca. Será que essas pessoas realmente sabem o que querem e quem são, porque estão nessas condições e por quais motivos sem mantém inertes? Em outros países – as quais muitos ovacionam, que é os E.U.A. –, se vê o negro em defesa de si, em prol de si em quaisquer âmbitos, e aqui no Brasil nem de perto chegamos a isso. Muitos ainda dizem que temos que ter a consciência humana, e que o Brasil não é um país para pensarmos nisso, e digo mais, vivem em uma ditadura Freyreana, cujo prega-se a mistura de raças, e ainda mais, dizem que raça é uma coisa fictícia no Brasil, e com isso só posso confirmar uma única coisa, que sob um prisma de genes, o prisma Freyreano está certo e somente dessa forma. Dessa forma, sob esse prisma digo, que não podemos falar de seres humanos, se há pouco mais de um século o negro era até considerado um ser sem alma. Portanto vejo um dita evolução do negro decrescente, ou melhor retrógrada, e pior maledicente em relação ao seus pares. Em festas, a situação fica pior, todo aquele que diz ter uma vida saudável, por não beber, não fazer uma série de coisas que a vida noturna propõe por excelência, diz que seus pares que tem vida fora da vida noturna, ou seja, estudam, evoluem, honram suas obrigações provindas da sociedade capitalista, e usam a noite como diversão e mero entretenimento, não prestarem, não quererem nada com a vida, sendo que eles mesmos vivem somente disso, e perante essa situação me pergunto, se esses mesmos não entrarem para certa “história”, o que serão na sua velhice, Dj’s ou animadores de festas, -- e mesmo como apreciador somente de músicas e quiçá festas, vejo que mesmo para os fins a qual se prestaram, não tem excelência para isto, pois perante seus próprios ídolos estão atrasados anos, tanto em técnica quanto em repertório -- para meus filhos ou quiçá netos, e uma outra pergunta pertinente, será que não serão velhos ridículos com uma síndrome de Peter Pan, pensando que estão fazendo parte daquele universo que pertenciam somente na sua tenra idade, não passando somente por seres que não tiveram evolução alguma e não “prestam” para nada, além do que se proporam e mal fizeram para evoluir nisso. A evolução cultural é chave para o crescimento, e sem isso, ninguém ira sair da estagnação moral, intelectual a qual se encontram, e não me resta nada a fazer por esses que vivem o hoje, como se não houvesse o amanhã, que vivem de uma vida fútil em sua essência, e ao invés de serem melhores para si, não o são, nem para si e nem para o próximo, quem dirá aos seus pares. Parece um axioma derrotista, entretanto, lamento por todos esses que acham que são mais que alguém no seu micro universo que para seres mais iluminados tende a ser somente um ponto sem a menor necessidade de se estar inserido e que não faz a menor diferença, nem como laboratório social. Portanto, encerro, me sentindo aliviado por ter me desprendido desses seres que não fazem bem aos seus pares, tampouco a si, pois o egocentrismo faz com que as pessoas se fechem no seu mundo a tal ponto de não enxergarem que existe outros mundos e no caso desses negros de festas, que não são mais do que negros da casa grande, querendo ser maiores do que os que eles acreditam estarem, ainda na senzala, e na verdade os grilhões estão em suas canelas e os açoitem castigando suas costas no dia a dias, e seus cérebros em um futuro próximo... Ramakrishna Ramos