quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sociedade Liberta

O que a sociedade, alienada, pensa sobre as pessoas que pensam ou tem opnião própria? Não vejo pessoas fazendo nada para mudar o seu ambiente, mas, entretanto, criticam que o fazem, são capazes de fazer, justamente aquilo que o sistema impõe que o façam, os defender. Penso que cada um tem sua responsabilidade social, na qual devemos zelar, sim, por uma sociedade melhor, mas o sistema faz com que não o façamos, ou melhor, que algumas pessoas não o façam. O protesto e o boicote – o segundo, muitas vezes bastante eficaz, mas nunca, que eu saiba, usado no Brasil de forma contundente – são formas de contestar o sistema, mas os coniventes com ele, sempre estão ai, defendendo quem só os oprime, fazendo com que a opressão tome todas as proporções possíveis e imagináveis. O que mais revolta em uma mente pensante, apesar de não poder fazer muito, é ver que o que vai mais contra o pobre o oprimido de forma direta, na maioria das vezes, não é o próprio opressor e sim o oprimido que jura estar agindo em prol de alguma boa causa, mas, porém está agindo em prol das pessoas que o oprime, e o pior que eles estão sofrendo uma violência intelectual que não fazem a mínima noção. A vida dessas pessoas – se é que podemos chamar de vida, o que esses zumbis tem – é tão cheia, que hoje em dia, me irrito só de ouvir, que andam em “uma correria” e imaginem que nem maratonista eles não são, pois na verdade o que acontece? Essas pessoas estão tão entorpecidas com o sistema – e muitas delas nem é de forma etílica, pois são cidadãos de bem e não podem se entorpecer, para fazer mais pela sociedade – que não tem tempo para pensar, raciocinar e filosofar sobre a vida, pois estão ocupadas trabalhando – diga-se de passagem 4 meses para pagar impostos, mas tudo bem, né? --, indo para “facul” – instituições de ensino que não prezam pelo ensino do estudante e sim pelo dinheiro que ele vá investir para conseguir “comprar” o seu diploma --, que na verdade são rodeadas, hoje em dia, de bares e quaisquer tipo de entretenimento, e logo após vão para o seu momento de relaxar, ou seja, chegam em casa e vão “não pensar em nada”, assistindo o jornal da noite ou a novela, e pasmem, hoje passa a mesma, em outro canal, que passou há anos, e com isso vão levando a vida. O que reflete tudo isso? Temos um povo, uma massa, ou poderia dizer um bando – de loucos, HAHA, antes fosse – que não pensa, são manipulados, se acham engajados, mas são somente fantoches, sem raciocínio, com uma filosofia vã, não sabendo que há mais debaixo do sol. Trabalham, em prol dos planos de outros, estudam, dando dinheiro pros outros, pois não se tornam críticos e sim os mesmos zumbis, pois não sabem discernir a verdade imposta, ou melhor, nem questioná-la. Na verdade o brasileiro está preocupado, somente, e em sua maioria, vamos usar uma ordem cronológica, segundo o calendário que seguimos, primeiramente e o mais importante, é o natal, depois disso tem o carnaval, afinal temos que nos divertir e ver as “beldades” e tudo aquilo que tem de belo, o que a mulher tem que mostrar, passando o carnaval temos o dia das mulheres afinal depois de serem belas tem que ser ativas e ganhar vários presentes, jantares pois vivemos em uma sociedade onde o sutiã queimado é um símbolo bastante importante, por esse motivo damos flores para nossas guerreiras e àquelas que amamos, temos a páscoa também e com isso damos chocolate, ou seja os ditos cristãos – tendo em vista que estamos em uma era cristã – se limitam a comprar chocolate e acreditar no coelhinho da páscoa – que diga-se de passagem, não consegui entender, alem da mídia, quem inventou tal mito -- depois temos os dias das mães, haaa, as mães nunca podemos esquecê-las pois o ano inteiro são esquecidas e são mães somente um dia no ano, e o que fazemos para reconhecer isso, damos milhões em presentes, principalmente para os que vendem as quinquilharias que compramos, depois disso, temos os dias dos pais, afinal pais e mãe são divinos em nossa vida e temos que comprar algo para mostrar que lembramos deles – de preferência uma gravata, ou algo relacionado a escritório, pois é de gravata que se faz o homem de bem --, pois os bens materiais valem mais que o carinho durante a vida. Ramakrishna

Como é bom ter amigos...

Será que realmente somos amigos, temos amigos e somos amados? Na verdade não vejo isso de forma alguma, pois estamos tão capitalistas que hoje as formas de demonstrarmos uma pseudo amizade é mandando uma mensagem em rede social ou em rede social ou por meios eletrônicos... Quem precisa de coisas assim? Aonde ficou a sociabilidade? Não há, mesmo porque hoje os que querem alguém por perto, quer se tiver algo a ser oferecido, nunca por quem você é, e sim pelo que você pode oferecer, seja de influencias ou mesmo financeiramente. A sociedade está perdida, os princípios perdidos, o querer, o amar, não está mais em voga, não é mais quisto. Estamos em uma sociedade carente, onde a demonstração, quando próxima, é superficial, nunca plena, não temos mais amigos como tinham nossos pais, vós, etc. Temos smartphones, tablets, e toda a mídia envolta na podridão capitalista, nada mais do que tecnologia substituindo pessoas, ou seja, não existe amor em SP. BH, NY, Nj e em lugar nenhum, mesmo por a Apple deu um bom respaldo para isso. Temos em troca de um abraço, um e-mail, não valemos nada além de um sms ou na melhor das hipóteses uma ligação. O mundo de sociabilidade está em decadência, chegamos em um bar e vemos pessoas, ao invés de conversarem, confabularem, subverterem, filosofarem, estão a todo momento conectados, observando as gatas(os) pelo facebook ou mandando seus famosos sms. Nunca se é convidado a nada se não for influente ou chegar com a melhor vestimenta ou com o melhor carro ou se tem um rosto bonito, ou seja, nunca se é convidado por ser. Com isso as pessoas estão cada vez mais cegas, o capitalismo chegou a um nível descomunal na sociedade, ninguém é mais ninguém, o poder, a propriedade se tornaram fundamentais para a aceitação do outro e como dizem os anarquistas “ a propriedade e a autoridade são tão abarcadas que parece que existe um elo entre elas”. Não temos livre arbítrio mais, temos cartões de credito, não temos mais caráter, temos uma onça ou um presidente morto na carteira, não somos fieis a princípios, somos à carne, pois temos encutido uma moral cristã que se fia na propriedade do casamento, no homem dono da mulher, na propriedade que um tem sob o outro, não são seguidos indles e nem paradigmas, não há construções familiares pautadas em morais que não sejam cristãs capitalistas, não há verdade nisso, pois há uma cifra que impede a maioria de ver a verdade. Tudo de errado está na moral que homem tem desde de criança, quando o sistema incuti à criança essas morais, vemos na afirmação de Woodcock isso: “Se existe algo fixo e imutável, é a moral. Portanto é sem dúvida por um estranho ardil que somo induzidos a atribuir a uma ação que será sempre eterna e invarialvemente errado os epítetos de honradez. dever e virtude.” Para concluirmos, temos que tomar consciência de quem realmente queremos ao nosso lado, pois em momentos bons e no auge, mesmo que momentâneo, do capitalismo estaremos todos rodeados de “pseudo” amigos, amantes, namorados, no entanto, quando esse momento se esvai vemos o quão não prestamos somente por ideias, caráter ou moral, mesmo porque, os imorais, sem caráter, porem endinheirados são aceitos por aqueles que dizem que nos querem bem, entretanto, digo mais, querem bem aquilo que você possa oferecer-lhes E de fato para finalizar posso colocar um pensamento cristão – muito apesar de não sê-lo – de acordo com Woodcock leitor de Godwin: “ Se descendemos da mesma mãe, Adão e Eva. Como podem afrimar e provar que são mais senhores do que nós? Exceto talvez por que nos fazem trabalhar para que eles gastem.” Seria bastante interessante se refletíssemos como indivíduos -- não egoístas e sim indivíduos --, para que formássemos um coletivo melhor que o que fora, ou que é. Ramakrishna

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Das Mulheres, hoje?

Dia internacional das mulheres, ótimo, vejo varias mensagens falando sobre as mulheres, mas a maioria ainda colocando a mulher como mera bunda ou peito, e o mais triste, algumas sentindo-se bem com isso... O que seria se elas fossem apenas bunda, peito, uma barriguinha malhada e gostosa na cama? Nada, alias, nem existiríamos... Atemos-nos ao fato de algumas operarias terem sido presas e queimadas devido ao incêndio, em Nova Iorque, mas pelo visto os que se atem a isso estão sob influência –errônea – Americana e simplesmente – mas não tão simples – perderam o sentido revolucionário da data. Hoje, vemos que o dia em pauta tornou-se festivo, e os chefes, visando não haver greves ou manifestações – como na revolução de 1917 – entregam rosas vermelhas, adornos, ou gratificações no dia, ou seja, passam “mel” na boca das mulheres para que elas se tornem pacatas como sempre são – mas há sempre a ovelha desgarrada do rebanho, e viva la revolucion. Mas vamos pensar que se não fossem as mulheres, não existiria a historia, e vamos para um fato que me apraz bastante e posso falar com categoria... Todos conhecem a historia de Troia -- penso eu--, e o que diríamos se, não houvesse a Helena, o que seria da historia? Simplesmente não haveria, ou seja, graças a uma mulher fez-se historia. Outros casos interessantes, como de Niesztche, Sartre, e outros filósofos e ou intelectuais que foram gênios na vida literária, mas fizeram tudo isso por amor – frustrado -- que os fizeram pensar, filosofar e escrever obras maravilhosas. Há inúmeros casos do tipo, para poder ilustrar mas isso, não seria um texto e sim uma tese de doutorado, mesmo porque não citei Portugal médio, com suas cantigas, e o papel da mulher na sociedade medieval, burguesa e moderna. A mulher por natureza é revolucionaria, é forte, pois fraco é o que a subestima, tendo em vista que força física não vence guerras e sim intelecto superior – e digamos que Hitler, frustrado por natureza, se perdeu, pois não tinha o arrimo necessário, e alguém ou algo em algum lugar sabe o que faz e não deu essa dádiva a ele). Na verdade a sociedade é tão hipócrita, tão mesquinha que “dedica” somente um dia para seres especiais que são as mulheres, não deveria ter um dia, mas sim serem reconhecidas igualmente todos os dias, pois elas fazem o mundo mover, pois sem os incentivos que temos de nossas Atenas, não seriamos quem somos. Exemplos básicos, que somos o que somos por causa das mulheres. Penso eu que, ninguém, leitor ou ouvinte, nasceu de chocadeira, ou seja, todos temos mães, que já seria louvável colocarmos a mulher em patamar superior a de qualquer homem. Cientificamente provado a mulher tem capacidade de desenvolver mais atividades do que o homem – e ainda nos achamos superiores --, apesar de ser provado que a noção espacial do homem seja mais apurada – afinal temos que levar alguma vantagem na natureza, pois cansei de ser enganado, rs – não é isso que nos torna melhores, pois como já disse força física não vence guerras. Não estou dizendo que o homem é totalmente inferior, e nem querendo ser uma mulher, mas vejo que não damos o valor devido às mulheres, somos sim especiais, temos nossas qualidades, mas devemos reconhecer, devemos saber discernir o bom do ruim, criar parâmetros além dos sociais impostos e tirar o estigma que o homem é provedor de tudo. É sim, mas a mulher é tanto ou mais que nós, pois ela gera a vida e nós contribuímos – muitos por longos dois minutos – em uma pequena parte, pois nove meses, por mais que queiramos, não podemos fazer muita coisa. Eu tenho, até hoje, a maioria dos exemplos, sejam acadêmicos, sejam sabedoria de vida, mulheres, desde minha mãe, que é meu exemplo mor, pois foi mãe, pai, irmão, irmã, e toda família, até as professoras que me orientaram na escola e na faculdade – não todas, mas as que fizeram, eu nunca me esquecerei e serei grato enquanto lúcido, enquanto tiver lembranças --, na vida, nas mesas de bares, pois não é sempre que sento na mesa de bar pra conversar com uma mulher que tenho que ter interesse sexual, não é regra, pois algumas que estive e tive o prazer de ter como companhia, me ensinaram muito e ainda me ensinam e serão para a vida. Só tenho a agradecer e reconhecer o valor dessas pessoas fenomenais que conheci, que tive o prazer de ter um pouco delas em mim hoje e por a maioria delas me ajudar a me tornar o homem – exemplar pra uns e não pra outros – que sou hoje. Continuem se amando, sendo vocês, libertas, vencedoras, mães que são hoje e sempre, pois a revolução não será televisionada e começa por vocês.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O que seria autoridade???

O que podemos dizer sobre autoridade, o que seria autoridade???
Talvez eu possa responder de uma forma obvia e dizer que a autoridade é a policia, ou talvez quem nos rege?
O que e quem nos rege, o que consiste na justiça ou no exemplo que temos ou que fazemos, por quais caminhos devemos seguir?
Um policial exercendo seu “trabalho digno”, correndo atrás de bandidos, na rua, parando todo e qualquer “suspeito” que ele decida ser, está coerente com a justiça, está em acordo com as leis, que talvez ele mesmo descumpra, ao abordar um homem tranqüilo que, também, tem o seu serviço subalterno, ou seja, é um soldado do sistema, na guerra urbana em que está envolvido.
Que justiça é essa que persegue os menos abastados, os que não tem perspectiva de melhora nenhuma e ainda tem que passar por algumas humilhações, sem necessidade...
Qual, ou que atitude tem melhor um policial do que um professor que educa – muitas vezes o filho desses policiais – as crianças, que amanhã serão nossos lixeiros, a médicos, passando por toda hierarquia social...
Mas quando estamos nas ruas ninguém é mais valorizado ou tem mais valor do que uma pessoa com uma roupa opressora e um poder bélico maior do que a própria lei proíbe o cidadão comum de tê-la...
Ou seja, perante situações de defesa, o professor tem uma caneta pra defender-se, o que nada se compara a um poder bélico no alto da madrugada, pois aqui no nosso Brasil varonil, não se vale o conhecimento e sim o que o poder, ou seja aqueles que por causa do nosso dever de cumprir um direito obrigatório que nos assiste, colocamos pessoas que agem mais fora da lei do que o cidadão comum, no entanto tem um poder financeiro maior do que a maioria, tendo, com isso, regalias, principalmente perante àquele que está ali para defender a população, ou como diria um aforismo famoso:

“no sumo direito, a suma injuria.”

Nos dizeres de Cícero:

“E então necessário remontar àqueles dois fundamentos da justiça: primeiro, não causar prejuízo a ninguém; depois servir ao bem comum.”

Realmente é isso que vemos durante todo dia com relação a população comum, mediante àqueles que estão para “servir e proteger” (apesar dos dizeres da policia norte americana, a máxima imposta aqui, em suma, é a mesma), e não para a “nata” social....
Afinal somos a margem da sociedade, me refiro àqueles que não tem dinheiro, nem status, nem nada que o “dignifique” socialmente, que o faça ser aceito nas “altas rodas” sociais...
Sendo assim somos, perante os olhos daqueles que estão para nos proteger, para manter a “ordem social” nós, professores, médicos, ou quaisquer estudantes, que por não termos dinheiro – pois quem trabalha de forma licita, ou seja, de acordo com as leis que nos rege, feitas por aqueles que nós somos obrigados a colocar no poder --, não somos bem vistos, pois além de para sermos bem vistos, temos que nos vestir e portar como eles querem, independente do seu intelecto, temos que, para sermos respeitados, somos obrigados a ter dinheiro.
E dizendo mais, conforme Cícero:
“É de máxima relevância que, em nossa Republica, sejam respeitados os direitos bélicos.”

Isso significa que, perante ao cidadão comum, sem dinheiro, independente do papel social que ele tenha, o bélico é mais respeitado do que o intelecto...
Um incapaz social, semi analfabeto, ao se tornar, mediante aos seus olhos se torna inserido, ao pegar uma roupa, aprovada por aqueles que nos oprimem intelectualmente, a ser treinado para servir o sistema e ter um poder bélico – que é o Maximo do cidadão comum – maior que o da maioria, o faz melhor, e na sua própria mente sublaterna, do que a população que ele deveria defender...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Confissões de um docente!!!

Obituário

Vinte e seis anos, dez meses e vinte e nove dias. È a idade que eu tinha quando peguei o vinte e dois que era do meu pai trancado na gaveta do criado mudo, no quarto, fui até o banheiro, sentei sobre o vaso, enfiei o cano dentro da minha boca e segurei com as duas mãos com o dedo polegar sobre o gatilho e puxei.
Me acharam depois de um dia, dia e meio. Dizem que parte do meu cérebro ficou grudada, secando no azulejo. Não lembro.
Por que fiz isso? Tava de saco cheio, entende? Não tava mais querendo brigar com o mundo, ser hipócrita, fingir que eu era importante. Tapar hemorragia com bandeidi. Ter que acordar todo dia, perceber a sua cara amassada no espelho, ver que você só ta envelhecendo, os cabelos caindo, ficando brocha, gordo, papudo, e o que fez da vida? Você olha pra trás e, o que aconteceu? Nada. Nenhum fato, alguma coisa que realmente marcasse, alguém que fizesse a diferença. Nada. Foi por isso.
Naquele dia acordei decidido. Não foi nada de cabeça quente. Já estava pensando sobre o assunto há muito tempo, já tinha feito vários ensaios: faca sobre o pulso, coquetel de remédios, veneno. Mas ficava só na preparação, nunca consumava o fato. Era assim toda vez que acordava as quatro, cinco da madruga, pensando na escola, nas mudanças, no meu trampo e no que eu poderia fazer. A cabeça girando, parecendo um quebra cabeças, um labirinto. Eu entrando na nóia, ficando depressivo. Por nada já chorava. Com medo de pegar nos livros, estudar: medo de ir pra escola. A única vontade era de entrar no carro e sumir. Pegar uma auto-estrada dessas ai e sumir. Deixa tudo pra trás, feito poeira.
Já procurei tratamento, já fui na igreja, psicólogo particular. Já fui até no quinto andar do Servidor. O psiquiatra la, com uma cara de bunda, fingindo que ta me escutando, Depois passa uma bosta duma receita qualquer, me da uns dias de licença e próximo! Tá limpo. Tô fora, meu irmão. Se me chapar de remédio é sanidade eu quero é ficar louco. E limpo.
Se for a coisa certa? Cara, todo dia morre não sei quantas pessoas no mundo: AIDS na África, bomba no Iraque, conflitos no Quênia; adolescente disparando a esmo dento de colégio nos EUA, assalto no jardins, acerto de conta na Perifa, morador queimado no Glicério. Vocês interrogam todo esse pessoal, perguntando se o que aconteceu com eles foi certo? Qual o problema do suicídio? Principalmente agora que eu to morto, pra que vocês querem estudar o meu raciocínio? É tão difícil aceitar que esse mundo ta podre, que tá tudo errado, tudo pelo avesso? Que a vida não é o que se pinta nas novelas da televisão que escola não é o que aparece na Malhação? Que tem gente que não quer mais continuar fazendo esse jogo. E se foi só isso, eu quis decretar o meu fim. Posso? Tenho esse direito?
Errado é essa molecada na rua. Século vinte e um e você encontra pessoas sem um teto pra morar, morrendo por falta de atendimento nos corredores dos hospitais. Todo dia alguém bater na sua porta, tocar sua campainha: Tem isso? Tem aquilo? As pessoas se humilhando. Ver marmanjo ai, de vinte, trinta anos, uma puta disposição, uma puta vontade e não tem emprego. Não tem qualificação, não tem oportunidade. Pai de família chorando, não tendo um tento pra comprá o leite pro filho. Isso é errado. Agora, eu me dar um tiro_ Eu machuquei alguém? Feri alguma pessoa? Não parei o transito, não atrasei o lado de nenhum trabalhador. Nem tiveram que fechar shopping, banco, ninguém decretou luto. Só minha escola. Mas ai a molecada, no fundo, até que gostou, ficou um pouquinho feliz.
Você. Você acha que eu não pensei nos meus alunos?
Lógico que pensei. Alias, só penso neles. Eles são a minha preocupação principal. Mas eu cansei. Cê faz um trampo sério e não é reconhecido; trabalha, trabalha e, no fim do mês, uma merreca de salário. Vê um monte de gente enrolando, falando bobagem abusando do posto, tratando mal a molecada e curtindo uma com a sua cara de otário. Ve o governador na TV mostrar uma escola que não existe e tem que ficar calado. Ver a Secretaria de Educação, que não conhece a realidade, querendo te ensiná o beabá e tem que ficar calado. A Super Nanny, cara, dizendo como você tem que educar o seu filho e tem que, ah, na boa né mermão? Chega. Minha cabeça explodiu só isso.
E não me arrependo não. Não pedi pra nascer, tá ligado?
Me jogaram nesse mundo fudido sem me perguntar o que eu achava disso. Tão acabando com o mundo, aquecimento global, desmatamento, poluição, consumo e ninguém me pergunta o que eu acho disso. Eu me dou um tiro e... por que cê fez isso?
A questão é, por que não faz? Fica ai como um Zé se enganando, se acabando, dando milho. Ah, não me critiquem. Se vocês querem continuar sangrando, devagar, se iludindo, tudo bem. Mas eu desci do barco.
Assumi o meu rumo. Acho melhor vocês fazerem o mesmo.
Uma hora ou outra ele vai afundar mesmo.

Texto extraído do livro: “Te pego lá fora” de Rodrigo Ciríaco
Editora Toró, 2006, São Paulo

terça-feira, 21 de junho de 2011

Verdade existe?

Verdades
O que buscamos hoje me dia?
A verdade, mas como podemos obter a verdade, qual o critério de verdade contido na vida?
Refletiremos um pouco. Sócrates buscava nos seus diálogos sempre a verdade que poderia haver em determinadas posturas e determinados atos, Einstein também procurava a verdade através do átomo.
Isso até hoje é questionado, ou seja, na há verdade no ser humano que seja absoluta, há subversão em tudo que vivemos, há hipocrisia na nossa verdade.
Hoje como ontem temos valores diferentes, pois os que se dizem ser de esquerda na verdade são hipócritas de direita e vice versa, mas como o lado subversivo é mais contundente na sua retórica é de igual conivência sê-lo, e como disse um ilustre político, “o poder é como violino, se toma pela esquerda e se toca na direita”.
O que podemos definir com isso?
Que os diálogos e a filosofia Socrática até hoje é a mais coerente, pois a verdade é sempre contestada, o ponto de vista é sempre contestado, a índole é sempre contestada, ou seja, para tudo há contestação, nada é absoluto, nada é tão contundente que não possa ser contestado em momento algum.
Luis Fernando Veríssimo tem uma frase que na minha opnião é genial que diz:
“O fanático religioso que expõe o seu ponto de vista, nunca esta disposto a ouvir o ponto de vista alheio”.
E outra muito boa para retórica frustrada diz o seguinte:
“Fanatismo consiste em redobrar seus esforços quando você esqueceu seus objetivos.”
George Santayana
Então podemos ver que diante das citações as retóricas e mesma as Greco-romanas, tanto dos sofistas como dos retóricos são questionáveis.
Cícero é questionável, Edison é questionável, ou seja todos nós somos e temos que rever nossas condutas e nossos pensamentos diariamente, pois o verdadeiro sábio não é aquele que mantém um pensamento mas aquele que consegue variá-lo sem perder a sua essência, pois temos que aprender com a água que não briga com o meio ambiente e sim se adapta a ele.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Brasileiro e seus pensamentos

Mentalidades

O que podemos pensar sobre mentalidade no Brasil?
Há vários tipos de mentalidades, mas a mais latente é a mentalidade escrava, essa sim assola nosso país.
Na verdade isso percorre o nosso âmago há mais de 400 anos, pois o brasileiro não se libertou mentalmente do que sofreu nos últimos séculos.
É tão hereditária a coisa que, mesmo os que não conhecem a história, os semi, os funcionais, ou seja todos os anafalfabetos, tem tendências escravas ou escravocratas.
Vejamos da seguinte forma:
Podemos dizer que o chefe dos garis, ou seja, aquele que tem um pouco mais de estudo, ou de competência, portanto o que acredita que se sobressaiu entre os outros. Acredita ele que por estar a um patamar acima dos demais, dentro de sua área, pode se dar ao luxo de menosprezar aqueles que estão no lugar ele onde esteve antes.
A nossa sociedade é tão conivente com essa mentalidade que nem se da conta do que acontece nos que estão inseridos.
O pior de tudo que, o pobre luta contra o pobre, o ignorante menospreza o ignorante.
O fato chega a ser cômico, as pessoas que deveriam unir-se para se tornarem cada vez mais acima do medíocre não o fazem, ou seja, aquiescem a sua condição, se tornam feias ou não belas segundo Aristófanes em o Banquete de Platão.
O triste dentro do que pensa a sociedade é como poderíamos solucionar essa problemática, pois posso aludir ao equivoco de Proudon ao se remeter ao escravagismo e ser contestado por Marx.
Os brasileiros estão equivocados com a sua condição, mas diz um ditado interessante “a ignorância traz a felicidade”, e partindo dessa máxima é isso que o brasileiro é ignorante. Sim, Da sua própria historia, partindo do principio que o escravagismo não foi primeiramente do europeu para o africano e sim de etnias d mesmo continente.
Acreditando ainda que o negro é raça inferior – tem alguns que acreditam nisso – e que o escravagismo é somente porque os negros não tem capacidade.
Hoje em dia está muito além disso, mas para as mentes retrogradas continua sendo dessa forma, ou pior, eles – os pseudo chefes – acreditam que todos que estão abaixo hierarquicamente são inferiores, no entanto, ele abaixa a cabeça aos seus superiores.
Como podemos chamar pessoas assim senão de meros “capatazes”.
Sim, capatazes, pois não mandam em absolutamente nada, porém ao mais fracos querem ter potência, ou melhor, têm vontade de potência e nada mais do que isso.
Fracos psicologicamente que não tem capacidade de se sentirem bem apenas cumprindo o seu dever. Tem de massacrar o outro pobre saciar seu ego efêmero ter o gosto da autoridade esvaindo pelos seus poros, que seja apenas passageiro, mas que os tenha.
Vemos isso não somente no mundo corporativo, podemos ver entre pessoas formadas e atuantes no ramo educacional que maltratam e ferem o ego de crianças que estão sob sua tutela, que são seres que estão em formação cívica e que se deparam com pessoas de ego subestimado por elas mesmas que estragam a vida daqueles que deveriam ajudar.
Vemos isso nas ruas, pois policiais que deveriam proteger, primeiramente, o pobre, o desamparado, são os primeiros que os agridem. O pobre que por estar fardado, estar com o poder da autoridade, acredita que pode massacrar tanto verbalmente como mentalmente e fisicamente aqueles que deveria proteger.
E em prol do que fazem isso?
Em prol do mais forte, reiterando, são capatazes a serviço do senhor de escravo.
E quem será o verdadeiro senhor de escravo que não nos deixa, nos dando pão e circo, evoluirmos???
Ficamos ai com o pensamento.

Ramakrishna