quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Quem tu és afinal?

O que somos e para quem somos? Pergunta bastante pertinente para se começar um discurso, porém, qual o valor que damos e que temos na sociedade, e digo, isso sim é pertinente... Vejo diversas situações cujo indivíduos pretendem se sobressair, sobre os seus próprios em ambientes totalmente dispares à situação. Vejamos, estamos em ambientes a qual queremos nos divertir, porém, em um bate papo com alguém que tem certa influência em certo grupo – seja ele qual, como professor, como escritor, ou qualquer um imaginável --, e se supervaloriza como o maior sabedor ou conhecedor de todo o ambiente, mas entretanto, não sabe quem está ao seu redor, mesmo que o saiba. Essas atitudes, via de regra, está em pessoas que a autoestima está em baixa e precisa ser ou ter reconhecimento nas costas dos que estão ao redor. Pensemos o que leva essas pessoas terem tais atitudes, além de autoestima baixa. Creio que o estudo em quaisquer âmbitos são elevatórios para quaisquer seres humanos, e mais é um critério de liberdade para si, além do mais, se cria uma série de discernimentos e critérios que o fará enxerga-se de igual ao outro e ainda mais, querer elevar todo aquele que está ainda nas trevas do conhecimento. A ignorância traz a prepotência, traz a soberba sobre algo que não se é, citando Simon Bolivar que disse: “Um povo ignorante é instrumento cego da sua própria destruição.” Ou seja, pessoas assim, nada mais fazem do que destruir seu povo, sua sociedade, seu meio ambiente. Serei dessa vez mais especifico, vejo no ambiente de negros, que, um quer ser mais que o outro, em momentos de diversão, ou nos seus ditos momentos intelectuais. Com qual intuito será que esse povo faz esse tipo de coisa, sendo que, se limitam a uma literatura, dita negra, mas muitas vezes escrita por brancos, ou seja, são pela fundamental para os brancos racistas dizerem que o negro é boçal e mesmo para o ativista mais culto, não consegue ver quaisquer defesa me prol do seu povo. E mais, como diria os Panteras negras, devemos vencer o opressor, da forma que ele nos rege, ou seja, nas suas leis e literatura. Dessa forma, quando vejo, negros, querendo se sobressair, depois de bêbados, ou porque são conhecidos de alguma forma, vê-se nitidamente o quão fraco que estamos. Se avaliarmos a postura dos brancos em relação a eles mesmos, temos uma situação primeiramente como teríamos a de gênero e como afirmou o Kabenguele em suas aulas, o negro em relação ao branco seria como o homem em relação à mulher, portanto vemos eles em geral, como protecionistas, ou seja, quando se veem em alguma situação desfavorável, vão em prol um ao outro, isso na maioria das partes do mundo, entretanto, nós, negros, diminuímos um ao outro. Seria isso resquício da cultura escravagista, da cultura do embranquecimento que está mais em voga hoje do que nunca. Será que essas pessoas realmente sabem o que querem e quem são, porque estão nessas condições e por quais motivos sem mantém inertes? Em outros países – as quais muitos ovacionam, que é os E.U.A. –, se vê o negro em defesa de si, em prol de si em quaisquer âmbitos, e aqui no Brasil nem de perto chegamos a isso. Muitos ainda dizem que temos que ter a consciência humana, e que o Brasil não é um país para pensarmos nisso, e digo mais, vivem em uma ditadura Freyreana, cujo prega-se a mistura de raças, e ainda mais, dizem que raça é uma coisa fictícia no Brasil, e com isso só posso confirmar uma única coisa, que sob um prisma de genes, o prisma Freyreano está certo e somente dessa forma. Dessa forma, sob esse prisma digo, que não podemos falar de seres humanos, se há pouco mais de um século o negro era até considerado um ser sem alma. Portanto vejo um dita evolução do negro decrescente, ou melhor retrógrada, e pior maledicente em relação ao seus pares. Em festas, a situação fica pior, todo aquele que diz ter uma vida saudável, por não beber, não fazer uma série de coisas que a vida noturna propõe por excelência, diz que seus pares que tem vida fora da vida noturna, ou seja, estudam, evoluem, honram suas obrigações provindas da sociedade capitalista, e usam a noite como diversão e mero entretenimento, não prestarem, não quererem nada com a vida, sendo que eles mesmos vivem somente disso, e perante essa situação me pergunto, se esses mesmos não entrarem para certa “história”, o que serão na sua velhice, Dj’s ou animadores de festas, -- e mesmo como apreciador somente de músicas e quiçá festas, vejo que mesmo para os fins a qual se prestaram, não tem excelência para isto, pois perante seus próprios ídolos estão atrasados anos, tanto em técnica quanto em repertório -- para meus filhos ou quiçá netos, e uma outra pergunta pertinente, será que não serão velhos ridículos com uma síndrome de Peter Pan, pensando que estão fazendo parte daquele universo que pertenciam somente na sua tenra idade, não passando somente por seres que não tiveram evolução alguma e não “prestam” para nada, além do que se proporam e mal fizeram para evoluir nisso. A evolução cultural é chave para o crescimento, e sem isso, ninguém ira sair da estagnação moral, intelectual a qual se encontram, e não me resta nada a fazer por esses que vivem o hoje, como se não houvesse o amanhã, que vivem de uma vida fútil em sua essência, e ao invés de serem melhores para si, não o são, nem para si e nem para o próximo, quem dirá aos seus pares. Parece um axioma derrotista, entretanto, lamento por todos esses que acham que são mais que alguém no seu micro universo que para seres mais iluminados tende a ser somente um ponto sem a menor necessidade de se estar inserido e que não faz a menor diferença, nem como laboratório social. Portanto, encerro, me sentindo aliviado por ter me desprendido desses seres que não fazem bem aos seus pares, tampouco a si, pois o egocentrismo faz com que as pessoas se fechem no seu mundo a tal ponto de não enxergarem que existe outros mundos e no caso desses negros de festas, que não são mais do que negros da casa grande, querendo ser maiores do que os que eles acreditam estarem, ainda na senzala, e na verdade os grilhões estão em suas canelas e os açoitem castigando suas costas no dia a dias, e seus cérebros em um futuro próximo... Ramakrishna Ramos

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Aos desavisados... um pequeno recado anarquista

Creio que tenha chegado a alguma conclusão, que, realmente, as pessoas acreditam que estou brincando na maioria dos meus axiomas, sejam elas sociais, políticas, revolucionárias ou quaisquer que venha a ter. Quando me posiciono como anarquista, como alheio ao sistema, como um ser que discute política, entretanto, não tem partido, não tem candidato – vindo do grego, o termo, não tem nada haver com o que conhecemos agora --, e nem pertence a facção alguma, muitas pessoas dizem que sou pessimista, e simplesmente não acreditam, perturbando meu espaço e minando minha paciência, tirando meu sossego e coisas que o valha. Um anarquista está em luta constante em prol do seu povo, e por este motivo escolhi a profissão que eu tenho hoje – ou a vida me jogou nela com algum propósito que não identifiquei ainda --, ainda mais, está em busca da liberdade, da emancipação social, mental, econômica que se encontra. Retirar o povo da inércia, da imbecialidade que os governantes impõe ao povo, a exemplo disso, dizer que estamos em uma democracia, e dizer que temos direitos ao voto, quando, somos obrigados a cumprir o direito que tanto clamam que nos deram. Apesar de ser útil uma série de meios eletrônicos, odeio a maioria deles e uso somente como meio de divulgar ideias, meio de uma comunicação básica aos que conheço e estão agregados a isso, um meio de ter contato com algum empregador -- afinal todos precisam de dinheiro --, ou com algum parceiro em algum negocio que esteja sendo desenvolvido, ou seja, uso útil e necessário desses meios, ou melhor, indispensável atualmente. E mais, vejo que as pessoas não respeitam o direito alheio de ficar recluso, e digo, não gosto e nem vou falar de problemas que tenho ou venho a ter com um desconhecido que diz mostrar solidariedade pela internet , que, na verdade está somente “curiando” sua vida, e diga-se de passagem, é o que mais tem em meios eletrônicos. E ainda em redes sociais, volto a dizer, não sou uma imagem, um status de relacionamento, ou seja, isso não me importa, tanto quanto não importa se tenho fãs, seguidores, e tudo mais, e mais, isso não tem valia nenhuma, se, não tiver nenhum contato físico, tipo, um café, uma cerveja, um fim de tarde de bate papo fútil que seja, porém ao vivo. Essa história de viver de conversa de whatsapp ou facebook, me desagrada profundamente, e de verdade não sirvo pra isso. Então, em uma conclusão rápida, as minhas ideias de internet, as publicações e tudo mais, fazem parte de alguma forma de mim, e com certeza sustento meus pensamentos e dispenso todo aquele que pensa que a vida é uma brincadeira e que estou sempre falando por falar ou é ideia de revoltado ou coisa que o valha, quero mais é distancia de todos esses.... Ramakrishna Ramos

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Orgulho negro... para que?

Orgulho negro... para que? O que seria ter orgulho pelo negro no Brasil? Depois de grande analise não só observativa, como também antropológica e histórica passei a refletir se é realmente plausível lutar em prol do negro, em um país que não se tem identidade como negro e tampouco incentivos para ter orgulho. Começamos pelos fatores históricos, hoje comemoramos no dia 20 de novembro o dia da consciência negra, que ontem fora no dia 13 de maio – e muitos dirão que não era dia da consciência negra e sim da libertação dos escravos, se apegando somente a nomenclatura do dia, que, no entanto, não fora de valia nenhuma, nem uma e nem outra data – que o primeiro, para os iniciantes estudantes, verdadeiros, da história do negro, que no dia 20 de novembro Zumbi fora morto pelo seu algoz Domingos Jorge Velho, e mais, para aquele que – sem vergonha de assumir – não é amigo da leitura, isso se retrata nos filmes de Cacá Diegues, ou seja, tomando a banda de reggae Natiruts como axioma nesse caso, que dizem “Nossa história foi contada por vocês, e é julgada verdadeira como a própria lei”, ou seja, temos a história, também, de Zumbi, contada pelos opressores. Portanto, quem garante que foi dia 20 de novembro e se foi, está certo ser comemorada como dia da consciência negra? Ou comemoramos mais uma queda, ou como diria Hakim Bey, uma insurreição, um levante, que é o nome que o vencedor da àquela revolução, àquele ato de rebeldia popular que não dera certo. Quanto ao dia 13 de maio, nem há muito a se dizer, mesmo porque, acredito eu, que a maioria já saiba que o Brasil foi o ultimo país no mundo a abolir a escravidão de fato, pressionada pela Europa, entretanto há uma lei contra a escravidão a partir de 1831, ou seja, de lá até 1988 a venda e compra de escravos fora a base de contrabando, ou seja, mais um dos jeitos brasileiros, será que temos um grande histórico disso??? Levando em consideração esse primeiro ponto podemos começar a considerar e pontuar o ponto identitário do negro que de forma alguma está constituído no Brasil. Podemos começar com algumas observações ao longo dessa pesquisa, que cunha no fato de muitas pessoas só tomarem a “consciência” da sua condição de negro, após os vinte anos – isso levando em consideração o macro, pois existem pessoas com mais de 30 que ainda tem sérias duvidas quando a sua identidade étnica --, e por esse motivo cheguei a seguinte conclusão; Segundo a maioria dos pedagogos, a criança entende quem é a partir dos 12 anos em média, pois já tem sua personalidade, praticamente formada, e hoje se formos avaliar, isso pode ser até antes, da forma que as coisas andam bastante precoce, principalmente com a “geração internet”. Então, creio eu, que o problema é muito mais grave do que imaginamos, pois e os pais dessa geração, ou das gerações passadas, ou será que essa alienação vem desde os africanos que perderam a identidade e se venderam até a consciência e alma ao dono? Aonde se perdeu a identidade ou mesmo o espelho, de ser negro, e da sua cultura ou mesmo dos seus valores? Será que essa pseudo aceitação de si, vem somente depois da década de 1990 que, o negro virou moda, o negro começou a ser aceito via rap e filmes internacionais? Pois até então, o negro ainda era visto como inferior em tudo, tanto intelectualmente, como esteticamente, como musicalmente, haja vista o pagode, ou o rap ativista do public enemy, ou mesmo o gangsta do N.W.A., que era música de preto, mal vista e não quista na casa de “famílias de bem”, até que, eis que surge Eminem, e hoje em dia, o rap bling bling é aceito na casa dos opressores, como é aceito Racionais Mc’s em conversíveis no Morumbi. E hoje, o negro, no Brasil, ainda é considerado, música, beleza, força e só. Vejo uma série de disparidades quanto ao negro, e sua pseudo identidade, desde a comemoração do dia 20 de novembro, passando pelos valores sociais e estéticos. Quando um negro se destaca, ou seja, se forma em algum curso superior – em qualquer uniesquina que seja – ou é inserido de embuste no sistema, ele já embranquece, já não tem mais a sua condição pusilânime de marginal – que na verdade todos nós que não fazemos parte da classe acima da plebe dentro da pirâmide, somos, de fato, marginais – e com isso, se sente superior ao outro negro, se sente dono do poder, e com isso quer, sem sombra de duvidas, destratar, humilhar e desonrar o seu par, tentando dessa forma, fortalecer seu ego. E com isso, essas formas embusteiras de vitória do negro, o que ele busca, cada vez mais, a não ser embranquecer? Vejamos os seguintes fatores, o negro nessas condições pusilânime de inserções ao sistema já evita os seus pares, ele quer ter amizades com japoneses, por serem mais inteligentes, com italianos por serem mais bonitos, com franceses por serem mais cheirosos – de acordo com o estigma social imposto pelo europeu no mundo --, desclassificando seus pares, e mais, ele não veste mais roupas tidas de negro, ele quer as marcas que – mesmo que os descriminem nos seus países de origem, eles vestem, pois no Brasil você terá o status quo – são caras, são usadas pelo, um dia, opressor, para ser visto como importante, visto como inserido em algo como o “negro da casa grande”. O discurso de um negro inserido dessa forma, começa a tomar proporções Gilberto Freyreanas, que estamos em uma país mestiço, que somos multirraciais e que não devemos ter preconceito e que o preconceituoso, de fato, é o negro, e que mesmo sem saber o porque do 20 de novembro, ele diz que não há motivos para ter o dia da consciência negra, que devemos ter consciência humana e segue os ensinamentos, não de um Dr King, de um Malcolm, de um Gama, mas sim de um negro bestial e vendido como o Morgan Freeman – que de livre só tem o nome, pois o vendido nunca é livre. Temos também o negro pseudo ativista, sem formação que são a maioria ou com formação que é uma minoria – a maioria em uniesquina – que leu alguns livros americanos da história do negro, como a autobiografia de Malcolm X ou do mesmo autor, Negras Raízes, e se acha o africano honorário pregando o pan africanismo, sem ao menos entender o sentido de pan, pois trabalha para dar dinheiro aos brancos, recebe migalhas dos brancos e grita que é pan alguma coisa, pois africanistas não são. E o pior, desses pseudo ativistas, é que eles além de ter uma leitura superficial sobre qualquer tema de negro – pois se não o tivesse estaria evoluído intelectualmente, a níveis astronômicos – pregam o idiotismo que entenderam, como por exemplo, nos anos 2000 o radicalismo do Malcolm, que ele mesmo aboliu antes de sua morte, mas nunca se vendeu como negro, igual aos nossos de todas as idades. E quando leem algo do Brasil voltado ao negro, leem coisas escritas pelos brancos, ou seja, panfletagem de pseudo abolicionistas que incutiam o papel de santo, entretanto não abriam mão dos seus escravos, e desconhecem um Gama, um Rebouças, um Oswaldo de Camargo, um Assis Duarte, um Machado -- ou se conhecem o ultimo, é de Dom Casmurro que apesar de ser sua obra Magna, é empurrada goela a baixo aos estudantes sem se explicar a sua real essência que muitos educadores desconhecem – e outros escritores ou professores ou figuras negras que se destacaram em algum momento na história do Brasil e com isso poderia reiterar a frase da Banda Natiruts, ou seja, querem ser, querem discursar, mas pouco sabem da historia do negro do seu próprio país e no entanto se diz negro por consumir algo a qual não faz parte, como por exemplo ovacionar a história do Mandela, sendo que, fora o exemplo de vida, nunca influenciou na história, de fato, de negro algum brasileiro, pois nosso racismo além de não haver leis em prol dele, e ser velado, ou seja, ninguém assumir que é racista por haver leis contra algo que nunca houve lei em prol, portanto não há lei, de fato, se não há crime contra os direitos civis do negro a ser combatido no âmbito jurídico. E tudo isso cunha em um discurso falho, pois esses negros cujo falta identidade seja intelectual, histórica e antropológica na procura, de seus companheiros afetivos, o opressor, ou a figura mais próxima a eles, mas não por amor, não por haver uma história entre pessoas, mas pelo simples fato de querer status quo, de querer estar inserido e embusteiramente aceito, e Fanon já explica em seu livro, “Peles negras Mascaras Brancas” que o negro, quando vê o seu par, o opressor, ele se sente forte no seu ego, por de alguma forma ter dominação, mesmo temporária sobre ele, ou a aceitação, ou seja, no caso da mulher negra, ter o homem branco que ela almeja, ou não, mesmo porque os tidos como melhores espécimes de brancos, não querem a mulher negra, a não ser para o sexo – como ouvi em um banheiro a poucos meses, de um homem branco que não tinha me visto, que prefere “comer” as negras pois a genitália é mais quente, e ela é mais fogosa, em termos coloquiais, ela chupa melhor, fode melhor, e te faz ir aos ares e a branquinha, dali em diante, só servirá para mostrar à mãe, e o melhor, no show da Erykah Badu, no SESC Santo André em dezembro --, ela tem o branco padrão, mesmo por alguns momentos e de forma embusteira sem ser fruto de estupro ou de embriaguez e sim de forma sublime e natural, sob concessão dos dois, pelo menos na cabeça dela, e quanto ao homem negro, ter uma mulher branca em sua cama, é noção de vitória, por ter aquela mulher que seu pai ou avo eram proibidos de ter, passível de linchamento, e de humilhação pública, pois, “onde já se viu um negro tendo ambições matrimoniais com uma mulher branca, é uma afronta aos bons costumes e ao cristianismo”, dizeres de novelas de “época da rede globo”. Entretanto podemos fazer um breve comparativo, de celebridades, de negros realmente inseridos, no sistema, que trilharam seus caminhos, mas nunca deixaram de ser quem são, e, sempre elevaram todo e qualquer negro, ou seja, lutaram e lutam pelos seus pares, nas suas áreas de atuação, diferente do negro que de forma ludibriatória é inserido no Brasil. Então vamos lá: Podemos comparar no esporte o Pelé – que pra mim não é rei de nada – ao Michael Jordan, ou mesmo ao Ronaldo Nazário – que é um néscio fenomenal --, que enquanto o Jordan teve como par afetivo Juanita, uma não branca, nos EUA, em compensação os nossos astros, Xuxa, Daniela Cicarelli, entre outras, e me pergunto, por amor ou status? Denzel Washington, Wesley Snipes, entre outros, e aqui, de todos os nossos pares, temos SOMENTE, o Lazaro Ramos, ou seja, status, status, reflexo de auto estima... Portanto concluo o seguinte, o negro brasileiro em uma visão mor sobre ele, não há identidade, não há auto estima, não há elementos históricos conhecidos pela maioria. Hoje se espelha-se no que o norte americano é, mas não o que ele trilhou, temos o movimento dos Jovens SWAG, mas eles não conhecem o rap ativista, temos os produtos para cabelo, para não se ter o cabelo “ruim”, mas não conhecem e sabem o porque do “black is beatiful”, temos a feira preta e uma série de danças tidas como afro, mas é uma África que nem eles e nem os africanos conhecem, pois nesses eventos o negro não é nada mais do que música dança e sensualidade, ou seja, não ultrapassamos historicamente o Casa grande e Senzala de Freyre, e por esse motivo, esses negros não passam de Negrinhos da senzala em ascensão à casa grande, quando chegam... Por esses motivos os negros, realmente, ativistas e intelectuais, desistiram da causa, pois há muita ignorância, corrupção e volúpia de ser opressor no meio dos nossos pares, e em minha vã ignorância da falta do saber de fato, mas por tudo já visto, também perdi o orgulho que, um dia, se quer, tive do negro do nosso país Ramakrishna Ramos

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O que é ser adulto???

O que poderíamos dizer, ou mesmo considerar sobre o que é ser adulto , adolescente ou criança? O tempo cronológico? As atitudes? Seu modo de se comportar perante os outros? Tenho ouvido muito, de pessoas que não são privilegiadas com vasto intelecto, sobre o que é ser adulto, ser criança, além dos discursos midiáticos em geral, e tenho chegado a algumas conclusões . Primeiramente, as pessoas tem conceitos de maturidade, ao meu ver, totalmente deturpados, ou seja, acreditam que são adultas por pagarem contas, ter um emprego dito estável, e outras coisas que o capitalismo impõe. Vejo também as mesmas pessoas acreditando que maturidade é ter certa postura social, ter um relacionamento, também dito, estável. Entretanto, o engedramento cultural desses é zero, pessoas que não param para questionar suas próprias vidas, que querem ter um comportamento "globo-alizado" , se portar como a mídia e o capitalismo mandam .São bonecos do sistema prontos para pular a altura que a Globo manda. São fantoches que tem em sua criticidade “O caminho das índias”. Essas mesmas pessoas são aquelas “amantes” do seu time de coração, são pessoas que não tem intensidade nenhuma no que fazem... Analisemos alguns pontos pertinentes aos seus valores: Primeiramente vamos falar sobre seus empregos maravilhosos, que, ao meu ver, são ignorantes, pois além de valorizarem o dinheiro do outro – ai começamos a falar sobre maquina, sobre sistema, pessoas sem razão de existir --, defendem o patrão, vestem a camisa da empresa, falam com categoria sobre o que não entendem, e ainda por cima, fazem mal feito o que se proporam, isso quando eu falo de operários da indústria, sejam eles de escritório, sejam eles de chão de fábrica ou serviços em geral. Podemos falar do emprego dos que se dizem graduados, vamos para uma parte que particularmente me enoja - os advogados. São amantes das leis, são aqueles que defendem a ordem, a moral, o desenvolvimento... No entanto vejo que a falta de caráter de muitos fere a moral humana, não tratam os menos abastados da mesma forma, são corruptos e agem somente pelo dinheiro, ou seja, o juramento que fizeram não valeu de nada, e outra, para que servem as leis no Brasil a não ser para prejudicar o pobre, aquele que não está de acordo, mesmo ideologicamente, que não pertence à classe desses intelectuais que agem em prol de si próprio s e nunca em prol do povo. A democracia que eles pregam serve somente para a classe deles, ou melhor, só eles tem voz e direito de escolha. Podemos falar dos professores também, pois a maioria que eu conheço, são elitistas, racistas, tendenciosos, e, falando dos somente graduados, nunca pensam em se elevar culturalmente, intelectualmente, pensam somente em dar aulas “eventuais” , ganhar o dinheiro, que é pouco, além da desvalorização da classe no Brasil, porém, a resposta do porque o professor não é valorizado está no começo do parágrafo. Agora vamos para o estilo de vida dessas pessoas ditas adultas... O que eles fazem da vida além de ser “normais”? Digo: nada! Não tem intensidade em nada do que fazem, não fazem nada além de existir e ocupar espaço na terra, porque tudo que fazem é parecer normal, querem ser somente esteticamente belos, por dentro são podres, inseridos no sistema. As mulheres que vejo, são belas, com um corpo lindo, entretanto, não se consegue ter um dialogo proveitoso com a maioria delas, alias, muitas delas nem entendem o que se fala, são verdadeiras vitrines, nada além disso. Os homens não são muito diferentes, quando negros, os de dreadlocks se dizem os intelectuais, os sabedores de tudo, os transcendentais, porém o ultimo livro que leram não chega a ser nem um Paulo Coelho. E quando sem dread querem ser os Tyson Beckfort, só se preocupam em serem belos, e andar na moda, mas a maioria não passa de atendedores de telefone. Quando brancos estão piores que no comercial de jornal, pois, querem ser os intelectuais, mesmo os com dinheiro, querem discursar sobre tudo, impressionar as mulheres, com a barba por fazer, e contrapondo esses pseudo, com Erasmo de Roterdã que disse: “...eles usam barba como sinal de sabedoria, no entanto, os bodes também os ostenta...”. E vivem se vangloriando por serem algo que não são, no entanto, são pessoas que não tem nada a oferecer – além do dinheiro - quando tem . Muitos rappers, falsos MC’s nas festas que passo, querem fazer Freestyle, querem rimar, mas sobre o que ? Cadê a originalidade ?Só sabem falar que “nois é pobre, o sistema fode cum nois, as mulheres precisam de respeito”, mas o que se faz para mudar isso, vez que se fala sobre educação, cadê a formação intelectual dos próprios, e digo mais, não falo sobre educação formal, mas falo de se elevar, intrinsecamente, pois como numa visão Cartesiana, diploma é somente um pedaço de papel Essas são pessoas que bebem socialmente, transam em dias contados, que no sábado a noite visitam os “amigos” – que na verdade não são, mesmo porque, são jogos de interesses --, para serem sociais, para participarem de grupos, sem se exceder, sem sair do trivial, sem serem indiscretos, para não causar má impressão a imagem que eles pensam que tem. Na verdade, na minha opinião são vários “querendo ser” e não são nada. Perdedores, que querem fazer imagem, mas imagem de que, para quem, para onde, por que verdadeiro conteúdo não tem. São pessoas que não fazem diferença alguma no mundo, ocupam, somente, um lugar que poderia se dar a alguém que realmente sabe o que quer da vida, faz algo da vida, muito mais do que existir, e digo, vou ter vários problemas com o que disse, pessoas que se sentirão ofendidas, e tudo mais, mas já digo, essas, são o tipo que vejo e descrevi, e que se saírem do meu circulo, farão um imenso favor... A teoria nesse texto eu abortei, isso é um desabafo, estou cansado de verdade, de ver essa pessoas tentando ser algo, presos a um sistema e suas verdades medíocres, presos à suas falácias, as suas intenções de serem alguém quando não são. Como diria Talib Kweli, “Faça um som, escreva um livro, faça um filme”. Existem suas exceções mas os pseudo não vão ver o macro e querer falar somente do micro e de suas historias particulares, que, sinceramente, alem de não me acrescer em nada, tampouco me interessa...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Leis, acreditem, são para vocês!!!

Acreditar nas leis, na constituição, nos parlamentos é o mesmo que acreditar na bíblia, nos seus julgamentos, nas pseudo moral que está incutida nela, pensemos que o Brasil não tem jeito, temos que destruir, não há mais construção em cima de um alicerce falho, não há como mudar a corrupção vinda de baixo, como pensar em mudar as de cima, o povo, hoje em dia, é liberalista, age em prol de si, sempre pensando em prejudicar o outro, são velhacos, de má índole, que acreditam que sempre são clementes da luta que travam para acordar e servir ao sistema, são ovelhas, manipuladas que acreditam estarem no acordo com tudo, e estão, me enoja o ser humano que está de acordo com a atrocidade que está instaurada nesse país com o povo mais sujo do mundo, sem caráter algum, sem instrução, sem nada, o brasileiro e sua comodidade é inferior a tudo e a todos, temos a melhor meio ambiente no mundo e o pior povo para cuidar disso e de si próprio que esbanja uma falsa felicidade, uma falsa harmonia, a felicidade do brasileiro é de embrulhar o estômago de qualquer revolucionário no mundo, o Brasil se sumisse do mapa, seria de grande valia, pois, não faria falta, digo pelo povo e não pelas belezas naturais, mas o povo que o rege merece o que tanto temem, irem ao inferno, pois tratam o país, que foi roubado dos verdadeiros nativos, como tal, da pior forma... Merda de país que não da oportunidade para nada, o pobre continua pobre, o rico, enriquece, com o suor do seu zé, e não se culpa por isso, reza e agradece a deus, mas que deus é esse que olha somente pelos abastados, que pensa somente naqueles que não precisam, que deus é esse que pune o pobre, o miserável... Um deus que nunca tem misericórdia do pobre que ajoelha todos os dias, pedindo clemência à deus que perante isso somente sabe puni-lo. Esse país que é atrasado e que, além de tudo, tem os preços mais altos que nenhum assalariado comum possa pagá-lo sem dever cada vez mais ao sistema, um país que para se ter algo, tem que dar a vida, sim, a vida, para o capitalista, para poder usufruir de algo que ele julga bom, mas pergunto, bom pra quem? E pergunto mais, para que serve a inteligência nesse país, senão somente para ser critico e depressivo – pois o mal dos pensadores, professores, é a depressão – indignado com tanta injustiça, baseado nas leis que os ricos impõem para viabilizar o seu roubo, e para o pobre pensar que é melhor que o outro, pois tem as leis e os pitbulls, antigos dobermanns, para fazê-las acontecer. Um país que querem regulamentar uma manifestação, deixá-la pacifica, ou seja, querem mais um carnaval fora de época. O idiota do brasileiro está tão preocupado em revolucionar algo, que, em uma passeata, estão procurando novos amores, estão procurando se divertir, se embriagar, fugir dos problemas e para o verdadeiro revolucionário, esse é o problema. O brasileiro acredita, em sua maioria, que merece estar do jeito que está, vejo e vi, pessoas que pensam desperdiçar o voto, se votar nulo, acreditam em manipuladores, com meia dúzia de argumentos falhos, nas besteiras que divulgam por ai, acreditam no que a mídia impõe, achando que os “jornais nacionais” da vida, diz a verdade, acreditam que a Globo e os outros instrumentos de manipulação em massa, são coniventes com o povo e verdadeiros lideres do povo, comunistas, são contra a humanidade, visto, de Bakunin a Che, de Kant a Mao, são tidos como mal social, porém aqueles que acusam os leram e de fato fazem mal somente para a elite, pois uma vez que o povo toma conhecimento de tais, torna-se consciente e não nessa inércia, ou seja, os dois “Is”, prejudiciais ao povo são a inércia e a ignorância, entretanto, os pertencentes ao povo, acreditam nessa minoria elitista, sem sequer abrir a introdução dos livros, pois, para o néscio brasileiro, ler é cansativo, não leva a nada – pasmem, já ouvi isso --, enquanto isso a elite, os verdadeiros inseridos na sociedade – pois somos meros marginais, não estamos inseridos na sociedade, pois a maioria não pertence a classe alguma que não seja a de proletário – detém esse conhecimento e o subvertem em prol de si próprio, renegando isso ao povo, tirando da classe dos pensadores (professores) a autonomia de ensinar como é um cidadão critico, como se faz uma revolução, quando não se está satisfeito, pelo contrario, se formam assistidores de novela, e os tidos mais cultos leem um jornal manipulador, que na verdade são esses os mais ignorantes, e os mais prejudiciais, pois ele com sua falsa intelectualidade, discursam de forma deturpadora do que realmente será benéfico para o povo, esse acredita na política, ou melhor, nos políticos – pois respiramos política, e mesmo sem querer você está dentro da revolução --, acredita nas leis, acredita que o nosso país está de vento em popa, discute sobre qual é o melhor político, muitos ainda, estão no discurso de rouba, mas faz. O que podemos esperar de um povo que aprova o roubo do rico, uma vez que, o pobre que rouba para alimentar sua família, um pão, uma manteiga, pega anos de prisão, ou seja, fabricam um novo criminoso, um assassino em potencial – diferente dOs Miseráveis de Victor Hugo – e nunca, um pobre desse foi um perigo para a sociedade, a não ser para a sociedade do rico, a elitista, pois, o preço que o rico perdeu nunca poderia ter sido, porem nos roubar em impostos e tudo mais, o sistema pode a todo momento, então chamo isso, também, de higienização social, retirar o pobre de circulação, deixar com que esse “bando”, se matem nas cadeias, e o sobrevivente, o mais ganancioso – lembrando que todos esses citados são cristãos, na maioria católicos, e que a ganância é um pecado capital – tornara-se-a, chefe, com seus pseudo luxo e pseudo poder, e que quando morrer será mais um anônimo... Até quando iremos ter que se contentar com essa falta de oportunidade, com essa falta de respeito com quem faz esse antro funcionar, até quando seremos felizes, até quando os pensadores, do povo, serão hostilizados, desestimulados, até quando isso vai continuar dessa forma, as coisas tem que serem mudadas drasticamente, senão não teremos futuro, nossos filhos serão o rebotalho social, sem valor algum, pois se morrerem darão a outro néscio um pseudo espaço, para poder trabalhar e trazer mais riqueza, para a elite... Ramakrishna Ramos

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sociedade Liberta

O que a sociedade, alienada, pensa sobre as pessoas que pensam ou tem opnião própria? Não vejo pessoas fazendo nada para mudar o seu ambiente, mas, entretanto, criticam que o fazem, são capazes de fazer, justamente aquilo que o sistema impõe que o façam, os defender. Penso que cada um tem sua responsabilidade social, na qual devemos zelar, sim, por uma sociedade melhor, mas o sistema faz com que não o façamos, ou melhor, que algumas pessoas não o façam. O protesto e o boicote – o segundo, muitas vezes bastante eficaz, mas nunca, que eu saiba, usado no Brasil de forma contundente – são formas de contestar o sistema, mas os coniventes com ele, sempre estão ai, defendendo quem só os oprime, fazendo com que a opressão tome todas as proporções possíveis e imagináveis. O que mais revolta em uma mente pensante, apesar de não poder fazer muito, é ver que o que vai mais contra o pobre o oprimido de forma direta, na maioria das vezes, não é o próprio opressor e sim o oprimido que jura estar agindo em prol de alguma boa causa, mas, porém está agindo em prol das pessoas que o oprime, e o pior que eles estão sofrendo uma violência intelectual que não fazem a mínima noção. A vida dessas pessoas – se é que podemos chamar de vida, o que esses zumbis tem – é tão cheia, que hoje em dia, me irrito só de ouvir, que andam em “uma correria” e imaginem que nem maratonista eles não são, pois na verdade o que acontece? Essas pessoas estão tão entorpecidas com o sistema – e muitas delas nem é de forma etílica, pois são cidadãos de bem e não podem se entorpecer, para fazer mais pela sociedade – que não tem tempo para pensar, raciocinar e filosofar sobre a vida, pois estão ocupadas trabalhando – diga-se de passagem 4 meses para pagar impostos, mas tudo bem, né? --, indo para “facul” – instituições de ensino que não prezam pelo ensino do estudante e sim pelo dinheiro que ele vá investir para conseguir “comprar” o seu diploma --, que na verdade são rodeadas, hoje em dia, de bares e quaisquer tipo de entretenimento, e logo após vão para o seu momento de relaxar, ou seja, chegam em casa e vão “não pensar em nada”, assistindo o jornal da noite ou a novela, e pasmem, hoje passa a mesma, em outro canal, que passou há anos, e com isso vão levando a vida. O que reflete tudo isso? Temos um povo, uma massa, ou poderia dizer um bando – de loucos, HAHA, antes fosse – que não pensa, são manipulados, se acham engajados, mas são somente fantoches, sem raciocínio, com uma filosofia vã, não sabendo que há mais debaixo do sol. Trabalham, em prol dos planos de outros, estudam, dando dinheiro pros outros, pois não se tornam críticos e sim os mesmos zumbis, pois não sabem discernir a verdade imposta, ou melhor, nem questioná-la. Na verdade o brasileiro está preocupado, somente, e em sua maioria, vamos usar uma ordem cronológica, segundo o calendário que seguimos, primeiramente e o mais importante, é o natal, depois disso tem o carnaval, afinal temos que nos divertir e ver as “beldades” e tudo aquilo que tem de belo, o que a mulher tem que mostrar, passando o carnaval temos o dia das mulheres afinal depois de serem belas tem que ser ativas e ganhar vários presentes, jantares pois vivemos em uma sociedade onde o sutiã queimado é um símbolo bastante importante, por esse motivo damos flores para nossas guerreiras e àquelas que amamos, temos a páscoa também e com isso damos chocolate, ou seja os ditos cristãos – tendo em vista que estamos em uma era cristã – se limitam a comprar chocolate e acreditar no coelhinho da páscoa – que diga-se de passagem, não consegui entender, alem da mídia, quem inventou tal mito -- depois temos os dias das mães, haaa, as mães nunca podemos esquecê-las pois o ano inteiro são esquecidas e são mães somente um dia no ano, e o que fazemos para reconhecer isso, damos milhões em presentes, principalmente para os que vendem as quinquilharias que compramos, depois disso, temos os dias dos pais, afinal pais e mãe são divinos em nossa vida e temos que comprar algo para mostrar que lembramos deles – de preferência uma gravata, ou algo relacionado a escritório, pois é de gravata que se faz o homem de bem --, pois os bens materiais valem mais que o carinho durante a vida. Ramakrishna

Como é bom ter amigos...

Será que realmente somos amigos, temos amigos e somos amados? Na verdade não vejo isso de forma alguma, pois estamos tão capitalistas que hoje as formas de demonstrarmos uma pseudo amizade é mandando uma mensagem em rede social ou em rede social ou por meios eletrônicos... Quem precisa de coisas assim? Aonde ficou a sociabilidade? Não há, mesmo porque hoje os que querem alguém por perto, quer se tiver algo a ser oferecido, nunca por quem você é, e sim pelo que você pode oferecer, seja de influencias ou mesmo financeiramente. A sociedade está perdida, os princípios perdidos, o querer, o amar, não está mais em voga, não é mais quisto. Estamos em uma sociedade carente, onde a demonstração, quando próxima, é superficial, nunca plena, não temos mais amigos como tinham nossos pais, vós, etc. Temos smartphones, tablets, e toda a mídia envolta na podridão capitalista, nada mais do que tecnologia substituindo pessoas, ou seja, não existe amor em SP. BH, NY, Nj e em lugar nenhum, mesmo por a Apple deu um bom respaldo para isso. Temos em troca de um abraço, um e-mail, não valemos nada além de um sms ou na melhor das hipóteses uma ligação. O mundo de sociabilidade está em decadência, chegamos em um bar e vemos pessoas, ao invés de conversarem, confabularem, subverterem, filosofarem, estão a todo momento conectados, observando as gatas(os) pelo facebook ou mandando seus famosos sms. Nunca se é convidado a nada se não for influente ou chegar com a melhor vestimenta ou com o melhor carro ou se tem um rosto bonito, ou seja, nunca se é convidado por ser. Com isso as pessoas estão cada vez mais cegas, o capitalismo chegou a um nível descomunal na sociedade, ninguém é mais ninguém, o poder, a propriedade se tornaram fundamentais para a aceitação do outro e como dizem os anarquistas “ a propriedade e a autoridade são tão abarcadas que parece que existe um elo entre elas”. Não temos livre arbítrio mais, temos cartões de credito, não temos mais caráter, temos uma onça ou um presidente morto na carteira, não somos fieis a princípios, somos à carne, pois temos encutido uma moral cristã que se fia na propriedade do casamento, no homem dono da mulher, na propriedade que um tem sob o outro, não são seguidos indles e nem paradigmas, não há construções familiares pautadas em morais que não sejam cristãs capitalistas, não há verdade nisso, pois há uma cifra que impede a maioria de ver a verdade. Tudo de errado está na moral que homem tem desde de criança, quando o sistema incuti à criança essas morais, vemos na afirmação de Woodcock isso: “Se existe algo fixo e imutável, é a moral. Portanto é sem dúvida por um estranho ardil que somo induzidos a atribuir a uma ação que será sempre eterna e invarialvemente errado os epítetos de honradez. dever e virtude.” Para concluirmos, temos que tomar consciência de quem realmente queremos ao nosso lado, pois em momentos bons e no auge, mesmo que momentâneo, do capitalismo estaremos todos rodeados de “pseudo” amigos, amantes, namorados, no entanto, quando esse momento se esvai vemos o quão não prestamos somente por ideias, caráter ou moral, mesmo porque, os imorais, sem caráter, porem endinheirados são aceitos por aqueles que dizem que nos querem bem, entretanto, digo mais, querem bem aquilo que você possa oferecer-lhes E de fato para finalizar posso colocar um pensamento cristão – muito apesar de não sê-lo – de acordo com Woodcock leitor de Godwin: “ Se descendemos da mesma mãe, Adão e Eva. Como podem afrimar e provar que são mais senhores do que nós? Exceto talvez por que nos fazem trabalhar para que eles gastem.” Seria bastante interessante se refletíssemos como indivíduos -- não egoístas e sim indivíduos --, para que formássemos um coletivo melhor que o que fora, ou que é. Ramakrishna