Todas as ideias postadas derivam de devaneios urbanos, sociedade do submundo, oriunda de pessoas pensantes e em desacordo com tudo aquilo que visa a descapacidade de pensar da população... Ah sim!!! Se tiverem ideias por favor divulguem... E como digo, pra ficar bom, sempre um boazinha... hehe
sexta-feira, 1 de abril de 2022
Mãe
A força de um sorriso de uma família
Sobre algoritmos;;;;
Nunca pensei em escrever um poema
Mas sobre esse tema pensei escrever
A cada dia que passa sua falta sinto a ter
A cada por do sol o meu olho abre a sua sinto a sofrer
Minha vida se torna mais turva quando meus olhos abrem e não tenho o ti ver
Nunca soube mais o que fazer sem você
Minha mae, te devo tudo,
Minha vida, meu passado meu futuro
Tudo que sou sou nessa vida, sou por você, pois murmuro
Porque tanto sofrimento, tanta solidão,
Se tu quis me perto então
Sois, fui, serei louco por ti
Querias estar sempre ao lado de si
Quando eu eras pequeno me afagava
Sempre me protegia
Querias me grande
E quando fui grande fugias
O que fiz-lhe pra teres tanto ódio
E brigares quando ontem brigares por mim
E quando me maltrates tanto assim
Saiba que amo-lhe e irei sempre a amar
Minha vida por ti sempre hei de dar
Remembro-me-ei de toda minha infância
Que eramos feliz,
Que era seu companheiro
Melhor amigo não quis
Minha mãe quando o Deus lhe levou
Um vazio no meu mundo deixou
Minha melhor amiga
Mulher da minha vida
Meu exemplo de vida
Do mundo bemdida
Sou seu preto e serei pra vida
Ilizabete a mais querida
Me despeço a aqui deixando meu coraçã0 se despedaçando
parte de no mundo esta partindo
querendo com você estar ao lado....
Por favor nao me esqueça,
Como nunca te esquecerei
seu pequeno a qual cuidou eu sempre serei
e a aquela mulher negra, meu exemplo eu horarei,,,
te amo minha nega manha Mannheze... Dona Bete Ramos
Ramakrishna Ramos
quinta-feira, 27 de janeiro de 2022
Cachaça Man
Sempre que entro em mercados, vendinhas, adegas enfim automaticamente vou pesquisar sobre preço de cachaça.
Meu marido e um profundo bebedor.
Depois de varias gôndolas, cheguei no corredor de bebidas, vasculhei as prateleiras procurando um conhaque, aquele baratinho, que todo mundo conhece, e me veio uma lembrança de quando eu conheci meu marido.
No inicio ele só consumia aquele bom "velho com limão" ao ponto de ficar cheirando o corpo todo.
Minha recordação mais remota e desse cheiro, aff.
Foi quando parei nessa garafa marronzinha, que quem bebe sabe...
Meu marido é um homem negro, preto, bem preto mesmo.
Ele fala negro anda negro, veste negro, rsrsrsrs. Ele tem uma conciência negra poderosa.
Mas o que me fez rir por dentro, rsrsrsrs - ele é tao preto que só bebe esse "velho" porque a garrafa e marrom.
Acabei de contar isso pra ele e demos boas risadas.
Adriana Almeida.
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Sobre movimentos...
O que hoje seriam esses movimentos, das ditas minorias, que defendem o povo de uma forma teórica, que nem a teoria notória de cada luta é desconhecida, porque hoje estamos nessa estagnação disfarçada de progressão dentro de uma, dita, esquerda?
Uma das verdades possíveis é que, as pessoas oprimidas e que se agregam aos grupelhos, mas na verdade em defesa do que? E, pelo que eu vejo, a defesa do próprio eu, à procura de holofotes transmutados em políticas em detrimento da hegemonia do opressor, entretanto, como Fanon escreveu:
“Não há um só dia em que o oprimido não queira estar no lugar do opressor.”
Observando as posturas sociais, vejo que, há uma sociedade em extremo carente, com necessidade gritante de atenção, não no bloco que está inserido, não em prol dos grupelhos mas buscando as benesses que hoje as ditas lutas pelas minorias traz, porém, quando e se alcançam as luzes da ribalta na sua dita luta, muitos esquecem de onde vieram, esquecem principalmente a luta e mostram seu verdadeiro eu, como já disse Bakunin:
“De o poder a um revolucionário que em menos de um ano ele será pior que o próprio Czar”
Então, o que podemos fazer para que as lutas não sejam banalizadas dentro delas mesmas?
Toda minoria, e eu digo pelo negro, tem sua historia de rapto, de invasão, entre outros que os tornaram subservientes dentro da época em que se encontrava, entretanto muitos povos se libertaram e ascenderam, entretanto, outros continuam estagnados na sua história e buscando o historicismo alheio, haja vista o negro no Brasil, que mal conhece suas histórias e seus heróis, e se pauta nos heróis norte americanos, que apesar de serem ótimos espelhos, não são tão úteis, de fato, para nossa realidade por haver disparidades gritantes, entre nós e eles, tendo por base que, numericamente não somos minorias, sendo que somos o país com maior número de negros fora de África, logo há outros motivos para nos classificarmos como minorias, uma delas seria no âmbito institucional, educacional, entre outros.
Vejo um radicalismo de pessoas que querem se parecer cultas, citam Marx, Fanon, mas ao mesmo tempo não citam, na verdade citam nome das obras, ditos que se tornaram populares, como “mais valia” mas mantém uma postura entre os seus, imposta, o que deveria manter perante o opressor, pois citando Sun Tzu, essa passagem é perfeita, quando vejo os radicais se imporem perante os seus e nunca perante ao opressor:
“Não conhece a ti e tampouco o inimigo, e de todas batalhas travadas, todas serão perdidas.”
Russeau trata essa forma não do homem natural mas como o homem artificial, de paixões fictícias sem fundamento, de fato, natural, ora que, a desigualdade é criada pelo homem, logo, não é natural, seus discursos montados está em procura do eu perdido, um discurso viciados em busca de reputação e poderio.
Estamos em uma sociedade enferma, onde o ego conta mais, a reputação, mesmo falsa, vale mais, e isso é observado nos radicais dentro dos grupelhos, onde um quer ter mais brilho que o outro, o que tristemente acontece dentro de quatro paredes , e as quatro paredes que o opressor deixou-os ter, nunca que esses mesmos radicais adentram os portões do opressor, de forma física,pois vejo que mentalmente há décadas, para não dizer séculos de disparidade, isso no Brasil.
Porque acontecem essas coisas?
O despreparo intelectual, a submissão, a cultura do medo que o capital impõe pelo poder que o dinheiro exerce, causam um temor mortífero dentro desses radicais, que, eles têm somente a coragem de enfrentar seus pares, nunca o opressor e querem alcançar, reiterando, as luzes da ribalta, entre os seus, mas nunca subvertem quem os domina realmente.
Posso citar o tal do empreendedorismo, isso é uma prova que, principalmente o negro, quer alcançar o mesmo dinheiro que possui o opressor (podemos ter como exemplo o Trump), sendo que, intelectualmente eles estão muito à nossa frente.
Em suma, não se pauta o intelecto na luta, muitos são aspirantes a lutadores bélicos, que não contém argumentos sólidos para se combater o opressor, e sim, a gritos, ofensas, e o pior, entre os pares, são lobos ferozes, com irá em seus discursos de combate ao racismo, homofobia, feminismo, e outros ismos, que caracterizam as minorias, entretanto, com o opressor nunca se impõe, nunca rosnam bravamente, esses combativos, hoje, são de rede social, de gritos na paulistas, mas no dia a dia, que poderiam exercer sua luta não o fazem, ou seja, de uma forma generalizada o opressor continua com sua bota em suas faces e esses ainda almejam um dia calçar essa bota opressora para pisar naqueles que dizem os oprimir, ou seja, seus próprios pares.
Chega a ser vergonhoso a participação desses nos grupelhos organizados, pois, se houver uma vitória, esses pseudos lideres serão os primeiros a trair a causa, como houveram vários na história do Brasil, e nisto, podemos pensar em 1964, em que aqueles que buscavam a democracia, em prol do povo, lutavam e gritavam nas ruas, são os mesmos investigados, são os corruptos de hoje, são os traidores da causa e de seus pares, portanto , prestemos atenção naqueles que dizem ser em prol de quaisquer causas minoritárias socialmente, porque, talvez esses sejam os traidores de amanhã.
Parem e reflitam, quem realmente está ao seu lado e em prol do que?
Ramakrishna Ramos
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Conhecimento
Hoje há uma defasagem muito com relação à informação, as pessoas adquirem todo seu conteúdo ou pelo menos sua grande maioria por meios digitais, ou midiáticos e tem aquilo como verdade absoluta, no sentido de única mesmo, sendo que verdades únicas podem ser prejudiciais, pois, pensemos, se a historia tivesse sido contada a partir da flecha do índio e não da vinda de Cabral, se a primeira carta a “El” Rei, tivesse sido escrita não por Pero Vaz mas sim em Tupi ou outra língua nacional, ou se a gramática do kimbundo em 1714 tivesse sido escrita pelo povo de origem, qual seria o rumo dessa história?
A falta de interesse das pessoas e as verdades midiáticas a que elas se põem chegam a ser absurdas, a exemplo do que vejo agora com relação à manifestações são sugeridas e marcadas via rede social, sendo que, se não há intenções de se ser interceptado pelas forças do Estado, penso que seja uma empreitada falida, um meio muito fácil do Estado se proteger contra o cidadão comum.
Se vivemos com reflexo da cultura negra norte americana, aonde ficaram as ideologias dos panteras negras, do conhecer para combater, do hip hop que a chave para revolução é o conhecimento, de Malcolm aprendendo as palavras em um fio de luz, pelo dicionário, na prisão, pelos escritos e ensinamentos do Dr. King, e as lutas pelas conquistas de independência dos países africanos que hoje há uma série de escritos sobre isso.
Ou seja, para conseguirmos revolucionar quaisquer coisas precisamos conhecer nossa história, quem somos, o porque estamos aqui e mais, porque nosso povo é dominado e com qual intuito, são perguntas que gerarão perguntas e criarão incômodos existenciais.
Podemos pensar na nossa história recente, que tem apenas cinquenta e dois anos agora em 2017, em que o Brasil passou pela ditadura, em que estivemos sob o domínio de militares durante vinte e um anos, e com conspirações, protestos , revoluções pontuais e gerais, greves é que conseguimos nos livrar dos militares e viver numa democracia, mas mais ou menos; e como isso foi conseguido, todas essas manifestações populares, pensemos...
Se, não havia internet, computador, ou esses meios tecnologicos “revolucionários” como foram articulados esses levantes populares, como os rebeldes insurgiram e se encontraram aos milhares em praça pública, sem precisar de nenhuma rede social moderna?
O Brasil desconhece sua historia para poder com ela aprender, a leitura neste país é fraca ou escassa, levando em consideração o numero em países da ditos hoje como emergentes (antigo 3º mundo).
Primordialmente deveríamos conhecer a parte ruim da historia, o que nos degradou ou degrada, como somos vistos e como nos vemos entre nós, pois, a partir deste prisma, com certeza saberíamos quais rumos nos direcionarmos na história.
Há, também, uma outra problemática com essas pseudo informações que temos hoje, o degladiar entre nós, ou seja, muitos de nós não se deu conta que ainda está propagando o ódio que o sistema pregou pra que nos separássemos, ou melhor, pra nunca nos unirmos, pois o príncipio que o Marx propôs, “proletários do mundo uni-vos” não faz sentido nenhum na prática, e mais, o axioma que o patrão, o senhor de engenho ou o capitalista mor irá nos proteger ainda perdura.
Aonde e quando iremos sair da osmose que nos assola, pois, tudo soa como radicalismo, de uma forma midiática e pejorativa – radical significa raiz ou relativo à origem, fundamental, básico, logo, penso ser radicalmente revolucionário –, e, reiterando, a falta de conhecimento, ainda é peça principal destas lutas que travamos contra o sistema.
Portanto, a única solução plausível, seria, a leitura, o auto conhecimento, de fato, não de forma superficial como vejo hoje.
Reflexões
Ramakrishna Ramos
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Conforto e inocência
Com os dias passando, ando percebendo algumas peculiaridades dos meios que ultimamente frequento, com relações aos brancos, porque, como libertário, anarquista, não tenho problemas com compartimentos de “tribos” ou “turmas”, eu simplesmente ando aonde agrego e sou agregado de alguma forma...
Entretanto, sou negro, comecei minha vida intelectual no rap, mas vivi e vivo em um bairro predominantemente branco, o que nunca embranqueceu meu jeito de pensar e de agir.
Mas ultimamente, frequento muitos lugares que toca rock branco (nunca é negro), bares da rapaziada “descolada” ou moto clubes, ou seja, ambientes que ando observando, não aceitam muito bem o negro, toleram, mas não aceitam, mas, vejo, que esses mesmos conhecidos que me chamam para esses determinados lugares, rejeitam ir em lugares que os negros predominam, alegando o som, que serão discriminados, coisas que eu passo corriqueiramente, andando nas ruas do meu bairro ou em quaisquer ruas por ai.
Vejo certa “compartimentalização” nas atitudes dos brancos que são meus conhecidos, vejo que o racismo não é tão esquecido como parece na cabeça deles, porque, vejo que eles tem a nítida noção e não a nescitude sobre o que eu enfrento ao longo dos meus dias, vejo que, a dor do racismo é compreendida de alguma forma, por isso preferem manter-se em suas zonas de conforto e não enfrentar um mundo negro por mais amistoso que o pareça, ou seja, não são tão inocentes como dizem que são sobre o racismo e muitas atitudes provam que quando dizem que “está na minha cabeça” é porque mesmo racistas passivos, não querem um negro revoltado com o sistema por perto, como se todo assunto em pauta fosse étnico vindo de mim, assim que detecto uma frase ou atitude racista, e, pasmem, muitas eu relevo, senão já teria espancado uma rapaziada.
O sistema continua injusto com o negro, mas se levantar, erguer a cabeça, ser um negro politizado como Clovis Moura um dia disse, para eles é uma afronta, nós por nos declararmos contra o racismo, não tolerar as atitudes racistas, deixarmos de ter a síndrome de “poodle de madame” é confrontá-los, é criar inimigos, enquanto a postura destes é de que “preto quando não faz na entrada, faz na saída”, ou seja, quando se é amigo, se fica acolorado, fica-se de “alma branca”, não é visto como negro, e se defende, eles já se colocam na defensiva da ofensa gerada pelo povo deles.
Já vi ambientes negros hostis, até mesmo com o negro desconhecido, porque muitos ditos militantes têm a mesma síndrome do opressor de julgar o outro negro como inferior a ele, ou seja, mesma atitude introjetada que o branco propõe para si, mas não é o caso normalmente de ambientes de entretenimento como um samba, um “Black”, muito pelo contrário, vejo os brancos que existem nestes ambientes, mesmo que poucos, muito a vontade, até mais a vontade que muito negro, pois, ainda perdura na cabeça do branco a ideia de senhor de engenho no meio da festa da senzala em que ele é dono de tudo e a negrada tem que respeitá-lo e obedecer, e pior, tem negro que age assim mesmo, e isso é um incomodo para quem defende o povo, como eu, ver, ainda, negros subservientes, mesmo dentro dos seus compartimentos.
Por fim, a conclusão que todo branco é racista sim, seja ativo, o que é fácil identificar, pelas suas falas odiosas, pela sua postura mantenedora de hegemonia, temos o racista passivo, o que sabe que é racista mas não admite, e o racista passivo II que, talvez, e bem talvez, não tenha a maldade racista em sua índole, entretanto, propaga o racismo em seus discursos, atitudes corriqueiras, e em todo seu ambiente, assim mantendo sua dominação branca, portanto, sem uma análise profunda, reitero que os brancos não são tão inocentes como dizem com relação ao racismo e o que um negro sofre diariamente com o racismo, mesmo que o discurso disser ao contrário, porque sua zona de conforto é prioridade e transcender a zona de conforto não é para qualquer um, há de haver uma desconstrução diária e doida, e a preparação para isso é demorada...
Ramakrishna Ramos
segunda-feira, 21 de março de 2016
Revoluquem???
Um pequeno manifesto â esquerda...
Vejo esquerdistas de todas as espécies, plantando a revolução, a anarquia (o que não seria nem direita e nem esquerda), entretanto não vejo nada diferente de uma direita que não tem a hipocrisia de dizer que não gosta de A ou B ou como esses citados da esquerda somente pleiteiam a luta de classes C ou D. Então vejo um discurso em extremo falho e retrógrado que tanto um quanto outro, ou seja, direita e esquerda são brancos lutando pelo capitalismo que pauta o individualismo, logo, cada um intrinsecamente, no seu discurso, busca melhor salário, igualar com o lucro do patrão e tudo mais, ou seja, ter condições de vida comuns, logo um comunismo.
E pensando em tudo isto, venho a reflexão, aonde fica o papel do negro nessas classes, ou o negro é uma classe alheia a luta, e porque da reflexão?
Muitos ditos ativistas, sejam professores, sejam esquerdistas proletários, sejam anarquistas têm as mesmas posturas diante da voz negra, primeiramente, o negro precisa provar o que e quem é, ato da meritocracia, pois sempre há a pergunta, ” você sabe do que fala?” Ou a afirmação “você não me conhece”, infantilizando o discurso e/ou muitas vezes menosprezando o discurso e mais, quando é alertado sobre isso, usa do axioma, “não sou racista, nunca fui”, pois digo, sim, vocês são racistas e passivos, quando não ativos enrustidos e sem coragem de mostrar o rosto e assumir quem é.
Quando acontecem essas coisas, vejo ainda o silenciamento da população negra diante da população branca e dita pobre, ou seja, sua luta libertária, quando suprimi o negro ainda, não é respeitada por mim e não deveria ser por nenhum negro que se assume, se orgulha e se defende, pois a esquerda que se diz oprimida e silencia o negro, nada mais é do que opressora.
Se o negro é uma classe alheia, logo tem que se unir contra essa esquerda de discurso, essa esquerda que em seu pragmatismo sliencia, estupra psicologicamente e ainda menospreza o negro, isso incluso o feminismo, que, quando não proporciona nada a mulher negra, é sim, opressora tanto quanto é oprimida pelo homem branco e logo oprime o homem e a mulher negra, pois sua falta de melanina a coloca em vantagem diante qualquer negro.
Revejam os conceitos de luta ou deixem de hipocrisia barata, pois, eu não respeito uma luta que silencia, e nunca respeitarei e se puder levar os meus comigo contra essa esquerda opressora os levarei...
Poder pro povo negro...
Rama Ramos
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Onde estamos?
Estamos à beira de uma revolução, estamos nos organizando como podemos, porém faltam lideres, faltam pessoas que tenham conteúdo ideológico.
Precisamos usar de inteligência com eles, precisamos conhecer as leis que eles subsidiam seus roubos e fazer valer contra eles, também.
A desorganização foi o fator primordial, porem, chegou a hora de tomarmos uma posição ideológica, pois mostramos que temos força, mostramos que somos unidos, entretanto estamos sem rumo, sem ter pra onde gritar, estamos na fase dos gritos a esmo.
A fonte é a leitura, os possíveis lideres devem ter estudado, conhecer das leis, conhecer o que rege o povo, porque infelizmente muito são liberalistas ou colonizados, e talvez não haja muito tempo para isso, portanto devemos procurá-los em nosso meio.
Temos também que identificar os possíveis arruaceiros, as pessoas que estão contra a revolução, que são maléficos À causa, devem ser de primeira instancia excluído de qualquer manifestação, temos que excluir os partidos que outrora disseram ser em prol do povo, no entanto, hoje dominam o que ontem hostilizavam.
A organização vai alem da passeata ou manifestação, pois como dizia Sun Tzu: “a melhor política e tomar um Estado inato; uma política inferior consiste em arruiná-lo.”
Ou seja, precisamos sitiar a cidade sim, porém tomá-la sem maiores consequências, não por que nos importamos com o patrimônio do rico, mas porque o rico terá retaliações posteriores, e deixando o patrimônio intacto no primeiro momento teremos vitorias certas quando a revolução começar de fato.
Se não atacarmos a policia, se formos e estivermos realmente organizados, e quando digo isso estaremos a um passo a frente deles, e é esse o intuito, estaremos nós, o povo, monitorando e divulgando os “possíveis excessos”, portanto temos que nos infiltrar aonde eles estão, anônimos, filmando, não somente cartazes, mas a ação de perto, um jornalista, nosso, não inserido na mídia, precisamos ter e dominar a arte da espionagem, contra eles.
Precisamos de gente que seja qualificada, em todos os aspectos, para escrever nossos manifestos, nossa legislação, para que eles acatem, de forma pacifica, mas não somente nesse âmbito, precisamos de gente qualificada em todos os setores e que seja conivente com a revolução.
Eliminando primeiramente os infiltrados, os arruaceiros, os sem ideal, de forma inteligente já estaríamos um passo a frente. Mas como faríamos isso???
Sun Tzu diz: “Trata bem os prisioneiros, alimenta-os como se fossem seus próprios soldados.”
E mais:
“Jamais os deixe ociosos.”
“Eis o que chamo ganhar uma batalha e torna-se mais forte.”
Temos que convencer a policia, o soldado comum que o beneficio é também para ele, para os filhos, esposa e para os “partidários”, deixar eles entender que os lideres de ontem, são os partidários de hoje, que nos oprime, por isso acontece as manifestações.
Não temos subsidio financeiro, ainda, porém temos uma guerra ideológica sendo travada, eles são intelectuais, nós ainda estamos caminhando, porém, apesar de ser longa, não será dispersa.
Precisamos entender e deixarmos de ser liberalistas nessa hora, precisamos de mais, precisamos entender a realidade do Brasil, não somente carnaval, bunda e futebol, precisamos entender que somos a maioria.
E como disse Marx.
“Proletários do mundo uni-vos.”
Chegou a nossa vez...
Ramakrishna Ramos
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Brasil X Cuba
Brasil X Cuba
Sinceramente, se tem algo que não entendo no Brasil é qual a real diferença que existe em relação ao regime ditatorial de Cuba, que é tão temido desde a década de 1960 ou até mesmo antes...
Será que algum reacionário de plantão conseguiria me explicar, ou até mesmo um dito revolucionário, ou ficaria de falácia da mesma época?
Bom, sob meu prisma, a situação é a seguinte: apesar de não embargados pelos E.U.A., (modelo do capitalismo atual), temos um dos maiores impostos do mundo para importação, e mesmo para produtos internos, pagamos muito mais que em diversos países, ditatórios e ditos emergentes, como Angola. Logo, em Cuba, temos uma extorsão do governo em relação à produção local, seja em produtos, seja em serviços, mesmo após o fim do embargo dos E.U.A., o que seria compreensível, haja vista tratar-se de uma ditadura. Mas e no Brasil, qual seria a explicação plausível para isso?
Em relação à educação, estamos em um regime democrático de direito e nossas crianças – e uma parte esmagadora dos adultos – são analfabetos funcionais, inclusos muitos estudantes das séries finais ou de ensino superior. A partir de 1964, ou quem sabe antes, nossa criticidade foi embargada por raízes que não se soltam. O governo mina o intelecto do brasileiro para que não haja críticos o suficiente afim de discutir o verdadeiro papel do povo em relação à democracia que vivemos.
Hoje vemos em Cuba – ou sempre vimos – um modelo de ensino superior que é valorizado no Brasil, a exemplo da medicina, que o brasileiro, quando tem algum problema grave, a exemplo de patologias relacionadas à visão, sempre iria procurar um médico cubano, que, quase nunca é branco, entretanto, quando esses médicos, com o conhecimento superior ao nosso, vieram para o nosso programa “mais médicos” foram repudiados, diferente dos médicos italianos, argentinos ou quaisquer um com o padrão estético aceito nesse país.
Professores cubanos, por sua excelência em formação, são exportados para outros países, como Angola e Moçambique. No entanto, de quantos brasileiros temos notícias de irem a outros países por excelência em ensino? Ou seja, vivemos em uma indústria de venda de diplomas, em que esse professor ou profissional comprou seu diploma, mal conhece a área escolhida e, com isso, vivenciamos uma decadência pública, na qual nada funciona, desde o estudante, até obras faraônicas e superfaturadas, em prol de poucos ditos representantes do povo, que na verdade não ligam para que o povo é ou faz.
Reitero a pergunta, qual a diferença entre Cuba, se somos obrigados a eleger quem nos governa ou quem nos dita o que devemos ou não fazer, pagar etc.
Têm mais, quais as reais oportunidades capitalistas que temos, sem o governo abocanhar grande parte do capital produzido pelo indivíduo, pois pagamos, tanto o rico quanto o pobre, o mesmo percentual de imposto, entretanto, não temos a mesma margem de lucro, seja de um lado, seja de outro, em mínimas palavras, o primeiro sempre lucra mais enquanto o segundo mantém-se vivo para subsidiar os roubos do governo, ou seja, sobrevive e não vive dignamente.
Pensemos na liberdade de expressão que temos aqui, ou será que temos?
Vemos muitos jornalistas, populistas, podemos dizer assim, que são censurados por políticos a todo momento, por denunciarem umas das muitas atitudes corruptas que esses inseridos no governo têm, mas as empresas de mídias particulares – escancarando o texto, e citando nomes, temos a Globo, a revista Veja, que são nomes grandes até mídias menores, porém inseridas no sistema –, que se assemelham às estatais, pois, manipulam toda e qualquer informação em prol dos mais abastados ou em prol daqueles que o convir, ou seja, sempre o Estado ou seus subsidiários. Mas lembrando, ninguém subsidia mais o Estado que o próprio povo, que não tem valia nenhuma, a não ser em ser a mais valia.
Nossa liberdade de expressão está em ver o sexismo explicito na televisão, uma indústria de racismo, xenofobia e de crimes, com esses programas sensacionalistas do final de tarde, onde o crime da ibope e cria medo na população e estigmas étnicos.
Cuba está em um regime ditatorial, o Brasil em um regime democrático representativo de direito – que apesar da redundância, o povo não tem voz, tão pouco direito –, mas qual a real diferença capitalista que o Brasil tem sobre Cuba, que oportunidades temos, que direito temos, sendo que nem do voto temos direito de nos eximir. Qual direito temos de ascender financeiramente, de prosperar dentro desse dito livre mercado, sem o governo engalfinhar grande parte do capital adquirido, ou seja, qual o cunho capitalista que temos no Brasil?
Será que alguém conseguira me responder a essa pergunta?
Ramakrishna
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Quem tu és afinal?
O que somos e para quem somos?
Pergunta bastante pertinente para se começar um discurso, porém, qual o valor que damos e que temos na sociedade, e digo, isso sim é pertinente...
Vejo diversas situações cujo indivíduos pretendem se sobressair, sobre os seus próprios em ambientes totalmente dispares à situação.
Vejamos, estamos em ambientes a qual queremos nos divertir, porém, em um bate papo com alguém que tem certa influência em certo grupo – seja ele qual, como professor, como escritor, ou qualquer um imaginável --, e se supervaloriza como o maior sabedor ou conhecedor de todo o ambiente, mas entretanto, não sabe quem está ao seu redor, mesmo que o saiba. Essas atitudes, via de regra, está em pessoas que a autoestima está em baixa e precisa ser ou ter reconhecimento nas costas dos que estão ao redor.
Pensemos o que leva essas pessoas terem tais atitudes, além de autoestima baixa.
Creio que o estudo em quaisquer âmbitos são elevatórios para quaisquer seres humanos, e mais é um critério de liberdade para si, além do mais, se cria uma série de discernimentos e critérios que o fará enxerga-se de igual ao outro e ainda mais, querer elevar todo aquele que está ainda nas trevas do conhecimento.
A ignorância traz a prepotência, traz a soberba sobre algo que não se é, citando Simon Bolivar que disse:
“Um povo ignorante é instrumento cego da sua própria destruição.”
Ou seja, pessoas assim, nada mais fazem do que destruir seu povo, sua sociedade, seu meio ambiente.
Serei dessa vez mais especifico, vejo no ambiente de negros, que, um quer ser mais que o outro, em momentos de diversão, ou nos seus ditos momentos intelectuais.
Com qual intuito será que esse povo faz esse tipo de coisa, sendo que, se limitam a uma literatura, dita negra, mas muitas vezes escrita por brancos, ou seja, são pela fundamental para os brancos racistas dizerem que o negro é boçal e mesmo para o ativista mais culto, não consegue ver quaisquer defesa me prol do seu povo.
E mais, como diria os Panteras negras, devemos vencer o opressor, da forma que ele nos rege, ou seja, nas suas leis e literatura.
Dessa forma, quando vejo, negros, querendo se sobressair, depois de bêbados, ou porque são conhecidos de alguma forma, vê-se nitidamente o quão fraco que estamos.
Se avaliarmos a postura dos brancos em relação a eles mesmos, temos uma situação primeiramente como teríamos a de gênero e como afirmou o Kabenguele em suas aulas, o negro em relação ao branco seria como o homem em relação à mulher, portanto vemos eles em geral, como protecionistas, ou seja, quando se veem em alguma situação desfavorável, vão em prol um ao outro, isso na maioria das partes do mundo, entretanto, nós, negros, diminuímos um ao outro.
Seria isso resquício da cultura escravagista, da cultura do embranquecimento que está mais em voga hoje do que nunca.
Será que essas pessoas realmente sabem o que querem e quem são, porque estão nessas condições e por quais motivos sem mantém inertes?
Em outros países – as quais muitos ovacionam, que é os E.U.A. –, se vê o negro em defesa de si, em prol de si em quaisquer âmbitos, e aqui no Brasil nem de perto chegamos a isso.
Muitos ainda dizem que temos que ter a consciência humana, e que o Brasil não é um país para pensarmos nisso, e digo mais, vivem em uma ditadura Freyreana, cujo prega-se a mistura de raças, e ainda mais, dizem que raça é uma coisa fictícia no Brasil, e com isso só posso confirmar uma única coisa, que sob um prisma de genes, o prisma Freyreano está certo e somente dessa forma.
Dessa forma, sob esse prisma digo, que não podemos falar de seres humanos, se há pouco mais de um século o negro era até considerado um ser sem alma.
Portanto vejo um dita evolução do negro decrescente, ou melhor retrógrada, e pior maledicente em relação ao seus pares.
Em festas, a situação fica pior, todo aquele que diz ter uma vida saudável, por não beber, não fazer uma série de coisas que a vida noturna propõe por excelência, diz que seus pares que tem vida fora da vida noturna, ou seja, estudam, evoluem, honram suas obrigações provindas da sociedade capitalista, e usam a noite como diversão e mero entretenimento, não prestarem, não quererem nada com a vida, sendo que eles mesmos vivem somente disso, e perante essa situação me pergunto, se esses mesmos não entrarem para certa “história”, o que serão na sua velhice, Dj’s ou animadores de festas, -- e mesmo como apreciador somente de músicas e quiçá festas, vejo que mesmo para os fins a qual se prestaram, não tem excelência para isto, pois perante seus próprios ídolos estão atrasados anos, tanto em técnica quanto em repertório -- para meus filhos ou quiçá netos, e uma outra pergunta pertinente, será que não serão velhos ridículos com uma síndrome de Peter Pan, pensando que estão fazendo parte daquele universo que pertenciam somente na sua tenra idade, não passando somente por seres que não tiveram evolução alguma e não “prestam” para nada, além do que se proporam e mal fizeram para evoluir nisso.
A evolução cultural é chave para o crescimento, e sem isso, ninguém ira sair da estagnação moral, intelectual a qual se encontram, e não me resta nada a fazer por esses que vivem o hoje, como se não houvesse o amanhã, que vivem de uma vida fútil em sua essência, e ao invés de serem melhores para si, não o são, nem para si e nem para o próximo, quem dirá aos seus pares.
Parece um axioma derrotista, entretanto, lamento por todos esses que acham que são mais que alguém no seu micro universo que para seres mais iluminados tende a ser somente um ponto sem a menor necessidade de se estar inserido e que não faz a menor diferença, nem como laboratório social.
Portanto, encerro, me sentindo aliviado por ter me desprendido desses seres que não fazem bem aos seus pares, tampouco a si, pois o egocentrismo faz com que as pessoas se fechem no seu mundo a tal ponto de não enxergarem que existe outros mundos e no caso desses negros de festas, que não são mais do que negros da casa grande, querendo ser maiores do que os que eles acreditam estarem, ainda na senzala, e na verdade os grilhões estão em suas canelas e os açoitem castigando suas costas no dia a dias, e seus cérebros em um futuro próximo...
Ramakrishna Ramos
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Aos desavisados... um pequeno recado anarquista
Creio que tenha chegado a alguma conclusão, que, realmente, as pessoas acreditam que estou brincando na maioria dos meus axiomas, sejam elas sociais, políticas, revolucionárias ou quaisquer que venha a ter.
Quando me posiciono como anarquista, como alheio ao sistema, como um ser que discute política, entretanto, não tem partido, não tem candidato – vindo do grego, o termo, não tem nada haver com o que conhecemos agora --, e nem pertence a facção alguma, muitas pessoas dizem que sou pessimista, e simplesmente não acreditam, perturbando meu espaço e minando minha paciência, tirando meu sossego e coisas que o valha.
Um anarquista está em luta constante em prol do seu povo, e por este motivo escolhi a profissão que eu tenho hoje – ou a vida me jogou nela com algum propósito que não identifiquei ainda --, ainda mais, está em busca da liberdade, da emancipação social, mental, econômica que se encontra. Retirar o povo da inércia, da imbecialidade que os governantes impõe ao povo, a exemplo disso, dizer que estamos em uma democracia, e dizer que temos direitos ao voto, quando, somos obrigados a cumprir o direito que tanto clamam que nos deram.
Apesar de ser útil uma série de meios eletrônicos, odeio a maioria deles e uso somente como meio de divulgar ideias, meio de uma comunicação básica aos que conheço e estão agregados a isso, um meio de ter contato com algum empregador -- afinal todos precisam de dinheiro --, ou com algum parceiro em algum negocio que esteja sendo desenvolvido, ou seja, uso útil e necessário desses meios, ou melhor, indispensável atualmente.
E mais, vejo que as pessoas não respeitam o direito alheio de ficar recluso, e digo, não gosto e nem vou falar de problemas que tenho ou venho a ter com um desconhecido que diz mostrar solidariedade pela internet , que, na verdade está somente “curiando” sua vida, e diga-se de passagem, é o que mais tem em meios eletrônicos.
E ainda em redes sociais, volto a dizer, não sou uma imagem, um status de relacionamento, ou seja, isso não me importa, tanto quanto não importa se tenho fãs, seguidores, e tudo mais, e mais, isso não tem valia nenhuma, se, não tiver nenhum contato físico, tipo, um café, uma cerveja, um fim de tarde de bate papo fútil que seja, porém ao vivo. Essa história de viver de conversa de whatsapp ou facebook, me desagrada profundamente, e de verdade não sirvo pra isso.
Então, em uma conclusão rápida, as minhas ideias de internet, as publicações e tudo mais, fazem parte de alguma forma de mim, e com certeza sustento meus pensamentos e dispenso todo aquele que pensa que a vida é uma brincadeira e que estou sempre falando por falar ou é ideia de revoltado ou coisa que o valha, quero mais é distancia de todos esses....
Ramakrishna Ramos
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Orgulho negro... para que?
Orgulho negro... para que?
O que seria ter orgulho pelo negro no Brasil?
Depois de grande analise não só observativa, como também antropológica e histórica passei a refletir se é realmente plausível lutar em prol do negro, em um país que não se tem identidade como negro e tampouco incentivos para ter orgulho.
Começamos pelos fatores históricos, hoje comemoramos no dia 20 de novembro o dia da consciência negra, que ontem fora no dia 13 de maio – e muitos dirão que não era dia da consciência negra e sim da libertação dos escravos, se apegando somente a nomenclatura do dia, que, no entanto, não fora de valia nenhuma, nem uma e nem outra data – que o primeiro, para os iniciantes estudantes, verdadeiros, da história do negro, que no dia 20 de novembro Zumbi fora morto pelo seu algoz Domingos Jorge Velho, e mais, para aquele que – sem vergonha de assumir – não é amigo da leitura, isso se retrata nos filmes de Cacá Diegues, ou seja, tomando a banda de reggae Natiruts como axioma nesse caso, que dizem “Nossa história foi contada por vocês, e é julgada verdadeira como a própria lei”, ou seja, temos a história, também, de Zumbi, contada pelos opressores. Portanto, quem garante que foi dia 20 de novembro e se foi, está certo ser comemorada como dia da consciência negra? Ou comemoramos mais uma queda, ou como diria Hakim Bey, uma insurreição, um levante, que é o nome que o vencedor da àquela revolução, àquele ato de rebeldia popular que não dera certo.
Quanto ao dia 13 de maio, nem há muito a se dizer, mesmo porque, acredito eu, que a maioria já saiba que o Brasil foi o ultimo país no mundo a abolir a escravidão de fato, pressionada pela Europa, entretanto há uma lei contra a escravidão a partir de 1831, ou seja, de lá até 1988 a venda e compra de escravos fora a base de contrabando, ou seja, mais um dos jeitos brasileiros, será que temos um grande histórico disso???
Levando em consideração esse primeiro ponto podemos começar a considerar e pontuar o ponto identitário do negro que de forma alguma está constituído no Brasil.
Podemos começar com algumas observações ao longo dessa pesquisa, que cunha no fato de muitas pessoas só tomarem a “consciência” da sua condição de negro, após os vinte anos – isso levando em consideração o macro, pois existem pessoas com mais de 30 que ainda tem sérias duvidas quando a sua identidade étnica --, e por esse motivo cheguei a seguinte conclusão; Segundo a maioria dos pedagogos, a criança entende quem é a partir dos 12 anos em média, pois já tem sua personalidade, praticamente formada, e hoje se formos avaliar, isso pode ser até antes, da forma que as coisas andam bastante precoce, principalmente com a “geração internet”. Então, creio eu, que o problema é muito mais grave do que imaginamos, pois e os pais dessa geração, ou das gerações passadas, ou será que essa alienação vem desde os africanos que perderam a identidade e se venderam até a consciência e alma ao dono? Aonde se perdeu a identidade ou mesmo o espelho, de ser negro, e da sua cultura ou mesmo dos seus valores?
Será que essa pseudo aceitação de si, vem somente depois da década de 1990 que, o negro virou moda, o negro começou a ser aceito via rap e filmes internacionais? Pois até então, o negro ainda era visto como inferior em tudo, tanto intelectualmente, como esteticamente, como musicalmente, haja vista o pagode, ou o rap ativista do public enemy, ou mesmo o gangsta do N.W.A., que era música de preto, mal vista e não quista na casa de “famílias de bem”, até que, eis que surge Eminem, e hoje em dia, o rap bling bling é aceito na casa dos opressores, como é aceito Racionais Mc’s em conversíveis no Morumbi.
E hoje, o negro, no Brasil, ainda é considerado, música, beleza, força e só.
Vejo uma série de disparidades quanto ao negro, e sua pseudo identidade, desde a comemoração do dia 20 de novembro, passando pelos valores sociais e estéticos.
Quando um negro se destaca, ou seja, se forma em algum curso superior – em qualquer uniesquina que seja – ou é inserido de embuste no sistema, ele já embranquece, já não tem mais a sua condição pusilânime de marginal – que na verdade todos nós que não fazemos parte da classe acima da plebe dentro da pirâmide, somos, de fato, marginais – e com isso, se sente superior ao outro negro, se sente dono do poder, e com isso quer, sem sombra de duvidas, destratar, humilhar e desonrar o seu par, tentando dessa forma, fortalecer seu ego.
E com isso, essas formas embusteiras de vitória do negro, o que ele busca, cada vez mais, a não ser embranquecer?
Vejamos os seguintes fatores, o negro nessas condições pusilânime de inserções ao sistema já evita os seus pares, ele quer ter amizades com japoneses, por serem mais inteligentes, com italianos por serem mais bonitos, com franceses por serem mais cheirosos – de acordo com o estigma social imposto pelo europeu no mundo --, desclassificando seus pares, e mais, ele não veste mais roupas tidas de negro, ele quer as marcas que – mesmo que os descriminem nos seus países de origem, eles vestem, pois no Brasil você terá o status quo – são caras, são usadas pelo, um dia, opressor, para ser visto como importante, visto como inserido em algo como o “negro da casa grande”.
O discurso de um negro inserido dessa forma, começa a tomar proporções Gilberto Freyreanas, que estamos em uma país mestiço, que somos multirraciais e que não devemos ter preconceito e que o preconceituoso, de fato, é o negro, e que mesmo sem saber o porque do 20 de novembro, ele diz que não há motivos para ter o dia da consciência negra, que devemos ter consciência humana e segue os ensinamentos, não de um Dr King, de um Malcolm, de um Gama, mas sim de um negro bestial e vendido como o Morgan Freeman – que de livre só tem o nome, pois o vendido nunca é livre.
Temos também o negro pseudo ativista, sem formação que são a maioria ou com formação que é uma minoria – a maioria em uniesquina – que leu alguns livros americanos da história do negro, como a autobiografia de Malcolm X ou do mesmo autor, Negras Raízes, e se acha o africano honorário pregando o pan africanismo, sem ao menos entender o sentido de pan, pois trabalha para dar dinheiro aos brancos, recebe migalhas dos brancos e grita que é pan alguma coisa, pois africanistas não são.
E o pior, desses pseudo ativistas, é que eles além de ter uma leitura superficial sobre qualquer tema de negro – pois se não o tivesse estaria evoluído intelectualmente, a níveis astronômicos – pregam o idiotismo que entenderam, como por exemplo, nos anos 2000 o radicalismo do Malcolm, que ele mesmo aboliu antes de sua morte, mas nunca se vendeu como negro, igual aos nossos de todas as idades.
E quando leem algo do Brasil voltado ao negro, leem coisas escritas pelos brancos, ou seja, panfletagem de pseudo abolicionistas que incutiam o papel de santo, entretanto não abriam mão dos seus escravos, e desconhecem um Gama, um Rebouças, um Oswaldo de Camargo, um Assis Duarte, um Machado -- ou se conhecem o ultimo, é de Dom Casmurro que apesar de ser sua obra Magna, é empurrada goela a baixo aos estudantes sem se explicar a sua real essência que muitos educadores desconhecem – e outros escritores ou professores ou figuras negras que se destacaram em algum momento na história do Brasil e com isso poderia reiterar a frase da Banda Natiruts, ou seja, querem ser, querem discursar, mas pouco sabem da historia do negro do seu próprio país e no entanto se diz negro por consumir algo a qual não faz parte, como por exemplo ovacionar a história do Mandela, sendo que, fora o exemplo de vida, nunca influenciou na história, de fato, de negro algum brasileiro, pois nosso racismo além de não haver leis em prol dele, e ser velado, ou seja, ninguém assumir que é racista por haver leis contra algo que nunca houve lei em prol, portanto não há lei, de fato, se não há crime contra os direitos civis do negro a ser combatido no âmbito jurídico.
E tudo isso cunha em um discurso falho, pois esses negros cujo falta identidade seja intelectual, histórica e antropológica na procura, de seus companheiros afetivos, o opressor, ou a figura mais próxima a eles, mas não por amor, não por haver uma história entre pessoas, mas pelo simples fato de querer status quo, de querer estar inserido e embusteiramente aceito, e Fanon já explica em seu livro, “Peles negras Mascaras Brancas” que o negro, quando vê o seu par, o opressor, ele se sente forte no seu ego, por de alguma forma ter dominação, mesmo temporária sobre ele, ou a aceitação, ou seja, no caso da mulher negra, ter o homem branco que ela almeja, ou não, mesmo porque os tidos como melhores espécimes de brancos, não querem a mulher negra, a não ser para o sexo – como ouvi em um banheiro a poucos meses, de um homem branco que não tinha me visto, que prefere “comer” as negras pois a genitália é mais quente, e ela é mais fogosa, em termos coloquiais, ela chupa melhor, fode melhor, e te faz ir aos ares e a branquinha, dali em diante, só servirá para mostrar à mãe, e o melhor, no show da Erykah Badu, no SESC Santo André em dezembro --, ela tem o branco padrão, mesmo por alguns momentos e de forma embusteira sem ser fruto de estupro ou de embriaguez e sim de forma sublime e natural, sob concessão dos dois, pelo menos na cabeça dela, e quanto ao homem negro, ter uma mulher branca em sua cama, é noção de vitória, por ter aquela mulher que seu pai ou avo eram proibidos de ter, passível de linchamento, e de humilhação pública, pois, “onde já se viu um negro tendo ambições matrimoniais com uma mulher branca, é uma afronta aos bons costumes e ao cristianismo”, dizeres de novelas de “época da rede globo”.
Entretanto podemos fazer um breve comparativo, de celebridades, de negros realmente inseridos, no sistema, que trilharam seus caminhos, mas nunca deixaram de ser quem são, e, sempre elevaram todo e qualquer negro, ou seja, lutaram e lutam pelos seus pares, nas suas áreas de atuação, diferente do negro que de forma ludibriatória é inserido no Brasil. Então vamos lá:
Podemos comparar no esporte o Pelé – que pra mim não é rei de nada – ao Michael Jordan, ou mesmo ao Ronaldo Nazário – que é um néscio fenomenal --, que enquanto o Jordan teve como par afetivo Juanita, uma não branca, nos EUA, em compensação os nossos astros, Xuxa, Daniela Cicarelli, entre outras, e me pergunto, por amor ou status?
Denzel Washington, Wesley Snipes, entre outros, e aqui, de todos os nossos pares, temos SOMENTE, o Lazaro Ramos, ou seja, status, status, reflexo de auto estima...
Portanto concluo o seguinte, o negro brasileiro em uma visão mor sobre ele, não há identidade, não há auto estima, não há elementos históricos conhecidos pela maioria. Hoje se espelha-se no que o norte americano é, mas não o que ele trilhou, temos o movimento dos Jovens SWAG, mas eles não conhecem o rap ativista, temos os produtos para cabelo, para não se ter o cabelo “ruim”, mas não conhecem e sabem o porque do “black is beatiful”, temos a feira preta e uma série de danças tidas como afro, mas é uma África que nem eles e nem os africanos conhecem, pois nesses eventos o negro não é nada mais do que música dança e sensualidade, ou seja, não ultrapassamos historicamente o Casa grande e Senzala de Freyre, e por esse motivo, esses negros não passam de Negrinhos da senzala em ascensão à casa grande, quando chegam...
Por esses motivos os negros, realmente, ativistas e intelectuais, desistiram da causa, pois há muita ignorância, corrupção e volúpia de ser opressor no meio dos nossos pares, e em minha vã ignorância da falta do saber de fato, mas por tudo já visto, também perdi o orgulho que, um dia, se quer, tive do negro do nosso país
Ramakrishna Ramos
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
O que é ser adulto???
O que poderíamos dizer, ou mesmo considerar sobre o que é ser adulto , adolescente ou criança?
O tempo cronológico? As atitudes? Seu modo de se comportar perante os outros?
Tenho ouvido muito, de pessoas que não são privilegiadas com vasto intelecto, sobre o que é ser adulto, ser criança, além dos discursos midiáticos em geral, e tenho chegado a algumas conclusões .
Primeiramente, as pessoas tem conceitos de maturidade, ao meu ver, totalmente deturpados, ou seja, acreditam que são adultas por pagarem contas, ter um emprego dito estável, e outras coisas que o capitalismo impõe. Vejo também as mesmas pessoas acreditando que maturidade é ter certa postura social, ter um relacionamento, também dito, estável.
Entretanto, o engedramento cultural desses é zero, pessoas que não param para questionar suas próprias vidas, que querem ter um comportamento "globo-alizado" , se portar como a mídia e o capitalismo mandam .São bonecos do sistema prontos para pular a altura que a Globo manda. São fantoches que tem em sua criticidade “O caminho das índias”. Essas mesmas pessoas são aquelas “amantes” do seu time de coração, são pessoas que não tem intensidade nenhuma no que fazem...
Analisemos alguns pontos pertinentes aos seus valores:
Primeiramente vamos falar sobre seus empregos maravilhosos, que, ao meu ver, são ignorantes, pois além de valorizarem o dinheiro do outro – ai começamos a falar sobre maquina, sobre sistema, pessoas sem razão de existir --, defendem o patrão, vestem a camisa da empresa, falam com categoria sobre o que não entendem, e ainda por cima, fazem mal feito o que se proporam, isso quando eu falo de operários da indústria, sejam eles de escritório, sejam eles de chão de fábrica ou serviços em geral.
Podemos falar do emprego dos que se dizem graduados, vamos para uma parte que particularmente me enoja - os advogados. São amantes das leis, são aqueles que defendem a ordem, a moral, o desenvolvimento... No entanto vejo que a falta de caráter de muitos fere a moral humana, não tratam os menos abastados da mesma forma, são corruptos e agem somente pelo dinheiro, ou seja, o juramento que fizeram não valeu de nada, e outra, para que servem as leis no Brasil a não ser para prejudicar o pobre, aquele que não está de acordo, mesmo ideologicamente, que não pertence à classe desses intelectuais que agem em prol de si próprio s e nunca em prol do povo. A democracia que eles pregam serve somente para a classe deles, ou melhor, só eles tem voz e direito de escolha.
Podemos falar dos professores também, pois a maioria que eu conheço, são elitistas, racistas, tendenciosos, e, falando dos somente graduados, nunca pensam em se elevar culturalmente, intelectualmente, pensam somente em dar aulas “eventuais” , ganhar o dinheiro, que é pouco, além da desvalorização da classe no Brasil, porém, a resposta do porque o professor não é valorizado está no começo do parágrafo.
Agora vamos para o estilo de vida dessas pessoas ditas adultas...
O que eles fazem da vida além de ser “normais”? Digo: nada!
Não tem intensidade em nada do que fazem, não fazem nada além de existir e ocupar espaço na terra, porque tudo que fazem é parecer normal, querem ser somente esteticamente belos, por dentro são podres, inseridos no sistema.
As mulheres que vejo, são belas, com um corpo lindo, entretanto, não se consegue ter um dialogo proveitoso com a maioria delas, alias, muitas delas nem entendem o que se fala, são verdadeiras vitrines, nada além disso.
Os homens não são muito diferentes, quando negros, os de dreadlocks se dizem os intelectuais, os sabedores de tudo, os transcendentais, porém o ultimo livro que leram não chega a ser nem um Paulo Coelho. E quando sem dread querem ser os Tyson Beckfort, só se preocupam em serem belos, e andar na moda, mas a maioria não passa de atendedores de telefone. Quando brancos estão piores que no comercial de jornal, pois, querem ser os intelectuais, mesmo os com dinheiro, querem discursar sobre tudo, impressionar as mulheres, com a barba por fazer, e contrapondo esses pseudo, com Erasmo de Roterdã que disse: “...eles usam barba como sinal de sabedoria, no entanto, os bodes também os ostenta...”. E vivem se vangloriando por serem algo que não são, no entanto, são pessoas que não tem nada a oferecer – além do dinheiro - quando tem .
Muitos rappers, falsos MC’s nas festas que passo, querem fazer Freestyle, querem rimar, mas sobre o que ? Cadê a originalidade ?Só sabem falar que “nois é pobre, o sistema fode cum nois, as mulheres precisam de respeito”, mas o que se faz para mudar isso, vez que se fala sobre educação, cadê a formação intelectual dos próprios, e digo mais, não falo sobre educação formal, mas falo de se elevar, intrinsecamente, pois como numa visão Cartesiana, diploma é somente um pedaço de papel
Essas são pessoas que bebem socialmente, transam em dias contados, que no sábado a noite visitam os “amigos” – que na verdade não são, mesmo porque, são jogos de interesses --, para serem sociais, para participarem de grupos, sem se exceder, sem sair do trivial, sem serem indiscretos, para não causar má impressão a imagem que eles pensam que tem.
Na verdade, na minha opinião são vários “querendo ser” e não são nada. Perdedores, que querem fazer imagem, mas imagem de que, para quem, para onde, por que verdadeiro conteúdo não tem.
São pessoas que não fazem diferença alguma no mundo, ocupam, somente, um lugar que poderia se dar a alguém que realmente sabe o que quer da vida, faz algo da vida, muito mais do que existir, e digo, vou ter vários problemas com o que disse, pessoas que se sentirão ofendidas, e tudo mais, mas já digo, essas, são o tipo que vejo e descrevi, e que se saírem do meu circulo, farão um imenso favor...
A teoria nesse texto eu abortei, isso é um desabafo, estou cansado de verdade, de ver essa pessoas tentando ser algo, presos a um sistema e suas verdades medíocres, presos à suas falácias, as suas intenções de serem alguém quando não são.
Como diria Talib Kweli, “Faça um som, escreva um livro, faça um filme”.
Existem suas exceções mas os pseudo não vão ver o macro e querer falar somente do micro e de suas historias particulares, que, sinceramente, alem de não me acrescer em nada, tampouco me interessa...
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Leis, acreditem, são para vocês!!!
Acreditar nas leis, na constituição, nos parlamentos é o mesmo que acreditar na bíblia, nos seus julgamentos, nas pseudo moral que está incutida nela, pensemos que o Brasil não tem jeito, temos que destruir, não há mais construção em cima de um alicerce falho, não há como mudar a corrupção vinda de baixo, como pensar em mudar as de cima, o povo, hoje em dia, é liberalista, age em prol de si, sempre pensando em prejudicar o outro, são velhacos, de má índole, que acreditam que sempre são clementes da luta que travam para acordar e servir ao sistema, são ovelhas, manipuladas que acreditam estarem no acordo com tudo, e estão, me enoja o ser humano que está de acordo com a atrocidade que está instaurada nesse país com o povo mais sujo do mundo, sem caráter algum, sem instrução, sem nada, o brasileiro e sua comodidade é inferior a tudo e a todos, temos a melhor meio ambiente no mundo e o pior povo para cuidar disso e de si próprio que esbanja uma falsa felicidade, uma falsa harmonia, a felicidade do brasileiro é de embrulhar o estômago de qualquer revolucionário no mundo, o Brasil se sumisse do mapa, seria de grande valia, pois, não faria falta, digo pelo povo e não pelas belezas naturais, mas o povo que o rege merece o que tanto temem, irem ao inferno, pois tratam o país, que foi roubado dos verdadeiros nativos, como tal, da pior forma...
Merda de país que não da oportunidade para nada, o pobre continua pobre, o rico, enriquece, com o suor do seu zé, e não se culpa por isso, reza e agradece a deus, mas que deus é esse que olha somente pelos abastados, que pensa somente naqueles que não precisam, que deus é esse que pune o pobre, o miserável...
Um deus que nunca tem misericórdia do pobre que ajoelha todos os dias, pedindo clemência à deus que perante isso somente sabe puni-lo.
Esse país que é atrasado e que, além de tudo, tem os preços mais altos que nenhum assalariado comum possa pagá-lo sem dever cada vez mais ao sistema, um país que para se ter algo, tem que dar a vida, sim, a vida, para o capitalista, para poder usufruir de algo que ele julga bom, mas pergunto, bom pra quem?
E pergunto mais, para que serve a inteligência nesse país, senão somente para ser critico e depressivo – pois o mal dos pensadores, professores, é a depressão – indignado com tanta injustiça, baseado nas leis que os ricos impõem para viabilizar o seu roubo, e para o pobre pensar que é melhor que o outro, pois tem as leis e os pitbulls, antigos dobermanns, para fazê-las acontecer.
Um país que querem regulamentar uma manifestação, deixá-la pacifica, ou seja, querem mais um carnaval fora de época.
O idiota do brasileiro está tão preocupado em revolucionar algo, que, em uma passeata, estão procurando novos amores, estão procurando se divertir, se embriagar, fugir dos problemas e para o verdadeiro revolucionário, esse é o problema.
O brasileiro acredita, em sua maioria, que merece estar do jeito que está, vejo e vi, pessoas que pensam desperdiçar o voto, se votar nulo, acreditam em manipuladores, com meia dúzia de argumentos falhos, nas besteiras que divulgam por ai, acreditam no que a mídia impõe, achando que os “jornais nacionais” da vida, diz a verdade, acreditam que a Globo e os outros instrumentos de manipulação em massa, são coniventes com o povo e verdadeiros lideres do povo, comunistas, são contra a humanidade, visto, de Bakunin a Che, de Kant a Mao, são tidos como mal social, porém aqueles que acusam os leram e de fato fazem mal somente para a elite, pois uma vez que o povo toma conhecimento de tais, torna-se consciente e não nessa inércia, ou seja, os dois “Is”, prejudiciais ao povo são a inércia e a ignorância, entretanto, os pertencentes ao povo, acreditam nessa minoria elitista, sem sequer abrir a introdução dos livros, pois, para o néscio brasileiro, ler é cansativo, não leva a nada – pasmem, já ouvi isso --, enquanto isso a elite, os verdadeiros inseridos na sociedade – pois somos meros marginais, não estamos inseridos na sociedade, pois a maioria não pertence a classe alguma que não seja a de proletário – detém esse conhecimento e o subvertem em prol de si próprio, renegando isso ao povo, tirando da classe dos pensadores (professores) a autonomia de ensinar como é um cidadão critico, como se faz uma revolução, quando não se está satisfeito, pelo contrario, se formam assistidores de novela, e os tidos mais cultos leem um jornal manipulador, que na verdade são esses os mais ignorantes, e os mais prejudiciais, pois ele com sua falsa intelectualidade, discursam de forma deturpadora do que realmente será benéfico para o povo, esse acredita na política, ou melhor, nos políticos – pois respiramos política, e mesmo sem querer você está dentro da revolução --, acredita nas leis, acredita que o nosso país está de vento em popa, discute sobre qual é o melhor político, muitos ainda, estão no discurso de rouba, mas faz.
O que podemos esperar de um povo que aprova o roubo do rico, uma vez que, o pobre que rouba para alimentar sua família, um pão, uma manteiga, pega anos de prisão, ou seja, fabricam um novo criminoso, um assassino em potencial – diferente dOs Miseráveis de Victor Hugo – e nunca, um pobre desse foi um perigo para a sociedade, a não ser para a sociedade do rico, a elitista, pois, o preço que o rico perdeu nunca poderia ter sido, porem nos roubar em impostos e tudo mais, o sistema pode a todo momento, então chamo isso, também, de higienização social, retirar o pobre de circulação, deixar com que esse “bando”, se matem nas cadeias, e o sobrevivente, o mais ganancioso – lembrando que todos esses citados são cristãos, na maioria católicos, e que a ganância é um pecado capital – tornara-se-a, chefe, com seus pseudo luxo e pseudo poder, e que quando morrer será mais um anônimo...
Até quando iremos ter que se contentar com essa falta de oportunidade, com essa falta de respeito com quem faz esse antro funcionar, até quando seremos felizes, até quando os pensadores, do povo, serão hostilizados, desestimulados, até quando isso vai continuar dessa forma, as coisas tem que serem mudadas drasticamente, senão não teremos futuro, nossos filhos serão o rebotalho social, sem valor algum, pois se morrerem darão a outro néscio um pseudo espaço, para poder trabalhar e trazer mais riqueza, para a elite...
Ramakrishna Ramos
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Sociedade Liberta
O que a sociedade, alienada, pensa sobre as pessoas que pensam ou tem opnião própria?
Não vejo pessoas fazendo nada para mudar o seu ambiente, mas, entretanto, criticam que o fazem, são capazes de fazer, justamente aquilo que o sistema impõe que o façam, os defender.
Penso que cada um tem sua responsabilidade social, na qual devemos zelar, sim, por uma sociedade melhor, mas o sistema faz com que não o façamos, ou melhor, que algumas pessoas não o façam.
O protesto e o boicote – o segundo, muitas vezes bastante eficaz, mas nunca, que eu saiba, usado no Brasil de forma contundente – são formas de contestar o sistema, mas os coniventes com ele, sempre estão ai, defendendo quem só os oprime, fazendo com que a opressão tome todas as proporções possíveis e imagináveis.
O que mais revolta em uma mente pensante, apesar de não poder fazer muito, é ver que o que vai mais contra o pobre o oprimido de forma direta, na maioria das vezes, não é o próprio opressor e sim o oprimido que jura estar agindo em prol de alguma boa causa, mas, porém está agindo em prol das pessoas que o oprime, e o pior que eles estão sofrendo uma violência intelectual que não fazem a mínima noção.
A vida dessas pessoas – se é que podemos chamar de vida, o que esses zumbis tem – é tão cheia, que hoje em dia, me irrito só de ouvir, que andam em “uma correria” e imaginem que nem maratonista eles não são, pois na verdade o que acontece?
Essas pessoas estão tão entorpecidas com o sistema – e muitas delas nem é de forma etílica, pois são cidadãos de bem e não podem se entorpecer, para fazer mais pela sociedade – que não tem tempo para pensar, raciocinar e filosofar sobre a vida, pois estão ocupadas trabalhando – diga-se de passagem 4 meses para pagar impostos, mas tudo bem, né? --, indo para “facul” – instituições de ensino que não prezam pelo ensino do estudante e sim pelo dinheiro que ele vá investir para conseguir “comprar” o seu diploma --, que na verdade são rodeadas, hoje em dia, de bares e quaisquer tipo de entretenimento, e logo após vão para o seu momento de relaxar, ou seja, chegam em casa e vão “não pensar em nada”, assistindo o jornal da noite ou a novela, e pasmem, hoje passa a mesma, em outro canal, que passou há anos, e com isso vão levando a vida.
O que reflete tudo isso?
Temos um povo, uma massa, ou poderia dizer um bando – de loucos, HAHA, antes fosse – que não pensa, são manipulados, se acham engajados, mas são somente fantoches, sem raciocínio, com uma filosofia vã, não sabendo que há mais debaixo do sol.
Trabalham, em prol dos planos de outros, estudam, dando dinheiro pros outros, pois não se tornam críticos e sim os mesmos zumbis, pois não sabem discernir a verdade imposta, ou melhor, nem questioná-la.
Na verdade o brasileiro está preocupado, somente, e em sua maioria, vamos usar uma ordem cronológica, segundo o calendário que seguimos, primeiramente e o mais importante, é o natal, depois disso tem o carnaval, afinal temos que nos divertir e ver as “beldades” e tudo aquilo que tem de belo, o que a mulher tem que mostrar, passando o carnaval temos o dia das mulheres afinal depois de serem belas tem que ser ativas e ganhar vários presentes, jantares pois vivemos em uma sociedade onde o sutiã queimado é um símbolo bastante importante, por esse motivo damos flores para nossas guerreiras e àquelas que amamos, temos a páscoa também e com isso damos chocolate, ou seja os ditos cristãos – tendo em vista que estamos em uma era cristã – se limitam a comprar chocolate e acreditar no coelhinho da páscoa – que diga-se de passagem, não consegui entender, alem da mídia, quem inventou tal mito -- depois temos os dias das mães, haaa, as mães nunca podemos esquecê-las pois o ano inteiro são esquecidas e são mães somente um dia no ano, e o que fazemos para reconhecer isso, damos milhões em presentes, principalmente para os que vendem as quinquilharias que compramos, depois disso, temos os dias dos pais, afinal pais e mãe são divinos em nossa vida e temos que comprar algo para mostrar que lembramos deles – de preferência uma gravata, ou algo relacionado a escritório, pois é de gravata que se faz o homem de bem --, pois os bens materiais valem mais que o carinho durante a vida.
Ramakrishna
Como é bom ter amigos...
Será que realmente somos amigos, temos amigos e somos amados?
Na verdade não vejo isso de forma alguma, pois estamos tão capitalistas que hoje as formas de demonstrarmos uma pseudo amizade é mandando uma mensagem em rede social ou em rede social ou por meios eletrônicos...
Quem precisa de coisas assim? Aonde ficou a sociabilidade?
Não há, mesmo porque hoje os que querem alguém por perto, quer se tiver algo a ser oferecido, nunca por quem você é, e sim pelo que você pode oferecer, seja de influencias ou mesmo financeiramente.
A sociedade está perdida, os princípios perdidos, o querer, o amar, não está mais em voga, não é mais quisto.
Estamos em uma sociedade carente, onde a demonstração, quando próxima, é superficial, nunca plena, não temos mais amigos como tinham nossos pais, vós, etc.
Temos smartphones, tablets, e toda a mídia envolta na podridão capitalista, nada mais do que tecnologia substituindo pessoas, ou seja, não existe amor em SP. BH, NY, Nj e em lugar nenhum, mesmo por a Apple deu um bom respaldo para isso.
Temos em troca de um abraço, um e-mail, não valemos nada além de um sms ou na melhor das hipóteses uma ligação.
O mundo de sociabilidade está em decadência, chegamos em um bar e vemos pessoas, ao invés de conversarem, confabularem, subverterem, filosofarem, estão a todo momento conectados, observando as gatas(os) pelo facebook ou mandando seus famosos sms.
Nunca se é convidado a nada se não for influente ou chegar com a melhor vestimenta ou com o melhor carro ou se tem um rosto bonito, ou seja, nunca se é convidado por ser.
Com isso as pessoas estão cada vez mais cegas, o capitalismo chegou a um nível descomunal na sociedade, ninguém é mais ninguém, o poder, a propriedade se tornaram fundamentais para a aceitação do outro e como dizem os anarquistas “ a propriedade e a autoridade são tão abarcadas que parece que existe um elo entre elas”.
Não temos livre arbítrio mais, temos cartões de credito, não temos mais caráter, temos uma onça ou um presidente morto na carteira, não somos fieis a princípios, somos à carne, pois temos encutido uma moral cristã que se fia na propriedade do casamento, no homem dono da mulher, na propriedade que um tem sob o outro, não são seguidos indles e nem paradigmas, não há construções familiares pautadas em morais que não sejam cristãs capitalistas, não há verdade nisso, pois há uma cifra que impede a maioria de ver a verdade.
Tudo de errado está na moral que homem tem desde de criança, quando o sistema incuti à criança essas morais, vemos na afirmação de Woodcock isso:
“Se existe algo fixo e imutável, é a moral. Portanto é sem dúvida por um estranho ardil que somo induzidos a atribuir a uma ação que será sempre eterna e invarialvemente errado os epítetos de honradez. dever e virtude.”
Para concluirmos, temos que tomar consciência de quem realmente queremos ao nosso lado, pois em momentos bons e no auge, mesmo que momentâneo, do capitalismo estaremos todos rodeados de “pseudo” amigos, amantes, namorados, no entanto, quando esse momento se esvai vemos o quão não prestamos somente por ideias, caráter ou moral, mesmo porque, os imorais, sem caráter, porem endinheirados são aceitos por aqueles que dizem que nos querem bem, entretanto, digo mais, querem bem aquilo que você possa oferecer-lhes
E de fato para finalizar posso colocar um pensamento cristão – muito apesar de não sê-lo – de acordo com Woodcock leitor de Godwin:
“ Se descendemos da mesma mãe, Adão e Eva. Como podem afrimar e provar que são mais senhores do que nós? Exceto talvez por que nos fazem trabalhar para que eles gastem.”
Seria bastante interessante se refletíssemos como indivíduos -- não egoístas e sim indivíduos --, para que formássemos um coletivo melhor que o que fora, ou que é.
Ramakrishna
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia Das Mulheres, hoje?
Dia internacional das mulheres, ótimo, vejo varias mensagens falando sobre as mulheres, mas a maioria ainda colocando a mulher como mera bunda ou peito, e o mais triste, algumas sentindo-se bem com isso...
O que seria se elas fossem apenas bunda, peito, uma barriguinha malhada e gostosa na cama?
Nada, alias, nem existiríamos...
Atemos-nos ao fato de algumas operarias terem sido presas e queimadas devido ao incêndio, em Nova Iorque, mas pelo visto os que se atem a isso estão sob influência –errônea – Americana e simplesmente – mas não tão simples – perderam o sentido revolucionário da data.
Hoje, vemos que o dia em pauta tornou-se festivo, e os chefes, visando não haver greves ou manifestações – como na revolução de 1917 – entregam rosas vermelhas, adornos, ou gratificações no dia, ou seja, passam “mel” na boca das mulheres para que elas se tornem pacatas como sempre são – mas há sempre a ovelha desgarrada do rebanho, e viva la revolucion.
Mas vamos pensar que se não fossem as mulheres, não existiria a historia, e vamos para um fato que me apraz bastante e posso falar com categoria...
Todos conhecem a historia de Troia -- penso eu--, e o que diríamos se, não houvesse a Helena, o que seria da historia? Simplesmente não haveria, ou seja, graças a uma mulher fez-se historia.
Outros casos interessantes, como de Niesztche, Sartre, e outros filósofos e ou intelectuais que foram gênios na vida literária, mas fizeram tudo isso por amor – frustrado -- que os fizeram pensar, filosofar e escrever obras maravilhosas.
Há inúmeros casos do tipo, para poder ilustrar mas isso, não seria um texto e sim uma tese de doutorado, mesmo porque não citei Portugal médio, com suas cantigas, e o papel da mulher na sociedade medieval, burguesa e moderna.
A mulher por natureza é revolucionaria, é forte, pois fraco é o que a subestima, tendo em vista que força física não vence guerras e sim intelecto superior – e digamos que Hitler, frustrado por natureza, se perdeu, pois não tinha o arrimo necessário, e alguém ou algo em algum lugar sabe o que faz e não deu essa dádiva a ele).
Na verdade a sociedade é tão hipócrita, tão mesquinha que “dedica” somente um dia para seres especiais que são as mulheres, não deveria ter um dia, mas sim serem reconhecidas igualmente todos os dias, pois elas fazem o mundo mover, pois sem os incentivos que temos de nossas Atenas, não seriamos quem somos.
Exemplos básicos, que somos o que somos por causa das mulheres. Penso eu que, ninguém, leitor ou ouvinte, nasceu de chocadeira, ou seja, todos temos mães, que já seria louvável colocarmos a mulher em patamar superior a de qualquer homem.
Cientificamente provado a mulher tem capacidade de desenvolver mais atividades do que o homem – e ainda nos achamos superiores --, apesar de ser provado que a noção espacial do homem seja mais apurada – afinal temos que levar alguma vantagem na natureza, pois cansei de ser enganado, rs – não é isso que nos torna melhores, pois como já disse força física não vence guerras.
Não estou dizendo que o homem é totalmente inferior, e nem querendo ser uma mulher, mas vejo que não damos o valor devido às mulheres, somos sim especiais, temos nossas qualidades, mas devemos reconhecer, devemos saber discernir o bom do ruim, criar parâmetros além dos sociais impostos e tirar o estigma que o homem é provedor de tudo. É sim, mas a mulher é tanto ou mais que nós, pois ela gera a vida e nós contribuímos – muitos por longos dois minutos – em uma pequena parte, pois nove meses, por mais que queiramos, não podemos fazer muita coisa.
Eu tenho, até hoje, a maioria dos exemplos, sejam acadêmicos, sejam sabedoria de vida, mulheres, desde minha mãe, que é meu exemplo mor, pois foi mãe, pai, irmão, irmã, e toda família, até as professoras que me orientaram na escola e na faculdade – não todas, mas as que fizeram, eu nunca me esquecerei e serei grato enquanto lúcido, enquanto tiver lembranças --, na vida, nas mesas de bares, pois não é sempre que sento na mesa de bar pra conversar com uma mulher que tenho que ter interesse sexual, não é regra, pois algumas que estive e tive o prazer de ter como companhia, me ensinaram muito e ainda me ensinam e serão para a vida.
Só tenho a agradecer e reconhecer o valor dessas pessoas fenomenais que conheci, que tive o prazer de ter um pouco delas em mim hoje e por a maioria delas me ajudar a me tornar o homem – exemplar pra uns e não pra outros – que sou hoje.
Continuem se amando, sendo vocês, libertas, vencedoras, mães que são hoje e sempre, pois a revolução não será televisionada e começa por vocês.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O que seria autoridade???
O que podemos dizer sobre autoridade, o que seria autoridade???
Talvez eu possa responder de uma forma obvia e dizer que a autoridade é a policia, ou talvez quem nos rege?
O que e quem nos rege, o que consiste na justiça ou no exemplo que temos ou que fazemos, por quais caminhos devemos seguir?
Um policial exercendo seu “trabalho digno”, correndo atrás de bandidos, na rua, parando todo e qualquer “suspeito” que ele decida ser, está coerente com a justiça, está em acordo com as leis, que talvez ele mesmo descumpra, ao abordar um homem tranqüilo que, também, tem o seu serviço subalterno, ou seja, é um soldado do sistema, na guerra urbana em que está envolvido.
Que justiça é essa que persegue os menos abastados, os que não tem perspectiva de melhora nenhuma e ainda tem que passar por algumas humilhações, sem necessidade...
Qual, ou que atitude tem melhor um policial do que um professor que educa – muitas vezes o filho desses policiais – as crianças, que amanhã serão nossos lixeiros, a médicos, passando por toda hierarquia social...
Mas quando estamos nas ruas ninguém é mais valorizado ou tem mais valor do que uma pessoa com uma roupa opressora e um poder bélico maior do que a própria lei proíbe o cidadão comum de tê-la...
Ou seja, perante situações de defesa, o professor tem uma caneta pra defender-se, o que nada se compara a um poder bélico no alto da madrugada, pois aqui no nosso Brasil varonil, não se vale o conhecimento e sim o que o poder, ou seja aqueles que por causa do nosso dever de cumprir um direito obrigatório que nos assiste, colocamos pessoas que agem mais fora da lei do que o cidadão comum, no entanto tem um poder financeiro maior do que a maioria, tendo, com isso, regalias, principalmente perante àquele que está ali para defender a população, ou como diria um aforismo famoso:
“no sumo direito, a suma injuria.”
Nos dizeres de Cícero:
“E então necessário remontar àqueles dois fundamentos da justiça: primeiro, não causar prejuízo a ninguém; depois servir ao bem comum.”
Realmente é isso que vemos durante todo dia com relação a população comum, mediante àqueles que estão para “servir e proteger” (apesar dos dizeres da policia norte americana, a máxima imposta aqui, em suma, é a mesma), e não para a “nata” social....
Afinal somos a margem da sociedade, me refiro àqueles que não tem dinheiro, nem status, nem nada que o “dignifique” socialmente, que o faça ser aceito nas “altas rodas” sociais...
Sendo assim somos, perante os olhos daqueles que estão para nos proteger, para manter a “ordem social” nós, professores, médicos, ou quaisquer estudantes, que por não termos dinheiro – pois quem trabalha de forma licita, ou seja, de acordo com as leis que nos rege, feitas por aqueles que nós somos obrigados a colocar no poder --, não somos bem vistos, pois além de para sermos bem vistos, temos que nos vestir e portar como eles querem, independente do seu intelecto, temos que, para sermos respeitados, somos obrigados a ter dinheiro.
E dizendo mais, conforme Cícero:
“É de máxima relevância que, em nossa Republica, sejam respeitados os direitos bélicos.”
Isso significa que, perante ao cidadão comum, sem dinheiro, independente do papel social que ele tenha, o bélico é mais respeitado do que o intelecto...
Um incapaz social, semi analfabeto, ao se tornar, mediante aos seus olhos se torna inserido, ao pegar uma roupa, aprovada por aqueles que nos oprimem intelectualmente, a ser treinado para servir o sistema e ter um poder bélico – que é o Maximo do cidadão comum – maior que o da maioria, o faz melhor, e na sua própria mente sublaterna, do que a população que ele deveria defender...
Talvez eu possa responder de uma forma obvia e dizer que a autoridade é a policia, ou talvez quem nos rege?
O que e quem nos rege, o que consiste na justiça ou no exemplo que temos ou que fazemos, por quais caminhos devemos seguir?
Um policial exercendo seu “trabalho digno”, correndo atrás de bandidos, na rua, parando todo e qualquer “suspeito” que ele decida ser, está coerente com a justiça, está em acordo com as leis, que talvez ele mesmo descumpra, ao abordar um homem tranqüilo que, também, tem o seu serviço subalterno, ou seja, é um soldado do sistema, na guerra urbana em que está envolvido.
Que justiça é essa que persegue os menos abastados, os que não tem perspectiva de melhora nenhuma e ainda tem que passar por algumas humilhações, sem necessidade...
Qual, ou que atitude tem melhor um policial do que um professor que educa – muitas vezes o filho desses policiais – as crianças, que amanhã serão nossos lixeiros, a médicos, passando por toda hierarquia social...
Mas quando estamos nas ruas ninguém é mais valorizado ou tem mais valor do que uma pessoa com uma roupa opressora e um poder bélico maior do que a própria lei proíbe o cidadão comum de tê-la...
Ou seja, perante situações de defesa, o professor tem uma caneta pra defender-se, o que nada se compara a um poder bélico no alto da madrugada, pois aqui no nosso Brasil varonil, não se vale o conhecimento e sim o que o poder, ou seja aqueles que por causa do nosso dever de cumprir um direito obrigatório que nos assiste, colocamos pessoas que agem mais fora da lei do que o cidadão comum, no entanto tem um poder financeiro maior do que a maioria, tendo, com isso, regalias, principalmente perante àquele que está ali para defender a população, ou como diria um aforismo famoso:
“no sumo direito, a suma injuria.”
Nos dizeres de Cícero:
“E então necessário remontar àqueles dois fundamentos da justiça: primeiro, não causar prejuízo a ninguém; depois servir ao bem comum.”
Realmente é isso que vemos durante todo dia com relação a população comum, mediante àqueles que estão para “servir e proteger” (apesar dos dizeres da policia norte americana, a máxima imposta aqui, em suma, é a mesma), e não para a “nata” social....
Afinal somos a margem da sociedade, me refiro àqueles que não tem dinheiro, nem status, nem nada que o “dignifique” socialmente, que o faça ser aceito nas “altas rodas” sociais...
Sendo assim somos, perante os olhos daqueles que estão para nos proteger, para manter a “ordem social” nós, professores, médicos, ou quaisquer estudantes, que por não termos dinheiro – pois quem trabalha de forma licita, ou seja, de acordo com as leis que nos rege, feitas por aqueles que nós somos obrigados a colocar no poder --, não somos bem vistos, pois além de para sermos bem vistos, temos que nos vestir e portar como eles querem, independente do seu intelecto, temos que, para sermos respeitados, somos obrigados a ter dinheiro.
E dizendo mais, conforme Cícero:
“É de máxima relevância que, em nossa Republica, sejam respeitados os direitos bélicos.”
Isso significa que, perante ao cidadão comum, sem dinheiro, independente do papel social que ele tenha, o bélico é mais respeitado do que o intelecto...
Um incapaz social, semi analfabeto, ao se tornar, mediante aos seus olhos se torna inserido, ao pegar uma roupa, aprovada por aqueles que nos oprimem intelectualmente, a ser treinado para servir o sistema e ter um poder bélico – que é o Maximo do cidadão comum – maior que o da maioria, o faz melhor, e na sua própria mente sublaterna, do que a população que ele deveria defender...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Confissões de um docente!!!
Obituário
Vinte e seis anos, dez meses e vinte e nove dias. È a idade que eu tinha quando peguei o vinte e dois que era do meu pai trancado na gaveta do criado mudo, no quarto, fui até o banheiro, sentei sobre o vaso, enfiei o cano dentro da minha boca e segurei com as duas mãos com o dedo polegar sobre o gatilho e puxei.
Me acharam depois de um dia, dia e meio. Dizem que parte do meu cérebro ficou grudada, secando no azulejo. Não lembro.
Por que fiz isso? Tava de saco cheio, entende? Não tava mais querendo brigar com o mundo, ser hipócrita, fingir que eu era importante. Tapar hemorragia com bandeidi. Ter que acordar todo dia, perceber a sua cara amassada no espelho, ver que você só ta envelhecendo, os cabelos caindo, ficando brocha, gordo, papudo, e o que fez da vida? Você olha pra trás e, o que aconteceu? Nada. Nenhum fato, alguma coisa que realmente marcasse, alguém que fizesse a diferença. Nada. Foi por isso.
Naquele dia acordei decidido. Não foi nada de cabeça quente. Já estava pensando sobre o assunto há muito tempo, já tinha feito vários ensaios: faca sobre o pulso, coquetel de remédios, veneno. Mas ficava só na preparação, nunca consumava o fato. Era assim toda vez que acordava as quatro, cinco da madruga, pensando na escola, nas mudanças, no meu trampo e no que eu poderia fazer. A cabeça girando, parecendo um quebra cabeças, um labirinto. Eu entrando na nóia, ficando depressivo. Por nada já chorava. Com medo de pegar nos livros, estudar: medo de ir pra escola. A única vontade era de entrar no carro e sumir. Pegar uma auto-estrada dessas ai e sumir. Deixa tudo pra trás, feito poeira.
Já procurei tratamento, já fui na igreja, psicólogo particular. Já fui até no quinto andar do Servidor. O psiquiatra la, com uma cara de bunda, fingindo que ta me escutando, Depois passa uma bosta duma receita qualquer, me da uns dias de licença e próximo! Tá limpo. Tô fora, meu irmão. Se me chapar de remédio é sanidade eu quero é ficar louco. E limpo.
Se for a coisa certa? Cara, todo dia morre não sei quantas pessoas no mundo: AIDS na África, bomba no Iraque, conflitos no Quênia; adolescente disparando a esmo dento de colégio nos EUA, assalto no jardins, acerto de conta na Perifa, morador queimado no Glicério. Vocês interrogam todo esse pessoal, perguntando se o que aconteceu com eles foi certo? Qual o problema do suicídio? Principalmente agora que eu to morto, pra que vocês querem estudar o meu raciocínio? É tão difícil aceitar que esse mundo ta podre, que tá tudo errado, tudo pelo avesso? Que a vida não é o que se pinta nas novelas da televisão que escola não é o que aparece na Malhação? Que tem gente que não quer mais continuar fazendo esse jogo. E se foi só isso, eu quis decretar o meu fim. Posso? Tenho esse direito?
Errado é essa molecada na rua. Século vinte e um e você encontra pessoas sem um teto pra morar, morrendo por falta de atendimento nos corredores dos hospitais. Todo dia alguém bater na sua porta, tocar sua campainha: Tem isso? Tem aquilo? As pessoas se humilhando. Ver marmanjo ai, de vinte, trinta anos, uma puta disposição, uma puta vontade e não tem emprego. Não tem qualificação, não tem oportunidade. Pai de família chorando, não tendo um tento pra comprá o leite pro filho. Isso é errado. Agora, eu me dar um tiro_ Eu machuquei alguém? Feri alguma pessoa? Não parei o transito, não atrasei o lado de nenhum trabalhador. Nem tiveram que fechar shopping, banco, ninguém decretou luto. Só minha escola. Mas ai a molecada, no fundo, até que gostou, ficou um pouquinho feliz.
Você. Você acha que eu não pensei nos meus alunos?
Lógico que pensei. Alias, só penso neles. Eles são a minha preocupação principal. Mas eu cansei. Cê faz um trampo sério e não é reconhecido; trabalha, trabalha e, no fim do mês, uma merreca de salário. Vê um monte de gente enrolando, falando bobagem abusando do posto, tratando mal a molecada e curtindo uma com a sua cara de otário. Ve o governador na TV mostrar uma escola que não existe e tem que ficar calado. Ver a Secretaria de Educação, que não conhece a realidade, querendo te ensiná o beabá e tem que ficar calado. A Super Nanny, cara, dizendo como você tem que educar o seu filho e tem que, ah, na boa né mermão? Chega. Minha cabeça explodiu só isso.
E não me arrependo não. Não pedi pra nascer, tá ligado?
Me jogaram nesse mundo fudido sem me perguntar o que eu achava disso. Tão acabando com o mundo, aquecimento global, desmatamento, poluição, consumo e ninguém me pergunta o que eu acho disso. Eu me dou um tiro e... por que cê fez isso?
A questão é, por que não faz? Fica ai como um Zé se enganando, se acabando, dando milho. Ah, não me critiquem. Se vocês querem continuar sangrando, devagar, se iludindo, tudo bem. Mas eu desci do barco.
Assumi o meu rumo. Acho melhor vocês fazerem o mesmo.
Uma hora ou outra ele vai afundar mesmo.
Texto extraído do livro: “Te pego lá fora” de Rodrigo Ciríaco
Editora Toró, 2006, São Paulo
Vinte e seis anos, dez meses e vinte e nove dias. È a idade que eu tinha quando peguei o vinte e dois que era do meu pai trancado na gaveta do criado mudo, no quarto, fui até o banheiro, sentei sobre o vaso, enfiei o cano dentro da minha boca e segurei com as duas mãos com o dedo polegar sobre o gatilho e puxei.
Me acharam depois de um dia, dia e meio. Dizem que parte do meu cérebro ficou grudada, secando no azulejo. Não lembro.
Por que fiz isso? Tava de saco cheio, entende? Não tava mais querendo brigar com o mundo, ser hipócrita, fingir que eu era importante. Tapar hemorragia com bandeidi. Ter que acordar todo dia, perceber a sua cara amassada no espelho, ver que você só ta envelhecendo, os cabelos caindo, ficando brocha, gordo, papudo, e o que fez da vida? Você olha pra trás e, o que aconteceu? Nada. Nenhum fato, alguma coisa que realmente marcasse, alguém que fizesse a diferença. Nada. Foi por isso.
Naquele dia acordei decidido. Não foi nada de cabeça quente. Já estava pensando sobre o assunto há muito tempo, já tinha feito vários ensaios: faca sobre o pulso, coquetel de remédios, veneno. Mas ficava só na preparação, nunca consumava o fato. Era assim toda vez que acordava as quatro, cinco da madruga, pensando na escola, nas mudanças, no meu trampo e no que eu poderia fazer. A cabeça girando, parecendo um quebra cabeças, um labirinto. Eu entrando na nóia, ficando depressivo. Por nada já chorava. Com medo de pegar nos livros, estudar: medo de ir pra escola. A única vontade era de entrar no carro e sumir. Pegar uma auto-estrada dessas ai e sumir. Deixa tudo pra trás, feito poeira.
Já procurei tratamento, já fui na igreja, psicólogo particular. Já fui até no quinto andar do Servidor. O psiquiatra la, com uma cara de bunda, fingindo que ta me escutando, Depois passa uma bosta duma receita qualquer, me da uns dias de licença e próximo! Tá limpo. Tô fora, meu irmão. Se me chapar de remédio é sanidade eu quero é ficar louco. E limpo.
Se for a coisa certa? Cara, todo dia morre não sei quantas pessoas no mundo: AIDS na África, bomba no Iraque, conflitos no Quênia; adolescente disparando a esmo dento de colégio nos EUA, assalto no jardins, acerto de conta na Perifa, morador queimado no Glicério. Vocês interrogam todo esse pessoal, perguntando se o que aconteceu com eles foi certo? Qual o problema do suicídio? Principalmente agora que eu to morto, pra que vocês querem estudar o meu raciocínio? É tão difícil aceitar que esse mundo ta podre, que tá tudo errado, tudo pelo avesso? Que a vida não é o que se pinta nas novelas da televisão que escola não é o que aparece na Malhação? Que tem gente que não quer mais continuar fazendo esse jogo. E se foi só isso, eu quis decretar o meu fim. Posso? Tenho esse direito?
Errado é essa molecada na rua. Século vinte e um e você encontra pessoas sem um teto pra morar, morrendo por falta de atendimento nos corredores dos hospitais. Todo dia alguém bater na sua porta, tocar sua campainha: Tem isso? Tem aquilo? As pessoas se humilhando. Ver marmanjo ai, de vinte, trinta anos, uma puta disposição, uma puta vontade e não tem emprego. Não tem qualificação, não tem oportunidade. Pai de família chorando, não tendo um tento pra comprá o leite pro filho. Isso é errado. Agora, eu me dar um tiro_ Eu machuquei alguém? Feri alguma pessoa? Não parei o transito, não atrasei o lado de nenhum trabalhador. Nem tiveram que fechar shopping, banco, ninguém decretou luto. Só minha escola. Mas ai a molecada, no fundo, até que gostou, ficou um pouquinho feliz.
Você. Você acha que eu não pensei nos meus alunos?
Lógico que pensei. Alias, só penso neles. Eles são a minha preocupação principal. Mas eu cansei. Cê faz um trampo sério e não é reconhecido; trabalha, trabalha e, no fim do mês, uma merreca de salário. Vê um monte de gente enrolando, falando bobagem abusando do posto, tratando mal a molecada e curtindo uma com a sua cara de otário. Ve o governador na TV mostrar uma escola que não existe e tem que ficar calado. Ver a Secretaria de Educação, que não conhece a realidade, querendo te ensiná o beabá e tem que ficar calado. A Super Nanny, cara, dizendo como você tem que educar o seu filho e tem que, ah, na boa né mermão? Chega. Minha cabeça explodiu só isso.
E não me arrependo não. Não pedi pra nascer, tá ligado?
Me jogaram nesse mundo fudido sem me perguntar o que eu achava disso. Tão acabando com o mundo, aquecimento global, desmatamento, poluição, consumo e ninguém me pergunta o que eu acho disso. Eu me dou um tiro e... por que cê fez isso?
A questão é, por que não faz? Fica ai como um Zé se enganando, se acabando, dando milho. Ah, não me critiquem. Se vocês querem continuar sangrando, devagar, se iludindo, tudo bem. Mas eu desci do barco.
Assumi o meu rumo. Acho melhor vocês fazerem o mesmo.
Uma hora ou outra ele vai afundar mesmo.
Texto extraído do livro: “Te pego lá fora” de Rodrigo Ciríaco
Editora Toró, 2006, São Paulo
terça-feira, 21 de junho de 2011
Verdade existe?
Verdades
O que buscamos hoje me dia?
A verdade, mas como podemos obter a verdade, qual o critério de verdade contido na vida?
Refletiremos um pouco. Sócrates buscava nos seus diálogos sempre a verdade que poderia haver em determinadas posturas e determinados atos, Einstein também procurava a verdade através do átomo.
Isso até hoje é questionado, ou seja, na há verdade no ser humano que seja absoluta, há subversão em tudo que vivemos, há hipocrisia na nossa verdade.
Hoje como ontem temos valores diferentes, pois os que se dizem ser de esquerda na verdade são hipócritas de direita e vice versa, mas como o lado subversivo é mais contundente na sua retórica é de igual conivência sê-lo, e como disse um ilustre político, “o poder é como violino, se toma pela esquerda e se toca na direita”.
O que podemos definir com isso?
Que os diálogos e a filosofia Socrática até hoje é a mais coerente, pois a verdade é sempre contestada, o ponto de vista é sempre contestado, a índole é sempre contestada, ou seja, para tudo há contestação, nada é absoluto, nada é tão contundente que não possa ser contestado em momento algum.
Luis Fernando Veríssimo tem uma frase que na minha opnião é genial que diz:
“O fanático religioso que expõe o seu ponto de vista, nunca esta disposto a ouvir o ponto de vista alheio”.
E outra muito boa para retórica frustrada diz o seguinte:
“Fanatismo consiste em redobrar seus esforços quando você esqueceu seus objetivos.”
George Santayana
Então podemos ver que diante das citações as retóricas e mesma as Greco-romanas, tanto dos sofistas como dos retóricos são questionáveis.
Cícero é questionável, Edison é questionável, ou seja todos nós somos e temos que rever nossas condutas e nossos pensamentos diariamente, pois o verdadeiro sábio não é aquele que mantém um pensamento mas aquele que consegue variá-lo sem perder a sua essência, pois temos que aprender com a água que não briga com o meio ambiente e sim se adapta a ele.
O que buscamos hoje me dia?
A verdade, mas como podemos obter a verdade, qual o critério de verdade contido na vida?
Refletiremos um pouco. Sócrates buscava nos seus diálogos sempre a verdade que poderia haver em determinadas posturas e determinados atos, Einstein também procurava a verdade através do átomo.
Isso até hoje é questionado, ou seja, na há verdade no ser humano que seja absoluta, há subversão em tudo que vivemos, há hipocrisia na nossa verdade.
Hoje como ontem temos valores diferentes, pois os que se dizem ser de esquerda na verdade são hipócritas de direita e vice versa, mas como o lado subversivo é mais contundente na sua retórica é de igual conivência sê-lo, e como disse um ilustre político, “o poder é como violino, se toma pela esquerda e se toca na direita”.
O que podemos definir com isso?
Que os diálogos e a filosofia Socrática até hoje é a mais coerente, pois a verdade é sempre contestada, o ponto de vista é sempre contestado, a índole é sempre contestada, ou seja, para tudo há contestação, nada é absoluto, nada é tão contundente que não possa ser contestado em momento algum.
Luis Fernando Veríssimo tem uma frase que na minha opnião é genial que diz:
“O fanático religioso que expõe o seu ponto de vista, nunca esta disposto a ouvir o ponto de vista alheio”.
E outra muito boa para retórica frustrada diz o seguinte:
“Fanatismo consiste em redobrar seus esforços quando você esqueceu seus objetivos.”
George Santayana
Então podemos ver que diante das citações as retóricas e mesma as Greco-romanas, tanto dos sofistas como dos retóricos são questionáveis.
Cícero é questionável, Edison é questionável, ou seja todos nós somos e temos que rever nossas condutas e nossos pensamentos diariamente, pois o verdadeiro sábio não é aquele que mantém um pensamento mas aquele que consegue variá-lo sem perder a sua essência, pois temos que aprender com a água que não briga com o meio ambiente e sim se adapta a ele.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Brasileiro e seus pensamentos
Mentalidades
O que podemos pensar sobre mentalidade no Brasil?
Há vários tipos de mentalidades, mas a mais latente é a mentalidade escrava, essa sim assola nosso país.
Na verdade isso percorre o nosso âmago há mais de 400 anos, pois o brasileiro não se libertou mentalmente do que sofreu nos últimos séculos.
É tão hereditária a coisa que, mesmo os que não conhecem a história, os semi, os funcionais, ou seja todos os anafalfabetos, tem tendências escravas ou escravocratas.
Vejamos da seguinte forma:
Podemos dizer que o chefe dos garis, ou seja, aquele que tem um pouco mais de estudo, ou de competência, portanto o que acredita que se sobressaiu entre os outros. Acredita ele que por estar a um patamar acima dos demais, dentro de sua área, pode se dar ao luxo de menosprezar aqueles que estão no lugar ele onde esteve antes.
A nossa sociedade é tão conivente com essa mentalidade que nem se da conta do que acontece nos que estão inseridos.
O pior de tudo que, o pobre luta contra o pobre, o ignorante menospreza o ignorante.
O fato chega a ser cômico, as pessoas que deveriam unir-se para se tornarem cada vez mais acima do medíocre não o fazem, ou seja, aquiescem a sua condição, se tornam feias ou não belas segundo Aristófanes em o Banquete de Platão.
O triste dentro do que pensa a sociedade é como poderíamos solucionar essa problemática, pois posso aludir ao equivoco de Proudon ao se remeter ao escravagismo e ser contestado por Marx.
Os brasileiros estão equivocados com a sua condição, mas diz um ditado interessante “a ignorância traz a felicidade”, e partindo dessa máxima é isso que o brasileiro é ignorante. Sim, Da sua própria historia, partindo do principio que o escravagismo não foi primeiramente do europeu para o africano e sim de etnias d mesmo continente.
Acreditando ainda que o negro é raça inferior – tem alguns que acreditam nisso – e que o escravagismo é somente porque os negros não tem capacidade.
Hoje em dia está muito além disso, mas para as mentes retrogradas continua sendo dessa forma, ou pior, eles – os pseudo chefes – acreditam que todos que estão abaixo hierarquicamente são inferiores, no entanto, ele abaixa a cabeça aos seus superiores.
Como podemos chamar pessoas assim senão de meros “capatazes”.
Sim, capatazes, pois não mandam em absolutamente nada, porém ao mais fracos querem ter potência, ou melhor, têm vontade de potência e nada mais do que isso.
Fracos psicologicamente que não tem capacidade de se sentirem bem apenas cumprindo o seu dever. Tem de massacrar o outro pobre saciar seu ego efêmero ter o gosto da autoridade esvaindo pelos seus poros, que seja apenas passageiro, mas que os tenha.
Vemos isso não somente no mundo corporativo, podemos ver entre pessoas formadas e atuantes no ramo educacional que maltratam e ferem o ego de crianças que estão sob sua tutela, que são seres que estão em formação cívica e que se deparam com pessoas de ego subestimado por elas mesmas que estragam a vida daqueles que deveriam ajudar.
Vemos isso nas ruas, pois policiais que deveriam proteger, primeiramente, o pobre, o desamparado, são os primeiros que os agridem. O pobre que por estar fardado, estar com o poder da autoridade, acredita que pode massacrar tanto verbalmente como mentalmente e fisicamente aqueles que deveria proteger.
E em prol do que fazem isso?
Em prol do mais forte, reiterando, são capatazes a serviço do senhor de escravo.
E quem será o verdadeiro senhor de escravo que não nos deixa, nos dando pão e circo, evoluirmos???
Ficamos ai com o pensamento.
Ramakrishna
O que podemos pensar sobre mentalidade no Brasil?
Há vários tipos de mentalidades, mas a mais latente é a mentalidade escrava, essa sim assola nosso país.
Na verdade isso percorre o nosso âmago há mais de 400 anos, pois o brasileiro não se libertou mentalmente do que sofreu nos últimos séculos.
É tão hereditária a coisa que, mesmo os que não conhecem a história, os semi, os funcionais, ou seja todos os anafalfabetos, tem tendências escravas ou escravocratas.
Vejamos da seguinte forma:
Podemos dizer que o chefe dos garis, ou seja, aquele que tem um pouco mais de estudo, ou de competência, portanto o que acredita que se sobressaiu entre os outros. Acredita ele que por estar a um patamar acima dos demais, dentro de sua área, pode se dar ao luxo de menosprezar aqueles que estão no lugar ele onde esteve antes.
A nossa sociedade é tão conivente com essa mentalidade que nem se da conta do que acontece nos que estão inseridos.
O pior de tudo que, o pobre luta contra o pobre, o ignorante menospreza o ignorante.
O fato chega a ser cômico, as pessoas que deveriam unir-se para se tornarem cada vez mais acima do medíocre não o fazem, ou seja, aquiescem a sua condição, se tornam feias ou não belas segundo Aristófanes em o Banquete de Platão.
O triste dentro do que pensa a sociedade é como poderíamos solucionar essa problemática, pois posso aludir ao equivoco de Proudon ao se remeter ao escravagismo e ser contestado por Marx.
Os brasileiros estão equivocados com a sua condição, mas diz um ditado interessante “a ignorância traz a felicidade”, e partindo dessa máxima é isso que o brasileiro é ignorante. Sim, Da sua própria historia, partindo do principio que o escravagismo não foi primeiramente do europeu para o africano e sim de etnias d mesmo continente.
Acreditando ainda que o negro é raça inferior – tem alguns que acreditam nisso – e que o escravagismo é somente porque os negros não tem capacidade.
Hoje em dia está muito além disso, mas para as mentes retrogradas continua sendo dessa forma, ou pior, eles – os pseudo chefes – acreditam que todos que estão abaixo hierarquicamente são inferiores, no entanto, ele abaixa a cabeça aos seus superiores.
Como podemos chamar pessoas assim senão de meros “capatazes”.
Sim, capatazes, pois não mandam em absolutamente nada, porém ao mais fracos querem ter potência, ou melhor, têm vontade de potência e nada mais do que isso.
Fracos psicologicamente que não tem capacidade de se sentirem bem apenas cumprindo o seu dever. Tem de massacrar o outro pobre saciar seu ego efêmero ter o gosto da autoridade esvaindo pelos seus poros, que seja apenas passageiro, mas que os tenha.
Vemos isso não somente no mundo corporativo, podemos ver entre pessoas formadas e atuantes no ramo educacional que maltratam e ferem o ego de crianças que estão sob sua tutela, que são seres que estão em formação cívica e que se deparam com pessoas de ego subestimado por elas mesmas que estragam a vida daqueles que deveriam ajudar.
Vemos isso nas ruas, pois policiais que deveriam proteger, primeiramente, o pobre, o desamparado, são os primeiros que os agridem. O pobre que por estar fardado, estar com o poder da autoridade, acredita que pode massacrar tanto verbalmente como mentalmente e fisicamente aqueles que deveria proteger.
E em prol do que fazem isso?
Em prol do mais forte, reiterando, são capatazes a serviço do senhor de escravo.
E quem será o verdadeiro senhor de escravo que não nos deixa, nos dando pão e circo, evoluirmos???
Ficamos ai com o pensamento.
Ramakrishna
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